Archive for the ‘Trabalho’ Category

1° DE MAIO – DO SER TRABALHADOR

Maio 4, 2015

IMG-20150428-WA0020Como não poderia ser diferente, a Associação Filosofia Itinerante (Afin) produziu junto com moradores de algumas ruas do Bairro Nova Cidade o movimento 1° de Maio – Do Ser Trabalhador. Tratou-se de um movimento cujos conteúdos e expressões forma efetuados através do cinema, teatro, música, palestras, capoeira tudo impulsionado pela temática trabalhador.

DSC00965 DSC00968 DSC00969 DSC00973 DSC00976 DSC00980 DSC00980 DSC00989 DSC00991 DSC00992 DSC00993 DSC00996 DSC01002 DSC01003 DSC01004 DSC01005 DSC01006 Foi possível serem vistos, ouvidos e analisados cada partícula-movimento. As palestras sobre o Ser Trabalhador, a história do movimento trabalhista, terceirização e enfraquecimento tecnológico e político do trabalhador. Os cinemas curtas-metragens Por Longos Dias, baseado em texto de Saramago sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Rua São Paulo, sobre os sem teto, A Volta dos Candangos, Fraternidade e Dia de Folga. O Poema de Maiakovski, Meu Maio. Poemas de Brecht O Dinheiro, Esse Desemprego!, Elogio do Aprendizado e Perguntas de Um Trabalhador Que Lê. Além do poema O Trabalho, de Olavo Bilac, mas como objeto de análise para se compreender como se fabrica um trabalhador alienado. Encenação do quadro Na Fábrica, da peça Logradouro, onde o trabalhador perde o direito até de urinar. E, A Capoeira como Decorrência do Trabalhador Negro.

DSC01013 DSC01019 DSC01022 DSC01024 DSC01032 DSC01041 DSC01069 DSC01024 DSC01069 DSC01075 DSC01094 DSC01103 DSC01122 DSC01125 DSC01128 DSC01139 DSC01144 DSC01144 DSC01146Depois… Depois foi a hora do mata-broca, porque o artista e o intelectual também comem!

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NO DIA DO TRABALHADOR NADA COMO UM POEMINHA DE BHECHT PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALAMOS DE FORÇA DE PRODUÇÃO

Maio 1, 2014

Bertold Brecht Berliner Ensemble

Na data de comemoração Dia do Trabalhador nada como esse Esquizofia recorrer ao teatrólogo, cinegrafista, crítico, articulista e poeta Bertolt Brecht, um dos artistas e intelectuais que mais lutou, junto com os trabalhadores, pela realização de uma sociedade real fora da força opressora da subjetividade abstrata do sistema capitalista.

O trabalho de Brecht é todo engajado na luta pelas liberdades de todas as formas, mas principalmente da liberdade da força de trabalho do trabalhador aprisionada no capital empresarial que desumaniza todos que estão nele submisso. O poema o Canto das Máquinas mostra ao internauta-trabalhador como é alienada a força de trabalho do operário nesse sistema, e como as máquinas são usadas para servirem a esse propósito.

É bom lembrar, só a título de curiosidade, já que nas duas últimas edições tratamos da Poesia Expressionista, que Brecht começou, também, pela subjetividade-estética expressionista. Wedekind, personagem ilustríssima do expressionismo, foi o grande inspirador de Brecht, e como homenagem a sua amizade, Brecht colocou o nome de seu filho de Wedekind.  

E vamos ao poema.

CANTO DAS MÁQUINAS

1

Alô, queremos falar com a América

Através do Oceano Atlântico com as grandes

Cidades da América, alô!

Perguntamo-nos em que língua

Deveríamos falar, para que

Nos entendessem

Mas gora temos juntos nossos cantores

Que são compreendidos aqui na América

E em toda parte do mundo.

Alô, ouçam o que nossos cantores cantam, nosso astros negros

Alô, escutem quem canta para nós…

 

As máquinas cantam.

 

  2                  

Alô, estes são nosso cantores, nossos astros negros

Eles não cantam bonito, mas cantam no trabalho

Enquanto fazem luz para vocês eles cantam

Enquanto fazem roupas, fogões e discos

Alô, cantem mais uma vez, agora que estão aqui

Sua pequena canção através do Oceano Atlântico

Com sua voz que todos entendem.

 

As máquinas repetem seu canto.

 

Isto não é o vento nas árvores, meu menino

Não é uma canção para a estrela solitária

É o bramido selvagem da nossa labuta diária

Nós o amaldiçoamos e o elegemos

Pois é a voz de nossas cidades

É a canção que em nós fala fundo

É a linguagem que entendemos

Em breve a língua-mãe do mundo.

Vale-cultura deverá entrar em vigor a partir de setembro, diz ministra

Julho 16, 2013

da Agência Brasil

 O vale-cultura deverá entrar em vigor a partir de setembro, disse na noite de hoje (15) a ministra da Cultura, Marta Suplicy, ao explicar o funcionamento do vale na Federação das Indústria de São Paulo (Fiesp). Ela informou que pediu ao Ministério da Fazenda que fossem inseridas nos incentivos fiscais concedidos pelo programa as empresas que recolhem o Imposto de Renda com base no lucro presumido ou simples, mas não foi atendida. Segundo a ministra foi mantida a regra de que podem abater o valor gasto com o vale-cultura, em até 1% do imposto devido, as empresas que recolhem a partir do lucro real, modelo usado por grandes empresas.

“Eu gostaria muito que uma padaria ou um cabeleireiro pudesse dar [o vale-cultura] para seus funcionários. A Fazenda não permitiu neste momento ter incentivo fiscal para o lucro presumido e simples”, ressaltou. Porém, o valor gasto com o vale não será tributado como salário, o que pode, segundo Marta, facilitar a adesão mesmo entre as empresas menores.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que talvez nem mesmo com o abatimento algumas empresas se interessem em aderir ao programa. “O pessoal do lucro real não está tendo muito lucro”, declarou. No entanto, para a ministra, as empresas podem começar a participar do programa concedendo o benefício a parte dos empregados que ganha menos e ampliar na medida do possível. “Em vez de começar com quem ganha até cinco salários mínimos, começa com quem ganha até dois [salários]”, exemplificou.

De acordo com Marta, o governo está preparado para uma renúncia fiscal até R$ 300 milhões ainda este ano. Mas ressaltou não ter certeza se adesão chegará a usar todo o recurso nos primeiros meses de funcionamento do programa. “A gente está implantando um programa completamente novo, que as pessoas não sabe ainda como funciona, que as empresas vão ter de pensar se querem ou não”, disse.

A pesquisa de opinião feita pelo ministério indicou, segundo Marta, que a maior parte dos 18,8 milhões de trabalhadores que podem ser beneficiados pretendem usar o vale para ir ao teatro. “O sonho de consumo é ir ao teatro”, declarou. Segundo ela, o benefício será concedido por meio de um cartão magnético que poderá ser usado em estabelecimentos que trabalhem principalmente com a venda de produtos culturais, incluindo bancas de jornais.

A lei que cria o vale, no valor de R$ 50 por mês, para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos foi sancionada no final de 2012. Falta agora a assinatura de um decreto presidencial e a edição de uma portaria do ministério para regulamentar o funcionamento do benefício. Foi elaborada ainda uma propaganda para TV para divulgar o vale e incentivar a as empresas aderirem ao programa.

A HISTÓRIA DO DIA DOS TRABALHADORES 1º DE MAIO

Maio 1, 2013

Oscar Niemeyer, o conatus político do viver criativo

Dezembro 6, 2012

Oscar Niemeyer architect arquiteto brazil brasileiro

Oscar Niemeyer não está preocupado com sua idade. Ele sempre carregou o si um conatus político, onde sua potência de criação sempre afirmando a vida, nunca deixando de reagir com o novo e a todo momento produzindo artisticamente sua existência. Também foi um homem de seu tempo, presente nas transformações e criações de nossa sociedade. Um político que com sua potência criadora participou de

Há muitos adjetivos para descrever Niemeyer, mas nenhum consegue em seu corpo de qualidades envolver uma pessoa cujo a existência foi repleta de vivências tão ricas e importantes para o Brasil e o mundo. Não pelo tempo cronológico de 104 anos (e quase mais um) que esteve presente, mas pela intensidade de sua presença.

OSCAR, O POLÍTICO

Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir,Oscar Niemeyer, Jorge Amado

Simone de Beauvoir,Oscar Niemeyer, Jean-Paul Sartre, Jorge Amado

Niemeyer e Israel Pinheiro conversam com Fidel Castro no Palácio da Alvorada, em abril de 1959

Niemeyer e Israel Pinheiro conversam com Fidel Castro no Palácio da Alvorada, em abril de 1959

Oscar Niemeyer PCB Roberto Freire

Oscar Niemeyer e Roberto Freire PCB

Além de sua transformação das sociedades através da arte, Oscar como homem político, produtor de composições com o corpus democrático. Não apenas político por sua filiação ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) do qual deixou em 1991, mas por seu posicionamento social e engajamento em diversas causas.

Sua convicção na mudança que lhe fez arquiteto, assim como lhe fez comunista. Esta luta pela liberdade e pela não aceitação das imposições do capitalismo que o fizeram proibido de trabalhar e morar nos Estados Unidos e posteriormente deixar o país durante a ditadura militar. Seu comunismo sempre foi na prática cotidiana em não aceitar imposição de uma cultura cultuadora da morte e da sabotagem da vida por uma alienação da importância de cada um nas práticas cotidianas.

Oscar Niemeyer e Fidel Castro

Oscar Niemeyer e Fidel Castro

Envolvido em encontros que aumentaram sua potência democrática, Niemeyer esteve ao lado de Fidel Castro, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Lula, Jorge Amado, Luís Carlos Prestes, Hugo Chávez, Ulisses Guimarães, Dilma Vana Rousseff, entre diversos outros nomes políticos.

Artistas participam duma passeata contra a repressão aos estudantes. Rio, 1968.da esq. p dir.Carlos Scliar, Helio Pellegrino, Clarice Lispector, Oscar Niemeyer, Glauce Rocha, Ziraldo e Milton Nascimento.

Artistas participam duma passeata contra a repressão aos estudantes. Rio, 1968.Carlos Scliar, Helio Pellegrino, Clarice Lispector, Oscar Niemeyer, Glauce Rocha, Ziraldo e Milton Nascimento.

OSCAR, O ARTISTA

Oscar Niemeyer

Sua carreira como artista começou com seu ingresso na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1929, e que dois anos depois seria dirigida, por Lucio Costa. Lá ele se formou arquiteto e participou de uma palestra de Le Corbusier. Seu primeiro grande trabalho foi o Ministério da Educação e Saúde, e foi seguido de outra obra que aconteceu quando ele conhece o prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (JK), em 1940 e assumiu o projeto da Pampulha. Na mesma década recebe reconhecimento internacional e projeta a Sede da ONU junto com outros arquitetos.

Seu grande impulso foi o convite de JK para a construção de Brasília em 1956, sendo ele nomeado diretor da Escola de Arquitetura da recém-criada Universidade de Brasília – UnB, cargo que manteve durante três anos e que terminou com protesto e pedido de demissão junto com vários acadêmicos devido o golpe militar. Impossibilitado de produzir devido as linhas duras da ditadura, Oscar ganhou o mundo, trabalhando em Paris e várias cidades da Europa durante 10 anos.

Oscar Niemeyer e Gilberto GilOscar Niemeyer Brasília

Oscar Niemeyer (de frente) conversa com funcionários do Departamento de Arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), em Brasília.

Oscar Niemeyer com funcionários do Departamento de Arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), em Brasília.

Desde criança Oscar desenhava no ar e sua produção continuou até o dia de ontem, quando foi interrompida. Seus traços produziram uma estética única que está presente em todo o mundo nos cinco continentes e em diversos prédios de importância mundial a Sede do Partido Comunista Francês, a Mesquita de Argel, o Centro Cultural Le Havre e vários outros. A simplicidade dos traços e curvas além da presença mais humana nas construções são características da obra de Niemeyer.

OSCAR, HUMANO

O arquiteto Oscar Niemeyer participou de ensaio da Beija-Flor de Nilópolis no sambódromo do Rio

O arquiteto Oscar Niemeyer no ensaio da Beija-Flor de Nilópolis, Carnaval 2012

Como Oscar sempre soube que a vida não é algo divisível, sendo diversos percursos continuos, ele nunca caiu no conto da melhor idade, e não soube o que era ser estigmatizado de velho. É claro que seu corpo sentiu as mudanças fisico-químicas comuns aos seres humanos, mas devido a sua persistência no ser ele nunca deixou de produzir sua vida e sua arte, pois só assim nutria a existência.

Muitos podem criticar sua existência, mas dificilmente conseguirão alcançar a livre produção e o gozo de vida que Niemeyer sempre teve. Mesmo que digam sobre seus habitos como o tabagismo, Oscar estava presente e nunca negou a vida. Com sua vida ativou o pensamento, e com seu pensamento afirmou sua vida (Nietzche).

Oscar Niemeyer e Martinho da VilaOscar Niemeyer mostra maquete a Ulysses Guimarães

Lúcio Costa, Israel Pinheiro, Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer observam maquete da Praça dos Três Poderes no Rio de Janeiro, em novembro de 1958.

Lúcio Costa, Israel Pinheiro, Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer observam maquete da Praça dos Três Poderes no Rio de Janeiro, em novembro de 1958.

Um homem eterno em seus traços políticos que semeiou a quatro ventos novas visões da urbes. Oscar com uma caneta ou lápis na mão era capaz de criar uma nova realidade com algumas poucas linhas e curvas. Muitas destas estão concretizadas e outras surgirão, mas ambas o vivificam. Seu fazer continuará presente no mundo quando estes olhos que nos lêem verem os últimos raios de luz, e que estes sejam belos e produtivos como todo o traçado deste arquiteto que brasileiro sempre foi uma parte de nosso povo e nosso tempo, tanto que hoje nos brasileiros e todo o mundo está sorrindo para a celebração vida junto com os dedos curvados e a caneta repousada.

Oscar Niemeyer com o economista Celso Furtado e o antropólogo e amigo Darci Ribeiro em 1987

Oscar Niemeyer com o economista Celso Furtado e o antropólogo e amigo Darci Ribeiro em 1987

Oscar Niemeyer, Gilberto Gil e Lula

Este Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, amante da existência, da transformação do que está constituido e busca se impor, da arte, da mulher, da possibilidade do novo. Seu patrimônio que hoje está presente em diversos paises no mundo nos mostra novas possibilidades de estarmos presente nos espaços e vermos que também podemos modifica-los com o tempo. E este espirito do tempo que com seus minutos, horas, anos impõe o real nos faz perene, muda nosso caminhar, mas mantem muitas construções em pé, principalmente como as de Oscar, que tanto demonstram vitalidade e humanidade. Assim, Oscar conseguiu com seus riscos na tinta e papel renovar, através de uma arquitetura não burguesa e não voltada aos interesses do mercado, uma estrutura massificadora em seus espaços e formas que nos interpelam negativamente. Com a tinta e papel, mostrou que nem sempre a tinta e o papel do capital é o que importa, pois esta apenas carrega linhas duras, enquanto a arte sempre se abre nas linhas de corte. Sempre para o novo, como Niemeyer viveu.

Brazilian architect Oscar Niemeyer in Le Havre, France

Samba do trabalhador

Maio 1, 2012

SAMBA DO TRABALHADOR

Darcy da Mangueira

 

Vamos trabalhar minha gente!

Na segunda-feira não vou trabalhar
Na terça não vou pra poder descansar
Na quarta preciso me recuperar
Na quinta acordo meio-dia não dá (ê ê ê ah)
Na sexta viajo pra veranear (ê ê ê ah)
No sábado vou pra Mangueira sambar (ê ê ê ah)
Domingo é descanso, não vou mesmo lá (ê ê ê ah)

Mas todo fim de mês eu chego devagar (ê ê ê ah)
Por que é pagamento e eu não posso faltar
E quando chega o fim do ano, vou minhas férias buscar
E quero décimo terceiro pro natal incrementar

Mas na segunda-feira não vou trabalhar(ê ê ê ah)
Na terça não vou pra poder descansar(ê ê ê ah)
Na quarta preciso me recuperar(ê ê ê ah)
Na quinta acordo meio-dia não dá (ê ê ê ah)
Na sexta viajo pra veranear (ê ê ê ah)
No sábado vou pra Mangueira sambar (ê ê ê ah)
Domingo é descanso, não vou mesmo lá (ê ê ê ah)

Mas todo fim de mês eu chego devagar (ê ê ê ah)
Por que é pagamento e eu não posso faltar
E quando chega o fim do ano, vou minhas férias buscar
E quero décimo terceiro pro natal incrementar
Mas na segunda-feira não vou trabalhar(ê ê ê ah)

Eu não sei por que é que eu tenho que trabalhar,
Se tem gente ganhando de papo pro ar
Eu não vou, eu não vou, eu não vou trabalhar
Eu só vou, eu só vou se o salário aumentar (ê ê ê ah)

A minha formação não é de marajá
Minha mãe me ensinou a colher e plantar
Eu não vou, eu não vou, eu não vou trabalhar
Eu só vou, eu só vou se o salário aumentar

Tô cansado…

DIA DO TRABALHADOR COM LECI BRANDÃO

Maio 1, 2012

SONHO DO TRABALHADOR

( Roberto Serrão / Guilherme Nascimento)

Imagine se dar condições ao trabalhador
De comprar sua casa, Gozar suas férias
Trocar a marmita por livros e estudar
Não medir sacrifícios até se formar

Que vida, êo êo
Imagine eu, você e a flor
Perfumando o mundo de amor
Espalhando a brisa da emoção

A vida
Dentro vida traz ações do mal
Ser humano só se respeitar, eu nem quero imaginar

Imagine viver em um mundo diferente
Conviver entre gente sedenta de paz
Imagine levarmos a mesma bandeira
De prazer de atuar com direitos iguais
Imagine a terra, sem conflitos nem guerras
Amizade entre todas as nações

Aos trabalhadores: Que força é essa, amigo?

Maio 1, 2011

Hoje dia 1 de maio se comemora mundialmente o dia do trabalhador. Em um entendimento socializante este é um dos dias mais importantes para ser tomado em nossa existências. O dia em que para grande parte daqueles que realmente trabalham (e não exploram) é uma maneira de lembrar que não somos explorados, não somos plebe, burgueses,  somos trabalhadores, uma força de multitude que nenhuma forma de exploração pode impor. Portanto companheiros trabalhadores, que força é essa?

QUE FORÇA É ESSA

Música: Décio Marques no disco Canto Forte

Letra: Sérgio Godinho

Te vi a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr´ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força p´ra pouco dinheiro
Te vi a trabalhar o dia inteiro
Muita força p´ra pouco dinheiro

Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo

Não me digas que não me compr´endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr´endes
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo