Archive for Agosto, 2012

Grupos de bumba meu boi do Maranhão são patrimônio cultural brasileiro

Agosto 31, 2012

 

Uma dos mais importantes e presentes manifestações da cultura popular brasileira é o bumba-meu-boi. Sua importância não se deve apenas pela difusão que teve em praticamente todo o Brasil (em especial no norte, nordeste e em Santa Catarina. Este folguedo popular é uma rica tradição devido a presença das culturas dos negros, indios, brancos, mulatos, cafuzos, mamelucos em suas músicas, danças, gestuais e também nos personagens do folguedo que inclui os diversos tipos de nosso povo.

Desta forma esta expressão que não se foca na comercialidade, no marketing e sim na produção coletiva continua sua manifestação a todo ano em geral nos meses juninos. E o bumba meu boi se apresenta em quatro formas diferentes: Boi de Matraca, Boi de Zabumba, Boi de Pindaré e Boi de Orquestra.

Por esta importância diversos grupos de bumba meu boi do estado do Maranhão receberam ontem do Ministério da Cultura títulos de Patrimônio Cultural Brasileiro. O enconto se deu no Teatro Alcione Nazaré em São Luís, durante o 2º Fórum Bumba Meu Boi do Maranhão – Patrimônio Cultural do Brasil.

Também foi assinado um termo de cooperação técnica para salvaguarda do bumba meu boi, com a instalação de um comitê gestor e  o lançamento do vídeo São Marçal, A Festa dos Bois da Ilha e de uma cartilha com informações sobre a manifestação cultural.

 

 

 

 

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UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Agosto 31, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

O jovem solteiro queridinho (c.1865) , DU MAURIER


The-The pet young batchelor parson,  , Londres, Courtauld Institute of Art

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia”

George Louis Palmella Busson Du Maurier foi um artista, ilustrador,cartunista, humorista e escritor francês. Suas ilustrações para a revista satírica Punch eram comentários agudos a sociedade vitoriana inglesa e que também marcou época e criou expressões linguística no inglês. George foi um amigo muito próximo do escritor Henry James (irmão do psicologo William James)

Nascido em Paris em 6 de março de 1834, cujo pai Louis-Mathurin Du Maurier foi um britanico naturalizado de uma família fugiu da França durante o Reino do Terror e que se fixou em Londres. Em Peter Ibbetson, o primeiro de seus três livros que deu a Maurier posteriormente uma reputação como romancista quase tão grande quanto ele teve como artista e humorista por mais de uma geração, o autor conta em forma de ficção a história de sua singularmente feliz infância. Ele foi levado para Londres aos 3 ou 4 anos, e passou em Devonshire Terrace dois anos incolores; mas vagas memórias ele guarda deste tempo sobre um jardim francês e uma casa  amarela com persianas verdes e telhado de mansarda em ardósia. Nesta casa, em Passy, com  seus pais ele passou sete anos de vida tranquila. Logo Du Maurier vai para uma escola em  Paris e em 1851 passa a estudar química no University College em Londres. Mas esta não era  mesmo sua profissão, e no ano de 1856 ele foi a Paris, no Quartier Latin desta vez, no  centro do mundo da arte no qual em Trilby, quarenta anos antes, ele estava produzindo com  caneta e lapis. Então ele decidiu viajar para Bélgica e Holanda, experenciando Antuérpia em  1857, quando trabalhara no atelir de van Lerius, quando teve um dos grandes infortunios de  sua vida- a perda gradual da vista esquerda, acompanhada por sintomas alarmates na direita.  Foi um período de trágica ansiedade, com medo de perder também a visão do olho direito. Logo ele tem que abandonar a pintura e se dedicar apenas ao desenho devido a esta perda.

Felizmente isto não aconteceu e a nuvem sombria estava logo mostrando sua borda dourada, no  natal de 1858, mas logo veio a lastimável cópia inválida de “Punch’s Almanac”, e com ela o  começo de uma era em sua carreira.Sem dúvida o estudo deste Almanac, e especialmente os  desenhos de Leech, lhe acendeu a ambição de fazer nome como humorista gráfico; e não foi  muito depois de seu retorno a Londres em 1860, quando se dedicou a aprender desenho e esboço, que ele enviou sua primeira contribuição (a maneira de Leech) para Punch. Suas caricaturas gentilmente satíricas era principalmente visando a crescente classe dos novos ricos (nouveau riche) e os estetas liderados por Oscar Wilde. Suas ilustrações e desenhos para periódicos são considerados seus melhores trabalhos.

Mark Lemon, que era o editor de Punch, apreciou seu talento, e com a morte de Leech em 1865 o apontou como sucessor, aconselhando-o com sábia discrimanção a não tentar ser “tão engraçado”, mas “empreender o negócio de forma leve e graciosa” e o “tenor romantico” da companhia cantava enquanto Kelle “o baixo magnifico cantava as canções”. Estes papeis dos dois artistas continuariam a ser apresentado até o fim com suas canções cômicas inspiradas principalmente na vida dos meios rústicos e das classes médias, enquanto  o negócio em si decretava quase exclusivamente em “boa sociedade’.

Na década de 1860 além dos esboços para Punch ele contribuiuu seriamente para Once a Week e  Cornhill Magazine. Após seu casamento com Miss Emma Wight Wick em 1862 eles se mudaram para  uma casa espaçosa e agradável perto de Hampstead Heath, de onde fez vários desenhos. Pouco  antes de morrer se mudou para uma casa em Oxford Square e em 1866 ele arremeteu uma nova  linha em suas admiráveis ilustrações para “Jerrold’s Story of a Feather”. Em 1869 realizou  uma uma longa-estimada aspiração, a ilustração de “Thackeray’s Esmond”, e em 1879 desenhou  para 12 vinhetas adicionais, fazendo ainda no mesmo ano ilustrações para Ballards.

Com frequência ele mandava belas e graciosas pinturas para a exição da Sociedade real dos  pintores de aquarela, para a qual foi eleito em 1881. Em 1885 aconteceu a primeira exibição  de seus trabalhos na Sociedade de Belas Artes. Logo ocupado na prática artística, passando  seu lazer em intercursos sociais co seus amigos e em casa com a família, ouvindo os novos  cantores e músicos, vendo as novas peças, em uma vida feliz. Ele morreu de repente no dia 8  de outubro de 1896 (embora haja estudos que comentam ter sido no sexto dia) e foi enterrado  no Cemitério (ou adro) St. John-at-Hampstead. Ele deixou dois filhos- o mais velhoMajor Guy  Du Maurier, um soldado que ficou conhecido em 1909 como autor da peça militar “Uma casa de  britânico” (An Englishman’s Home), e o mais jovem, Gerald, um conhecido ator, e três  filhas incluindo as escritoras Angela du Maurier e Dame Daphne du Maurier. Sua outra filha Sylvia Llewelyn Davies inspirou a mãe dos garotos na história do Peter Pan de J.M.Barrie.

Como escritor ele publicou três obras com tons autobiográficos de sucesso primeiro serialmente Harper’s Magazine e em 1897 integralmente: Peter Ibbetson (1892); Trilby (1894); The Martian (1897). Dentre os ilustrados destaque para “Owen Meredith’s Lucile” (1868) e “The Book of Drawing-room Plays” de Henry Dalton; “As in a Looking-glass”, de F. C. Phillips (1889); Luke Ashleigh, de A. Elwes (1891). Seu primeiro livro foi adaptado para o cinema em 1935 em um filme americano com Gary Cooper.

É impossivel evitar sua comparação com Leech e Keene. Como Keene, embora a técnica deste outro fosse melhor, Du Maurier era um esbocista muito mais acabado que John Leech, mas em outros respeitos ele tinha menos em comum com o jovem do que com o velho humorista.Maurier era um homem muito sensitivo e envolvido em seu trabalho e sua família.

George du Maurier- Two Children in the Snow, Washington, NGA
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Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

Cordel da Regulamentação da Comunicação

Agosto 30, 2012

Para que a liberdade chega aos ditos meios de comunicação que com as atuais consessões. Por uma televisão e rádio mais educativa, que represente as varias vozes, sotaques, expressividades, vivências, festas, histórias de nosso povo.

Vídeo produzido pelo Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) para a Campanha Nacional Para Expressar a Liberdade (www.paraexpressaraliberdade.org.br). 

Ficha técnica:

Direção: Dea Ferraz;
Produção: Laura Lins;
Fotografia: Luiz Henrique;
Som: Rafa Travassos;
Realização: Centro de Cultura Luiz Freire;

Novo disco de Bob Dylan em lançamento para compra e download via streaming

Agosto 30, 2012

O grande e jovem cantador da música folk Bob Dylan está lançando neste fim de mês seu novo álbum Tempest, que em português sairia algo como Temporal. Muitos vêm dizendo proféticamente que este seria o último álbum de Dylan. A teoria conspiratória se deve ao nome “Tempest” que é o mesmo nome da última peça de William Shakespeare. 

O álbum já está a venda nas lojas virtuais e na loja oficial do Brasil. Como o capitalismo cria oportunidade pra tudo existe kits que custam mais 200 reais como o kit abaixo (que incluem poster, gaita, vinil ou cd, e um livreto booklet com informações dylanicas).

Mas para os que não entram neste golpe do luxo e consumo, deixamos abaixo uma opção menos pesada no vil metal sólido. Trata-se no vídeo de Bob Dylan lançado hoje e o download do álbum via streaming

A POBRE MÚSICA

Este é o novo vídeo o dinodila…Duquesne Whistle é o nome deste vídeo exclusivo trazido por este bloguinho e que foi lançado hoje. Para os que quiserem ouvir e baixar o novo álbum Tempest de Bob Dylan via streaming, ele estará disponível no sítio do Sound Graffiti a partir desta sexta (31). 

Haverá ainda algumas promoções de download de músicas em mp3 de Tempest e em CD. Esperamos que este não seja último nem primeiro, mas único e singular. O que vier depois que venha… soprando no vento do furação…

Devir/Dançar

Agosto 30, 2012

O devir/dançar quintalzeiro continua sua colcha rizomática da dança em todas as artes além de si. Como sempre buscamos amplicar o alcançe da dança sempre que possível colocando como uma produção da grande arte da vida. E neste encontro sincopado trazemos a infidavel busca da dança e da pintura. E prometemos muito mais conexões…

Desta vez vamos ver a dança na arte brasileira do início do século XIX, mais especificamente no que se refere aos viajantes estrangeiros.  Hoje trazemos a dança a partir da arte do viajante alemão Johann Moritz Rugendas que fez uma Viagem Pitoresca Através do Brasil, que é o título de seu livo de viagem onde publicou em 1835 suas pranchas de desenhos e pinturas. O título original do livro é Voyage pittoresque dans le Brésil.

Confira algumas destas pranchas que retratam as danças no período do Brasil Imperial e Regencial (período em que foi publicado). Percebe-se que a grande parte das danças retratadas são negras incluindo os antepassados do samba como o Lundu, o Batuque e a ginga da Capoeira.

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CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

Johann Moritz Rugendas- Dança Batuque (Danse Batuca). Veja outra versão e esta mesma colorida.

Johann Moritz Rugendas- Batuque em São Paulo (Batuca a St. Paul). Veja também um desenho feito pelo contemporâneo do pintor Denis Ferdinand e a versão colorida de Rugendas.

Johann Moritz  Rugendas- Jogar Capoeira ou Danse de Guerre- Painting by João Mauricio Rugendas, 1835.

Johann Moritz  Rugendas-  Festa de Santa do Rosário, patrona dos negros (fete de ste. rosalie, patrone des nègres ) celebração em Minas Gerais.

Johann Moritz Rugendas- Dança Batuque. Costumes do Rio de Janeiro

Johann Moritz Rugendas- Dança Lundu (Danse Landu). Veja uma versão reduzida e a versão colorida desta obra.

Johann Moritz  Rugendas- Danse des purys

Photo Graphein: Gedney

Agosto 30, 2012

Kinemasófico: 3 curtas

Agosto 29, 2012

Nesta festa kinemasófica deste domingo a criançada afinadas engendrou mais um encontro cheio de brincadeiras, alegria, a tradicional pipoca doce e salgada, suco, o delicioso sorvete de Nelson Noel e Degust Gula e 3 curtas que criou novas imagens nas retinas afinadas. E a festa começou com

CRAC


Titulo Original: Crac

Ano: 1981 (Melhor curta de animação do Oscar, Festival de Ottawa e Huesca

Diretor: Frédéric Back

País: Canada
Duração :15 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Morador de uma simples vila, um jovem marcineiro constroi uma cadeira que acompanha sua vida, o nascimento de seus filhos, as brincadeiras deles, as festas da comunidade, as dificuldades. Com o tempo passando as coisas mudam e  também a cadeira estará velha. Com as cidades  crescendo e as tecnologias   qual será o futuro desta velha cadeira?


 

VIVA!


Titulo Original: Lebe!

Ano: 1978

Diretor: Lutz Dammbeck

Personagens: Menino violinista, jovens, corpos em crescimento

País: Alemanha

Duração : 10 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Este curta acompanha a vida de uma criança. Em um dia feliz esta senta em uma árvore e produz grande  alegria tocando seu violino. Porém ela cresce e não tem mais tempo para sua música, porém o jovem sentirá falta desta criação artística. Depois se torna adulto e tem de trabalhar, até envelhecer e não querer ter mais tempo para nada. Por que não se deixou que houvesse novamente a vida?

A LUTA ENTRE A GARÇA E A OSTRA


Titulo Original: Yu bang xiang zheng

Ano: 1983 (Melhor Curta Festival de Berlin e Ottawa)

Diretor: Hu Jinqing

Personagens: Garça, Ostra, pássaros, pescador e minhoca

País: China
Duração : 10 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma garça deixa cair seu alimento dentro de uma ostra que se fecha. Com muita luta consegue recupera-la. Porém algo lhe impressiona naquela ostra, e ela explorará o crustáceo até conseguir saciar sua curiosidade.

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Tréplicas, réplicas…

Agosto 29, 2012

Clique para ampliar… Ou veja a obra com todos os detalhes

Réplica- Van Gogh- Noite estrelada (The Starry Night, De sterrennacht,1889)

Tréplica- Tiffany Liu – Dia Feliz (A Happy Day, 2010)

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Agosto 28, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

A garota no portão (1889) , CLAUSEN


The Girl at the Gate  , Londres, Tate Gallery

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.”

George Clausen foi um pintor, aquarelista e gravurista inglês conhecido por suas paisagens e cenas da vida rural e provincianas, além de nus e naturezas mortas. Ele foi fascinado pelos efeitos de luz e com frequência expôs em seu trabalhos figuras contra o sol. Com gravura ele trabalhou com água-forte, meiatinta e ponta-seca. Além de ser simpático ao movimento modernista, foi considerado um pintor naturalista e em geral pintou ao ar livre ou como diziam seus conterrâneos britânicos outdoors.Nascido em Londres em 18 de abril de 1852, George era filho do pintor e artista decorativo George Johsen Clausen que imigrou da Dinamarca e de uma mãe com descendência escocesa. Estudou na Escola St. Mark e aos 14 anos ele começou seus estudos como aprendiz de desenho em Messrs Trollope, uma firma de decoradores londrinos. Enquanto esteve lá atendeu aulas noturnas em na Escola Nacional de treinamento de arte (National Art Training School).

Seu primeiro trabalho artístico foi a decoração da porta da casa do artista Edwin Long. Com encorajamento de Long  Clausen obteve uma bolsa de estudo nacioal de dois anos na Escola de arte South Kensington (South Kensington School of Art) onde ficou entre 1867 e 1873 com  grande sucesso. Então decidiu aprimorar o treinamento na Academia de Antuérpia. Logo se torna aprendiz de Thomas Derrick (que se tornou seu sogro) e posteriormente estudando brevemente com Joseph Henri François van Lerius. Um de seus estudos das vilas de pescadores da costa holandesa produziu”High Mass at a Fishing Village on the Zuyder Zee” (1876) que foi bem recebido na Academia Real.

Nesta época Clausen fez suas primeiras incursões para Paris e e seu trabalho demonstrou ocasionalmente interesse em pintores como Whistler e William Quiller Orchardson. Foi porém, o tema rústico  de John Robertson Reid e Léon Lhermitte que o preparou para seu primeiro encontro em 1880 com o Salon Naturalista de Jules Bastien-Lepage. Naquele ano, o trabalho “Catadores de Feno” (Hay Gatherers) de Lepage foi exibido na Grosvenor Gallery em Londres, onde Clausen o admirou. Além disso admirou durante toda vida a arte de Millet, Degas, Manet, Corot e Thomas Hardy. Ele frequentou a Academie Julien em Paris onde estudou arte.Logo ele passa a trabalhar no estúdio de Edwin Long, R.A., e subsequentemente em Padis com Bouguereau e Robert Fleury.

Em 1881 ele se casa com Agnes, a filha de George Webster of Kings Lynn. Uma expedição de pintura para a colônia dos artistas em Quimperlé, Britânia, em 1882 enfatizou suas novas alianças; lá fez uma impressionante sequência de trabalhos de campneses como seu trabalho famoso “Trabalho de inverno” (Winter Work).
 
Ele se tornou um dos primeiros pintores modernos de paisagem e da vida camponesa, influenciada em certo ponto pelo pré-impressionistas de quem ele compartilhou que a visão da luz é o assunto real da arte de paisagens, e assim se tornou um precussor do movimento. Suas pinturas sobressaem na representação da aparência das coisas sob mancha da luz do sol, ou em um sombrio abrigo de um celeiro ou estábulo. Sua pintura “Garota no portão” foi adquirida pelo estado pela Chantrey Trustees e está agora na Tate Gallery. Em 1891 ele se muda para a cidade de Widdington, Essex, e demonstra um grande interesse pelo movimento e atmosfera).

Entre 1891 e 1905, os cinco filhos de George estudaram em Newport Grammar School que tinha como diretor William Waterhouse, cujo o retrato pintado por Clausen ainda está pendurado na biblioteca da escola.

Ele foi eleito associado como Royal Academy em 1895 (onde se participou da reforma do critério de seleção), e a partir de 1904 como professor de pintura deu uma série memorável de palestras para estudantes de escola,- publicados como “Seis palestras sobre pintura” (1904) e “Metas e ideais em Arte” (1906). Além disso em 1909 se tornou membro da Guilda de Trabalhadores em arte, Sociedade Real dos Aquarelistas (1898) e do Novo Clube dos artistas ingleses (1886) junto com Henry Herbert La Thangue. Clausen respondeu as perdas duras que ocorreram no Fronte ocidental em 1916 na Primeira Guerra pela pintura, Manhã Jovial (Youth Mourning). Mais tarde na guerra ele foi comissionado para pintar “Na fábrica de armas no Arsenal Woolwich” (In the Gun Factory at Woolwich Arsenal).

O sucesso como comissário de guerra o levou a rebeber diversos convites para pintura de mural, notavelmente “English people reading Wycliffe’s English Bible” para as Casas do Parlamento em 1926. Em 1927 ele se torna cavalheiro da coroa britânica. Durante a década de 1930 continuou a exibir regularmente na Academia Real e ao contrário dos pintores de sua idade respondia livremente ao espírito dos novos tempos. Sua filha Katherine Frances Clausen nasceu nos Estados Unidos e também se tornou pintora ativa na Inglaterra e Irlanda. Em 2 de novembro 1944, aos noventa e dois anos, Claussen parou sua produção.

SOBRE A OBRA

Esta pintura foi pintada em Cookham Dean, Berkshire, onde George Clausen morava. Mary Baldwin foi a modelo para a mulher no portão. Ela era natural da vila de Cookham Dean e trabalhava como babá da família Clausen. O pintor foi um dos “naturalistas rurais”, uma jovem geração de predominantemente pintores franceses treinados que pintava cenas do cotidiano, no fim do século XIX. Como outros neste grupo Clausen era fortemente influenciado pelo pintor Jules Bastien-Lepage, que pintava em um estilo parecido.

Percebe um claro naturalismo neste quadro feito em uma direção decorativa e atmosférica, com uma preocupação nas condições da luz, e o jogo prismático dos objetos contra o sol. Além disso o estilo de Clausen difere do impressionismo pois mantêm a integridade da forma.

Na obra fica claro a simplicidade do ambiente rústico e as atividades campestres produzidas pelo homem. Vemos as belas pinceladas luminosas que Clausen usou nas imagens do fundo, e uma grande claridade no semblante triste da mulher, que é retratada em um naturalismo fotográfico com grande perfeição, inclusive com a suavidade do movimento de sua mão que toca a cerca e as flores que rodeiam o terreno, sendo visitadas pelas borboletas.
A posição da garota é de destaque em relação ao trabalhador e a senhora que esta em segundo plano, sugerindo um distanciamento.
George Clausen- Auto-retrato (1895) London, National Portrait Gallery
George CLAUSEN- The haymakers,1903, National Gallery of Australia
George CLAUSEN -Twilight-Interior (Reading by lamplight), 1909, National Gallery of Australia______________________________________________________________

Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

A beira do caminho

Agosto 28, 2012

Nos Cinemas