Archive for the ‘Samba’ Category

Chico Buarque aos 73 anos.

Junho 20, 2017

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, bebida, tabela, barba e área interna

Anúncios

“A MINHA LIBERDADE CUSTOU SANGUE”, DE GERMANO, RIBEIRO, TIRONE E SZEGERI SAMBA CONTRA O GOLPE TEM LECI, NELSON SARGENTO, MOACYR LUZ, NEI LOPES, CARLINHOS VEGUEIROS E OUTROS

Maio 26, 2016

image_largeO Brasil é composto por um povo de inesgotável capacidade criativa, assim como uma inesgotável capacidade de participação quando é provocado por atos irracionais e violentos. Sua capacidade criativa mais sua capacidade de participação se transforma, quando provocada, em um imbatível corpo de luta democrático. Uma disposição contagiante em que envolve todos os quadrantes expressivos de luta pela liberdade.

O golpe provocado pelas forças mais irracionais e brutas sintetizadas pela maioria do Congresso Nacional, as mídias capitalistas e entreguistas e parte do judiciário, serviu de excitação a essas capacidades de luta pela liberdade do povo brasileiro. São centenas – e por que não milhares? – de produções criativas que afloraram no país depois que foi arquitetado o golpe que afastou, por um breve momento, a presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos.

Todos os conteúdos, formas e expressões dessas produções criativas apresentam dois fatores contagiantes: a repulsa pelo golpista-maior: Temer, e a rejeição ao ato antidemocrático que exibe as partes mais sujas de seus executores. Por isso, total repulsa a um desgoverno ilegítimo formado por crápulas com pendências nas Justiças e na recente história do Brasil como grandes e soberbos canalhas.

Foi observando esse quadro pútrido e sua consequência no dia 17 de abril, quando os sórdidos parlamentares vomitaram suas entranhas pútridas na cara dos telespectadores que acreditavam neles e nos que não acreditavam, que os músicos Douglas Germano, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri e Arthur Tirone compuseram o samba A Minha Liberdade Custou Sangue que foi interpretado por um grupo de cantores e cantoras e divulgado pela página Roda Mundo, e ainda conta com as participações dos artistas Nelson Sargento, no auge de seus 92 anos, como Leci Brandão, Moacyr Luz, Carlinhos vergueiros, Hermínio Belo de Carvalho, Wilson Moreira, Wanderley Monteiro, Luiz Antonio Simas, Nei Lopes, Eduardo Galloti, Trajano, Didu Nogueira e Seu Dadinho.

Ouça e veja o vídeo e leia a entrevista com Bruno Ribeiro realizada por Gabriel Valery da Rede Brasil Atual. 

Como foi o processo de composição do samba?

O Douglas Germano, compositor reconhecido, teve a ideia de fazer essa ação entre amigos. Fez a primeira parte e passou para nós. Na ocasião eu estava em São Paulo. Foi na véspera da votação do processo do impeachment na Câmara dos Deputados. Naquela mesma noite ele já tinha pensado na melodia e, assim que acabou a votação, o Douglas pediu para continuarmos. Fomos compondo, cada um um trecho e no dia seguinte estava pronto.

A música foi feita no 17 de abril, e acabou tendo tom profético. A letra é extremamente atual.

Sim, tivemos essa preocupação. Quando ficou pronta a música, fizemos pensando que o golpe viria, já que não seria fácil reverter. Não divulgamos antes, inclusive por isso, para que ele não perdesse essa característica atemporal. Não queríamos limitar o samba como se ele tivesse sido feito como protesto em relação à votação dos deputados, mas que ele se tornasse um hino da luta que viria, após o golpe consumado.

Como surgiu a ideia de reunir tantos nomes para fazer um clipe?

A ideia surgiu no dia seguinte. Quando ficou pronta a música, no dia seguinte começamos a mostrar para os amigos. Na ocasião, estávamos com a produtora Ana Petta, que fez junto com o Paulo Celestino. Eles foram produtores e diretores. Já tinham experiência em outros vídeos de bastante sucesso e eles sugeriram, dizendo que a música conseguia traduzir o sentimento da população em relação ao golpe. Então veio a ideia do esforço coletivo e todos adoramos. Começamos a correr contra o tempo.

Temos contatos com alguns sambistas, eu fui jornalista, escrevia sobre música durante dez anos e também componho. Então tenho contato com gente como o Moacir Luz, também viabilizamos o Douglas Moreira, o Nelson Sargento, a Leci Brandão, enfim, conseguimos explicar a proposta e eles também pensam como nós. Então, compraram a ideia, gostaram da mensagem.

Achamos simbólico, inclusive, começar com o Nelson Sargento, que está com 91 anos. Ele tem uma trajetória no samba que sempre teve uma posição de esquerda, democrática. E por ele ser o mais velho, pensamos que ele deveria estar. Então fizemos este esforço e ainda bem que deu certo.

Qual a força e a importância do samba para amplificar a voz da resistência?

O samba é a grande voz da população brasileira. Foi ao longo da história um meio para que a população pudesse se expressar. Acho fundamental que o samba entre nesta luta pela democracia, justamente pelo peso simbólico que ele tem dentro da cultura. Também porque ele tem um alcance muito grande. Ele comunica com muita gente. Da mesma forma como ele sempre esteve presente. Na ditadura militar, por exemplo, ele foi um centro de resistência. Cartola, Dona Zica, Paulinho da Viola, o próprio Nei Lopes, que aparece no nosso vídeo. Eram todos sambistas engajados com posicionamento crítico. O samba não poderia ficar de fora desta vez. A adesão destes sambistas representativos, que estão no vídeo, da uma legitimidade que queríamos. Eles assinaram embaixo, então, o samba também está engajado na luta a partir destes mestres.

Em tempos difíceis de nossa história, a música teve expoentes, como na ditadura. Agora, o golpe pode se tornar tema e motivar uma linhagem de composições?

Se essa situação se prolongar, a tendência, não só no samba, é que no meio artístico e cultural, tenhamos uma produção de canções, poesia, teatro e cinema que denunciem essa situação. Isso não é algo programado mas acontece naturalmente, porque o artista tem esta inquietação, esse posicionamento crítico nos momentos decisivos, principalmente na política. Essas situações aguçam o desejo de dizer alguma coisa. Tenho sentido já que os artistas estão começando a produzir e a tendência é que apareçam mais composições que façam esta denuncia.

Como foi o processo de composição do samba?

O Douglas Germano, compositor reconhecido, teve a ideia de fazer essa ação entre amigos. Fez a primeira parte e passou para nós. Na ocasião eu estava em São Paulo. Foi na véspera da votação do processo do impeachment na Câmara dos Deputados. Naquela mesma noite ele já tinha pensado na melodia e, assim que acabou a votação, o Douglas pediu para continuarmos. Fomos compondo, cada um um trecho e no dia seguinte estava pronto.

A música foi feita no 17 de abril, e acabou tendo tom profético. A letra é extremamente atual.

Sim, tivemos essa preocupação. Quando ficou pronta a música, fizemos pensando que o golpe viria, já que não seria fácil reverter. Não divulgamos antes, inclusive por isso, para que ele não perdesse essa característica atemporal. Não queríamos limitar o samba como se ele tivesse sido feito como protesto em relação à votação dos deputados, mas que ele se tornasse um hino da luta que viria, após o golpe consumado.

Como surgiu a ideia de reunir tantos nomes para fazer um clipe?

A ideia surgiu no dia seguinte. Quando ficou pronta a música, no dia seguinte começamos a mostrar para os amigos. Na ocasião, estávamos com a produtora Ana Petta, que fez junto com o Paulo Celestino. Eles foram produtores e diretores. Já tinham experiência em outros vídeos de bastante sucesso e eles sugeriram, dizendo que a música conseguia traduzir o sentimento da população em relação ao golpe. Então veio a ideia do esforço coletivo e todos adoramos. Começamos a correr contra o tempo.

Temos contatos com alguns sambistas, eu fui jornalista, escrevia sobre música durante dez anos e também componho. Então tenho contato com gente como o Moacir Luz, também viabilizamos o Douglas Moreira, o Nelson Sargento, a Leci Brandão, enfim, conseguimos explicar a proposta e eles também pensam como nós. Então, compraram a ideia, gostaram da mensagem.

Achamos simbólico, inclusive, começar com o Nelson Sargento, que está com 91 anos. Ele tem uma trajetória no samba que sempre teve uma posição de esquerda, democrática. E por ele ser o mais velho, pensamos que ele deveria estar. Então fizemos este esforço e ainda bem que deu certo.

Qual a força e a importância do samba para amplificar a voz da resistência?

O samba é a grande voz da população brasileira. Foi ao longo da história um meio para que a população pudesse se expressar. Acho fundamental que o samba entre nesta luta pela democracia, justamente pelo peso simbólico que ele tem dentro da cultura. Também porque ele tem um alcance muito grande. Ele comunica com muita gente. Da mesma forma como ele sempre esteve presente. Na ditadura militar, por exemplo, ele foi um centro de resistência. Cartola, Dona Zica, Paulinho da Viola, o próprio Nei Lopes, que aparece no nosso vídeo. Eram todos sambistas engajados com posicionamento crítico. O samba não poderia ficar de fora desta vez. A adesão destes sambistas representativos, que estão no vídeo, da uma legitimidade que queríamos. Eles assinaram embaixo, então, o samba também está engajado na luta a partir destes mestres.

Em tempos difíceis de nossa história, a música teve expoentes, como na ditadura. Agora, o golpe pode se tornar tema e motivar uma linhagem de composições?

Se essa situação se prolongar, a tendência, não só no samba, é que no meio artístico e cultural, tenhamos uma produção de canções, poesia, teatro e cinema que denunciem essa situação. Isso não é algo programado mas acontece naturalmente, porque o artista tem esta inquietação, esse posicionamento crítico nos momentos decisivos, principalmente na política. Essas situações aguçam o desejo de dizer alguma coisa. Tenho sentido já que os artistas estão começando a produzir e a tendência é que apareçam mais composições que façam esta denuncia.

70 ANOS DE SAUDOSA EXISTÊNCIA DE SAMBA DE BETH CARVALHO

Maio 8, 2016

NOS 100 ANOS DO SAMBA A RÁDIO NACIONAL APRESENTA UMA PROGRAMAÇÃO ESPECIAL QUE VAI ATÉ DEZEMBRO

Março 3, 2016

adelzon2

No ano de 1916 o compositor Donga, na pia batismal Ernesto dos Santos, gravou o primeiro samba: Pelo Telefone. “O Chefe da polícia pelo telefone mandou me avisar/Que na carioca tem uma roleta para eu jogar…”. De lá para cá foram milhares de sambas gravados e divulgados pelas rádios. Pixinguinha, Cartola, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Doniram Barbosa, Elton Medeiro, Candeia, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Clara Nunes, Tom Jobim, Dona Ivone Lara, Délcio Carvalho, Guará, Mussum, Noel Rosa, Wilson Batista, Cláudio Jorge, Paulinho da Viola, Martinho da Viola, Manacéia, Padeirinho, Comprido, entre tantos.

Como a Rádio Nacional foi a pioneira em divulgação desses talentos e revelações dos mesmos, ela não podia deixar de fora a comemoração desse importantíssimo 100 anos da gravação do primeiro samba, logo na terra do samba. Seria um deboche. Por isso, ela resolveu fazer uma programação que vai até o mês de dezembro com compositores, cantores e músicas selecionadas. A programação será apresentada em miniprogramas com várias edições diárias.

O grande barato da programação será a demonstração da influência cultural, política e social no samba. Como é sabido, vários compositores e cantores tiveram e têm consciências políticas. Não foi por acaso que muitos deles participaram nas lutas pela redemocratização do Brasil no tempo da ditadura que perdurou entre os anos 1964 e 1985.

“O nosso enfoque é o compositor, os grandes compositores desde o nascedouro do samba na Praça Onze. Esse arcabouço ancestral vem desembocar na Praça Onze e aí surgem talentos como Donga, Pixinguinha, João da Baiana, Heitor dos Prazeres, Ismael Silva, fundador da primeira escola de samba do Brasil, “Deixa Falar”.

Você vai na Portela tem Candeia, Walter Rosa, Manacéia, , até Paulinho da Viola e a geração atual. Vai na Mangueira você tem Cartola, Carlos Cachaça, Padeirinho, Comprido, Jajá, Preto Rico,, até a geração atual. Vai no Império Serrano você tem  Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e até o pessoal atual. Mas o samba também teve grandes compositores que não eram de escola, como Wilson Batista e Ataulpho Alves.

A gente vai tentar, na programação da Nacional, ao longo deste ano, dar ao público um panorama da importância política e cultural do samba na história da música brasileira”, observou o radialista Adelzon Alves que apresenta o programa Amigo da Madrugada de terça-feira à sábado, no horário de 0 hora às 3 horas.

A programação será exibida pelas emissoras da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) como MEC AM –Rio, Nacional Brasília, Nacional Amazônia e Nacional Solimões. E também será distribuída para mais de três mil rádios para todo o país pela Radioagência Nacional.

VAI UM SAMBINHA AÍ? Dona Ivone Lara Ensaio

Janeiro 10, 2016

A grande madrinha do Samba Beth Carvalho solta o som em nova roda de samba

Janeiro 15, 2014

1017161_562165700528211_1592653238_nA grande madrinha de todos os sambas, Beth Carvalho estará mostrando que todo samba de Mangueirense cabe mais um. E já que todo portelense e os imperianos carregam a verde e rosa no coração, a madrinha se apresentará neste sábado (18) em Madureira, recanto da Portela e do pessoal que veio da Serrinha.

O sambão que começa a partir das 20 horas no Parque Madureira, traz os sucessos de seu 33º álbum e mais recente trabalho:“Nosso Samba Tá na Rua”. Mas pra quem, assim como Noel, tá saindo do plantão sem Tostão, não se preocupe. A entrada é franca e a potência alegre do samba sempre liberta.

O samba solto do talvez crioulo Eduardo Gudin

Junho 9, 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ARTISTA PAULO VANZOLINI E SUA PRODUÇÃO QUE NÃO MAIS SE ATUALIZA

Maio 1, 2013

Paulo Vanzolini Tv

“Eu sou Paulo Vanzolini / Animal de muita fama / Eu tanto corro no seco / Como na vargem de lama / Mas quando o marido chega / Me escondo embaixo da cama”

“Improvisação do Dr. Paulo Emílio Vanzolini, Diretor do Museu Zoológico de São Paulo, antes de partir mais uma vez para Harvard. (…) Profissionalmente, ele se diz apenas biólogo. Médico, jamais clinicou. Preferiu seguir pesquisando e ensinando. Pode um tal “homem das ciências” ser um bom sambista? Sem ter feito a pergunta, o Brasil inteiro ficou sabendo a resposta, quando ouviu aquele esplêndido Volta por Cima” Chico Buarque na contra-capa do primeiro LP com músicas de Vanzolini.

Artista é aquele que em sua produção cria novas formas que apenas seus olhos conseguem ver ou passam batida pelos olhos dos meros cidadãos comuns. Criar é algo essencial para o artista, que em suas produções cria pois se sente vivo fazendo isto. Pouco importa a remuneração, como diria Pessoa “O que é Necessário é criar.

Vanzolini é dono de muitas histórias. Médico, biólogo e um grande músico. A música para ele sempre foi nos momentos de alegria e construção coletiva de amizades e conhecimentos. Vanzolini foi muito além do seus grandes sucessos como Ronda, Volta por Cima, Capoeira do Arnaldo, Praça Clovis, Amor de trapo e farrapo. Paulo amava a música e usava de suas composições para jogar com a existência, com a vida boêmia, com as grandes amizades que tinha com gente de várias gerações de cidadãos, artistas, poetas, músicos, jornalistas, entre outros. 

 Vanzolini sempre usou a arte como uma produção em seu lazer e logo se tornou um expoente do samba paulista. Amigo de Marcus Pereira e Luiz Carlos Paraná frequentava o bar Jogral, do qual também era sócio. Abaixo vemos uma foto do livro de Marcus e uma descrição do amigo.

Paulo Vanzolini Jogral

“Sobre Paulo Vanzolini contavam-se histórias curiosas que ilustravam a sua polimórfica personalidade, doublé de boêmio, sambista e cientista. Paulo Vanzonlini passou a ser uma das atrações do “Jogral” [bar de Marcus Pereira, Luis Carlos Paraná e também Paulo Vanzolini]. Assíduo como poucos, Paulo saía do Museu de Zoologia do qual era diretor e ia para o “Jogral” onde cantava, participava de desafios, contava estórias e declamava, recebendo o cachê modesto de sua cachaça com gelo”  Marcus Pereira, Música: está chegando a vez do povo. A história do Jogral

Compor era uma atividade lúdica para Vanzolini que no meio de seus estudos em zoologia fazia músicas sem nunca pensar em gravar. O amante da noite teve sua primeira música gravada por Inezita Barroso, e depois uma legião de artistas gravaram sua música.

Com uma voz marcante, mas para muitos não muito bem recebida, Vanzolini conta que os próprios músicos não gostavam da ideia que ele cantasse as músicas. Seu primeiro LP foi gravado pelo embrião dos DMP, sendo um brinde de natal da Marcus Pereira Publicidade lançado como “Discos do Jogral”. Na fala abaixo Marcus Pereira como ocorreu a gravação deste que veio a ser o precussor dos Discos Marcus Pereira. 

“Paulo Vanzolini, depois dos aborrecimentos que teve com Volta por Cima, decidiu não mais gravar e divulgar seu trabalho de boca em boca. Logo depois nos conhecemos, propus fazermos um disco, ele me respondeu rispidamente. Nossas relações se estreitaram depois com o apadrinhamento do Carlos [Paraná], e eu me senti seguro para voltar ao assunto. E perguntei um dia: “Paulinho, vamos fazer um LP? E ele respondeu: “Com você faço qualquer negócio”. Como contei antes, Paulo já era legendário, sendo praticamente inédito. Suas músicas têm lugar seguro e de destaque em qualquer antologia de nossa música popular, por mais rigorosa e limitada que seja a seleção. O Carlos e eu resolvemos então gravar um disco com as músicas do Paulinho. Faltava arranjar dinheiro e eu convenci uma empresa, a “Independência S.A.”, que era cliente da minha agência a patrocinar o disco e distribuí-lo como brinde de fim de ano.  Seu diretor principal, Antônio Carlos de Paula Machado, era meu amigo e sensibilizou-se com a proposta. O que escondi de Antônio Carlos era que o brinde era muito mais para nós, para a nossa alegria, do que para os clientes da empresa dele. A produção do disco foi do Carlos, escolhemos junto o repertório e os intérpretes. […] O disco foi gravado em outubro de 1967, os arranjos foram feitos por Toquinho e Portinho, seu título é “Paulo Vanzolini, onze sambas e uma capoeira.” Do mesmo livro citado acima.

Paulo VAnzolini No rio das Amazonas

Pela gravadora Eldorado, Paulo gravou em 1981 o LP “Paulo Vanzolini por ele mesmo” onde finalmente pode soltar sua voz rouca em seus sambas e uma capoeira. Posteriormente Vanzolini lançou pouca coisa inédita, mas em 2003 a gravadora Biscoito Fino lançou a caixa com 4 cds que trazia uma grande parte de suas composições cantadas pelo próprio Vanzolini.

Agora com o fim da produção deste cientista, músico e artista, resta recordar sua boa e alegre música que sempre com humor cantou e cantará muitas existências. 

Diogo Nogueira e o Samba na Gamboa especial de natal

Dezembro 28, 2012

A música sambante paraense de Janaina Reis

Outubro 17, 2012

Vem pro samba

Terreiro grande

Lata d’agua na cabeça / Maracangalha

Marinheiro Só

Opinião

É D’Oxum