Archive for Setembro, 2012

Boca… do lixo

Setembro 30, 2012
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Notas para hortas

Setembro 29, 2012

 

  • Um dos maiores nomes da música norte-americana o bluesman B.B. King, ou Blues Boy King para  os íntimos, se apresenta hoje (29) às 21h30 no Vivo Rio da Cidade maravilhosa com sua nova  turnê The Blues is My Life!. Com um repertório de uma extensa carreira ele promete clássicos  como The Thrill Is Gone, Rock Me Baby,  How Blue Can You Get, Bad Case of Love e When Love  Comes Town. Então saia de sua falsa alegria e entre num blues…

 

  • A produção cinematográfica da Nouvelle Vague será discutida de terça a sábado (2 a  6) no Sesc Boulevard em Belém do Pará pelo crítico Marco Antonio Moreira. Estarão em pauta  as técnicas inovadoras de movimentação de câmera e de montagem, temas ousados e narrativa  não linear deste movimento que teve diretores como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Chris  Marker, Alain Resnais,Agnes Varda, entre outros. As inscrições e a oficina são gratuitos e  devem ser feitas até amanhã (30) na recepção do Sesc Boulevard.

 

  • O Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência – Assim Vivemos – estará neste fim de  semana (28 e 29) em Porto Alegre, exibindo no Cine Bancários 18 produções sobre o tema da  inserção social de pessoas com deficiência. além dos cinemas haverá debates sobre “Educação  Inclusiva” e “Síndrome de Down: Trabalho e vida adulta”, sempre com entrada é gratuita. Os  cinemas como O óbvio e o obtuso, Aloha, Uma vida para viver, Cidade Down e Sou Surdo e não  sabia sairão da capital e serão exibidos em Pelotas no IFSUL de terça a sexta (2 a 5) e em  Santa Cruz na UNISC(de 8 a 10). A entrada é franca e acessível. Deixe de lado este seu  preconceito deficiente.

 

  • A cidade de Goiânia recebe no Teatro Goiânia a partir desta terça (2) 86 curtas que fazem  parte Festival Goiânia Mostra Curtas. Dentro do festival haverá a Curta Mostra Especial –  Mulheres na Direção e cinco mostras competitivas, a mostrinha infantil, além de oficinas,  seminários e palestras. Por isso não nos curta, curta tú.

  • Após uma pausa para o mundo ver, os músicos mundialmente cubanos do Buena Vista Social Club,  que estiveram várias vezes neste ano no Brasil, anunciaram a gravação de um novo trabalho  que ficará pronto até este ano. Mesmo com a ausência de músicos como Ibrahim Ferrer,Rubén  González e Compay Segundo que pararam sua produção, o grupo continua com a presença de Juan  de Marcos González , Omara Portuondo e Eliades Ochoa. O grupo que ficou mais conhecido de Ry  Cooder e do cinema documental de Win Wenders promete continuar suas belas melodias e temas  da rica música cubana que cha-cha-cha, salsa, danzón, guaracha e bolero.

 

  • O UNIVERCINE da Cinemateca Brasileira em São Paulo exibe hoje (29) às 14 horas e com entrada  franca o cinema brasileiro Pra frente Brasil, de Roberto Farias com debate de Clifford Welch  e Olgária Matos.

 

  • A Cinemateca Brasileira traz a partir desta quarta (3) e até o dia 18 o Ciclo Lideranças  Políticas e cinema que com ingressos populares longas documentários (ou não) como Os anos  JK: uma trajetória política e Jango de Silvio Tendler; Céu aberto, de João Batista de  Andrade; A comédia do poder, de Claude Chabrol; O desafio, de Paulo César Saraceni;  Entreatos, de João Moreira Salles; Getúlio Vargas, de Ana Carolina ; Linha de montagem, de  Renato Tapajós; Terra em transe, de Glauber Rocha; Videogramas de uma revolução, de Harun  Farocki e Andrei Ujica; Viva Zapatero!, de Sabina Guzzanti entre outros.

 

  • O projeto Meu caro amigo Chico Buarque do Clube do Choro em Brasília com apresentação de  Evandro Barcellos que rola hoje (29) e durante quarta a sexta (3 a 5) do músico Roberto  Sion. Não esquecendo que o preço do Chico é sempre 20 tocos e começa às 21 horas. Mas  acontece que não posso me furtar a lhe contar as novidades…O Cine Clube Dragão do Mar em Fortaleza exibe hoje (29) às 16 horas com entrada livre o longa O jovem tataravô de Luiz de Barros e o curtinha Os óculos do Vovô Francisco Santos que foi filmado em 1913. 

 

  • A Oi Futuro de Ipanema apresenta hoje (29) em sua levada a voz da cantora Márcia Castro que é conhecida por sua atuação alternativa na mpb, passando pelo samba e rock. Já esteve ju to com Mercedes Sosa Tom Zé, Moraes Moreira e Luiz Melodia. Sua apresentação promete a partir de 21 horas com ingressos lupanarens a 20 reais.

E para não inventarem que Belchior foi pra outro planeta, Marcia Castro e Mercedes Sosa dão o recado

 

A produção poética finita mas perene de Affonso Ávila

Setembro 28, 2012

 

Affonso Ávila, poeta mineiro. Não só poeta como todos nós, mas pesquisador e investigador da história cultural do Brasil, principalmente do Barroco. Produtor de amizades concretas com os  Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Mario Chamie, Augusto de campos e tantos outros. Etéreo poeta como a própria vida é quando a fazem ser; e só nos sobra a eternidade fugaz das palavras

eu em mim
eu em minas
eu em minas de mim
eu em outros
eu em óxido
eu em óxido de outros
eu em texto de minas
eu em templo de minas
eu em tempo de minas
eu em parnaso de outros
eu em partido de outros
eu em paródia de outros
eu em onírico de mim
eu em omisso de mim
eu em opaco de mim
eu em camada de óxido
eu em câmara de óxido
eu em câncer de óxido
eu em modorra de minas
eu em montanha de minas
eu em montagem de minas
eu em análogo de outros
eu em anódino de outros
eu em anônimo de outros
eu em inepto de mim
eu em insípido de mim
eu em inóspito de mim
eu em fossa de óxido
eu em fóssil de óxido
eu em in-fólio de óxido

 

Trilemas da mineiridade

 
Com suas iníquas
máquinas de tédio
aprende o degredo
com seus chãos reversos

— com suas escumas
de vinagre e pasmo
celebra os opróbrios
com seu desamparo

— com suas sezões
de pejo e salsugem
arqueja os verões
com seus gozos rudes

— com suas ilhargas
de fuligem e asco
deslembra as novilhas
com seus curvos favos

— com suas obesas
barbelas de adorno
ostenta a vergonha
com seu grão roncolho

 

Castração De “Carta do Solo”, 1961

 

 

 A palavra justa

                            a mim não pertence,

                            busco-a nessa luta

                            em que não se vence,

                            trabalho diário,

Improviso

 

 

conserve-se    à direita

converse    às direitas
como os cegos    à direita
como o verso    às direitas
como servo    à direita
como os seus    às direitas
como os sérios    à direita
como o sexo    às direitas
confesse-se    à direita
com os céus    às direitas

 

Código Nacional de Trânsito

 

 

 

 

A negra música do Grupo Vissungo

Setembro 28, 2012

O nome do grupo, segundo alguns dicionários, foi extraído da expressão “Vissungo” que faz menção a um determinado canto de trabalho (‘Ocisungo’, hino ou canção no idioma Umbundo, de Angola) exclusivamente utilizado por escravos mineradores que, oriundos de Angola, foram levados para as lavras de ouro e diamantes de São João da Chapada e adjacências, próximo à cidade atualmente conhecida como Diamantina, no estado brasileiro de Minas Gerais. Criado no Rio de Janeiro em 1974 com o nome de “Sararamiôlo”, o grupo era integrado por Antônio José do Espírito Santo (vocais, violão e percussão), Luiz Antônio do Espírito Santo (contrabaixo, bandolim, cavaquinho e vocal) e Roosevelt da Silva (violão). Somente no ano seguinte, em 1986, na então inaugurada sede do DCE, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, o grupo assumiria o nome “Vissungo” e teria várias outras formações, sendo absorvidos os novos componentes Carlos Codó (violão) e Lena Codó (voz), ambos filhos do violonista baiano Codó (Clodoaldo Brito). Pelo grupo, já com o nome Vissungo, passaram outros componentes tais como Samuka, José Maria Flores (bateria) e Braz Oliveira (guitarra).

Ainda na década de 1970 o grupo foi convidado a dividir o show com a cantora Clementina de Jesus em Curitiba, no Teatro Paiol, onde também acompanhou João do Valle. Por essa época, o grupo acompanhava o partideiro Aniceto do Império em bares nos subúrbios do Rio de Janeiro. Em 1985 o grupo participou do disco “Encontros e despedidas”, de Milton Nascimento. Neste mesmo ano o grupo participou da trilha sonora do filme “Chico Rei”, de Walter Lima Júnior. A trilha fora composta por Wagner Tiso e por componentes do grupo. Também foram inseridas na mesma trilha faixas extraídas de discos de Naná Vasconcelos e Geraldo Filme. Coube a Milton Nascimento interpretar duas composições de Wagner Tiso na referida trilha. O grupo participou (como músicos, cantores e ainda compositores) da trilha lançada em disco no ano de 1986 pela gravadora Som Livre. Entre as faixas em que o grupo participou destacam-se “Ulelê” (Domínio Público), interpretada por Samuka; “Andambi” (Domínio Público), interpretada por Samuka, Espírito Santo e Laércio; “Samba de roda” (Domínio Público) com Samuka; “Chico reina” (Espírito Santo e Samuka), interpretada por Clementina de Jesus com participação de Espírito Santo; “Saudade do Congo” (Espírito Santo), interpretada por Espírito Santo; “Kanjonjo” (Domínio Público) com Samuka e Espírito Santo; “Niangas” (Grupo Vissungo) com Grupo Vissungo e ainda a faixa “Título” (Wagner Tiso), pot-pourri com as composições “Njara” (Espírito Santo) e “Depois da castração” (Wagner Tiso), na interpretação de Wagner Tiso e Espírito Santo. A trilha obteve dois importantes prêmios internacionais: Bélgica e Colômbia, ambos de suma importância na carreira do grupo.

Neste mesmo ano de 1986 o grupo participou do disco “Branco & preto/Preto & branco”, de Wagner Tiso e ainda do disco “Gaiola”, da cantora e compositora Tetê Espíndola. No ano de 1989 o grupo passou uma temporada na Áustria, apresentando-se na sede européia da ONU em Viena, em benefício da Unicef e em vários eventos étnicos em Viena. Neste mesmo ano, a convite do sociólogo italiano Tulio Aymone, da Facoltá de Economia de Modena, o grupo (repressntado por Spírito Santo e Samuka) se apresentou em Bologna no “Festival Internacional de Cultura”, do jornal do Partido Comunista Italiano L’Unitá. Em 1990, representado pelos dois músicos, o grupo fez turnê por várias cidades italiana, entre as quais Modena, Bologna, Reggio Emília, Corregio, Carpi e Ímola. Em 1991 o grupo apresentou-se outras vezes em Viena, nas quais contou com a participação do guitarrista vienense Claudius Jelinek, o baixista uruguaio Pablo Solanas, o percussionista senegalês Jimmy Wolof e os brasileiros Ita Moreno (violonista) e Tatá Cavalcanti (baterista). Em novembro de 1996, junto a outros artistas, o grupo participou do evento comemorativo a Zumbi dos Palmares na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. Por essa época o grupo passou por transformações, sendo incorporados os seguintes músicos Lauro Farias, (baixo), Reinaldo Amâncio, Jahir Soares (bateria), Welington Coelho e Paulão Menezes (percussão). Este seria o último show do grupo, que viria a encerra a carreira neste mesmo ano de 1996. A volta do grupo ocorreu recentemente

FONTE: Dicionário Cravo Clabin de MPB

 

DEVIR/DANÇAR

Setembro 27, 2012

Nosso Devir/Dançar continua seus caminhos pela produção artística da dança e hoje completa a segunda parte da história da dança clássica, envolvendo um dos maiores nomes da história do balé que foi responsável pelo desenvolvimento de um método conhecido e difundido mundialmente.

Sua importância no mundo da dança está além de sua produção nos palcos, mas nas salas de ensaio, onde foi professor da maioria dos grandes mestres do balé russo em sua fase clássica e imperial. Trata-se de Cecchetti, bailarino e professor que leva seu nome para um método, assim como a russa Vaganova.

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Enrico Cecchetti foi um virtuoso bailarino italiano  conhecido como o maior professor de balé da  história, principalmente a partir de suas  contribuições para a técnica clássica no método que  leva seu nome, o Método Cecchetti.

Nascido no dia 21 de junho de 1850 em um vestiário  do Teatro Tordinona em Roma, ele foi filho dos  dançarinos Cesare Cecchetti e Serafina Casagli . Sua primeira aparição no palco foi aos 5 anos quando dançou com sua família nos Estados Unidos em 1857. Ele foi pupilo de Giovanni Lepri, que tinha estudado com Carlo Blasis, e logo foi notado especialmente por suas piruetas (pirouettes) e fouetté.

Durante uma carreira de mais de 30 anos, Enrico Cecchetti se apresentou extensivamente em paises como Estados Unidos,Inglaterra, Dinamarca, Noruega, Alemanha e Rússia. Ele criou os dois papeis de Carabosse e do Pássaro Azul em “A bela adormecida” de  Pyotr Ilyich Tchaikovsky e foi considerado um revolucionário na imagem do bailarino na Rússia nas últimas duas décadas do século XIX.

Em 1887 Cecchetti foi apontado como segundo  bailarino mestre da Escola Imperial Russa de Ballet  e foi para o Teatro Mariinsky (hoje Academia Estadual Kirov de Ópera e Ballet).

Enrico Cecchetti e Flore Revalles em Shéhérazade

Entre 1890 e 1902 ensinou muitos alunos da Escola Imperial e associados. Em 1892 assumiu a posição de professor na EscolaImperial de Dança em São Petesburgo. Ele se tornou bailarino mestre da Escola Imperial de Dança em São Petersburgo. Logo ele se torna mestre de Balé na Escola Imperial de dança em Warsaw em 1902 e daí em diante se juntou aos Balés Russos de Serge Diaghilev como professor e mestre de balé.

A influência como maestro foi significante quando  ensinou e trabalhou com dançarinos além de  coreógrafos renomados como Mathilda Kchessinska,  Olga Preobrajenska, Anna Pavlova (quem ensinou de  forma particular entre 1907 e 1910), Tamara  Karsavina, Michael Fokine, Adolf Bolm, George  Balanchine, Vaslav Nijinsky e Leonide Massine.

Cecchetti com suas alunas

Em 1918 Cecchetti começou a se cansar de viajar e  se cansou de viajar se estabelecendo junto com sua  esposa, a dançarina Guiseppina de Maria,em Londres, onde criou uma escola no número 160 da Shaftesbury Avenue. Seu treinamento era fundamental para os trabalhos de Ninette de Valois, Marie Rambert, Frederick Ashton e Antony Tudor e ainda é reconhecido nos trabalhos de David Bintley e outros coreógrafos de ballet como sua estudante Alicia Markova.

Cecchetti retornou a Itália e em 1925, a pedido do  condutor Arturo Toscanini, dirigiu a Escola de Balé  do Teatro La Scala em Milão onde ele tinha dançado  55 anos anteriores. Lá ele ensinou Serge Lifar que  se tornaria a principal figura na evolução do balé  moderno francês.

Enrico Cecchetti e Serge Lifar

Enrico Cecchetti parou sua produção bastante forte,  ensinando na Itália em 13 de novembro de 1928 – deixando seu legado para dança- seu método de treinamento. O método Cecchetti foi codificado e publicado em 1922, sendo até hoje um dos principais métodos estudados em todo mundo, tendo na Inglaterra a Cecchetti Society desde 1922 e nos Estados Unidos a Cecchetti Council of America desde 1939.

Seu método trata-se de um sistema de treinamento do balé clássico em cinco posições e sete movimentos de balé clássico. Ele é designado estritamente sob as leis da anatomia e reforça dois ingredientes oficiais: desenvolvimento técnico e artístico em um dançarino e reação sensitiva e musical de todos os movimentos do bailarino.

Cecchetti planejou um programa equilibrado de estudo que assegura que cada movimento e passo do repertório exigido pelo dançarino é coberto.

Estes e outros intermináveis Princípios da Dança clásica de Cecchetti estão contidos no método que imbui o dançarino com a simplicidade de estilo, pureza da linha e uma notável musicalidade e teatralidade.

 “Há o velho Cecchetti, mestre de todos nós,

                                                que carrega a tocha do classicismo.”                                                       

Sergei Diaghilev

Enrico Cecchetti e Anna Pavlova

 

Anna Pavlova ensinada por Enrico Cecchetti

Photo Graphein: Walker Evans

Setembro 27, 2012

Família após a Grande Depressão (Great Depression, 1929)

Kinemasófico: 6 curtas

Setembro 26, 2012

Na festa dominical do Kinemasófico as crianças afinadas produziram mais um encontro kinemasófico onde além de todas as brincadeiras, da produção de rimas e versos houveram 6 curtas que geraram muita discussão, começando com

GATO E COMPANHIA


Titulo Original: Kot i Ko

Ano: 1990 (Seleção Festival de Hiroshima)

Diretor: Aleksandr Guriev

País: Rússia
Duração :10 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um gato tranquilo gosta muito de observar o céu, deixando sua dona furiosa. Ainda mais quando ele se torna amigo dos ratos que a todo custo ela quer matar. Porém o gato e toda a companhia tem um plano para salvar os ratinhos.


SUPER SABONETE


Titulo Original: Chao ji fei zao

Ano: 1986

Diretor: Xu Jingda & Ma Kexuan

Personagens: Vendedor de sabão, propaganda verbal, compradores

País: China

Duração : 6 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um vendedor de sabão monta uma pequena barraquinha e passa a vender um mágico sabão alvejante que ao ser esfregado deixa todas as roupas brancas. Suas vendas se tornam um sucesso e logo e monta uma indústria. Porém com o tempo todos ficam enjoados de tanto ver roupa branca. Só que desta vez terá o vendedor uma carta na manga?

CARA DE BONECA


Titulo Original: Doll Face

Ano: 2007

Diretor: Andrew Thomas Huang

Personagens: Televisão, boneca robotizada

País: Estados Unidos
Duração :4 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um robo sai de uma caixa e começa a olhar uma televisão. Um rosto feminino aparece e logo esta máquina vai buscar copiar os traços para parecer com a mulher da tv. Porém cada vez a imagem fica mais maquiada e a televisão se distancia, mas o robo não quer desistir e usa seus tentáculos para cada vez chegar mais perto. Conseguirá ele chegar nesta imagem?

O ÚLTIMO NÓ


Ano: 2005

Diretor: Laura Neuvonen

Personagens: Linhas, mulher, abismo

País: Finlândia

Duração : 06 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma mulher faz tricô na beira do abismo de forma obsessiva. Porém quando sua peça tricotada começa a cair pelo abismo ela resiste e passa a tricotar freneticamente com toda sua linha. O que fará ela quando a linha acabar?

GAGARIN


Ano: 1995 (Festival de Annecy- Prêmio do público,  Palma de ouro em Cannes- melhor curta, Festival de Ottawa e Hiroshima)

Diretor:  Alexij Kharitidi

País: Rússia
Duração :3 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma larva curiosa decide entrar em uma peteca que caiu próximo de sua casa. Porém ela não sabia que as crianças a lançaria no ar durante a brincadeira. Quando conseguiu sair, se sentiu tonta e passou a evitar qualquer altura do chão. Porém seu futuro genético lhe traz uma surpresa.


RETOQUE


Titulo Original: Retouches

Ano: 2006 (Seleção Festival da Suiça)

Diretor: Georges Schwizgebel

País: Suiça
Duração :5 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Nesta animação feita através de pintura, várias imagens se convergem e transformam criandos novas realidades do homem, através da criação do lazer e da arte .

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Setembro 25, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

Alice nos país das maravilhas (1865) , TENNIEL


Alice’s Adventures in Wonderland , Londres, Macmillan Publishers

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

John Tenniel foi um ilustrador, artista humorístico e satírico  inglês mais conhecido por ser o ilustrador de dois grandes clássicos da literatura em suas primeiras edições: Alice no país das maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland, 1865) e Alice através do espelho (Alice Through The Looking Glass, 1872).

Nascido em 28 de fevereiro 1820 em Londres, filho de um mestre de dança e instrutor de esgrima, ele próprio se educou para a carreira, e embora ele se tornou um aprendiz, e então um estudante da Academia Real, ele logo depois deixou as escolas desgostoso com o aprendizado, pois naquele tempo havia pouco ensino. Em 1836 ele enviou sua primeira pintura para a exibição da Sociedade dos artistas britânicos (Society of British Artists na Suffolk Street Galleries) e em 1845 contribuiu com um esboço de 5 metros  em “Uma alegoria da Justiça” para a competição de desenhos para o novo Palácio de Westminster. Para este ele recebeu um prêmio de 200 libras e uma comissão para pintar um afresco na Upper Waiting Hall (ou ” Hall dos Poetas “) na House of Lords do Parlamento Inglês, além de trabalhar na decoração do Palácio (Palace of Westminster).

Apesar de sua tendência com a “alta arte”, ele era conhecido e apreciado como um humorista e sua companhia inicial com Charles Keene abrigou e desenvolveu seu talento para caricatura.No Natal de 1850 ele foi convidado por Mark Lemon para prencher a posição de cartunista (com John Leech) no Punch, de onde Richard Doyle, ofendido com a atitude adotou o papel frente o Papal e resignou.Na força de suas memoráveis ilustrações para Fábulas de Esopo, na qual seu poder artístico, humor de observação, e conhecimento da vida animal foram aparentes, Tenniel foi selecionado por Douglas Jerrold para “Iniciativa”, e ele contribuiu com seu primeiro desenho na letra inicial aparecendo na página 224, vol. xix.

Seu primeiro cartum foi “Lord Jack o matador de gigante”: mostrava o Senhor John Russell, cuja letra na ‘agressão” valentemente segurando a espada da verdade e liberdade Cardinal Wiseman armada com um bastão de bispo. Em 1852 encontramos o primeiro leão de Tenniel, e seu primeiro desenho de obtuário. Gradualmente, ele assumiu junto com o desenho semanha do político “grande corte”, que John Leech estava feliz de aponsentar suas mãos para limitar-se as pinturas de comédia, e frequentemente tragédia; e a liberdade do humorista cresceu as belezas mais severas do satirista. Quando Leech morreu seu amigo continuou a trabalha só, e exceto em 1864, 1868, e entra 1875-1878, durante poucos momentos de doença ou feriados, ele não perdeu uma única semana. Por volta de 2300 cartuns, inumeros desenhos menores, cartuns de duas páginas para o Almanaque Punch e outros números especiais, e 250 desenhos para os livros de bolso Punch, compreendeu a soma do trabalho de John Tenniel para o periódico pelo qual ele gastou a maior porção de sua vida. Ele foi um membro da trupe teatral de Charles Dickens em 1851, atuando em Não tão mal quanto parece de Bulwer-Lytton (Not So Bad As We Seem). Em 1852 ele se casa mas fica viuvo 2 anos depois.

Quando Tenniel se aposentou do serviço do Punch em Janeiro de 1901, ele recebeu a honra de um banqute de despedida (12 de Junho), no qual o Sr. A.J.Balfour, então o lider da “Casa dos Comuns” do parlamento inglês, presidiu e foi apoiado por representantes distintos do que era o melhor da vida britânica. Na ocasião o St. Balfour descreveu Tenniel como “um grande artista e cavalheiro” que foi aplaudido pela imprensa de todo o país.

A principal qualidade do seu trabalho é a exatidão do desenho, precisão do toque, graça e dignidade da concepção, e – até agora com o que se pode comparar- genialidade de sátira. Ele levou o desenho político em uma composição clássica da qual o senso de nobreza está raramente ausente. A beleza e forma de estátuas de suas figuras ideais lembra a influência, talvez, de Cornelius e Overbeck- que a maneira alemã era característica de muitos esbocistas mais fino em madeira no meio do séc. XIX. Mas o trabalho de Tenniel é sempre original, fresco e espontâneo; nunca sugera, o que é o fato, que o trabalho do artista é desenhado exclusivamente da memória, e nunca do modelo. Deve ser mencionado que sua observação maravilhosa foi conduzida, e seu conhecimento acumulado, literalmente por um único olho, o outro tendo sido perdido durante uma luta de esgrima na juventude no ano de 1840. Ele foi reconhecido não só por sua habilidade como artista, mas por seu serviço em difundir bom humor e bom gosto naquela fase da vida política, que um titulo de cavalheiro foi conferido sobre a recomendação do sr. Gladstone em 1893.

Sem pronunciar suas próprias opiniões políticas, ele adotou em seu trabalho as de seu jornal, do qual das tendências do Whig eram em alguns graus atenuada por seu lápis. Não somente a história política da Inglaterra, mas para alguma parte do mundo, de metade de um século aparecem no desenho semanal de Tenniel, que são dignificados por um númros de tipos inventados pelo artista, a beleza clássica que pode ser olhada em vão em trabalhos deste tipo por nenhum outro cartunista. Exibições públicas de seu trabalho ocorreram em 1895 e 1900. Sir John Tenniel é também o autor de um dos mosáicos, ” Leonardo da Vinci,” na Corte Sul do Museu Victoria and Albert; enquanto suas aquarelas pontilhadas apareciam de vez em quando no Instituto real de pintores e aquarelistas (Royal Institute of Painters in Water Colours), do qual foi eleito membro em 1874. Como ilustrador em madeira ele se destacou bastante; sue trabalho ” Lalla Rookh ” é talvez o mais fino de todos seus trabalhos quanto concepção, refinamento, poder e excelência técnica.

Sua produção foi interrompida no dia 25 de fevereiro de 1914 em Londres. Como ilustrador (sempre com preto e branco) ele trabalhou em Fábulas de Esopo, Curso do Tempo de Pollok, Trabalhos de Edgar Allan Poe, As mil e uma noites, Filosofia Proverbial de Tupper, Poemas de  Barry Cornwall, trabalhos de Charles Dickens, além de Alice no país das maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland, 1865) e Alice através do espelho (Alice Through The Looking Glass, 1872). Sua ilustração da obra de Lewis Carroll (com 42 desenhos) teve muitos debates acrimoniosos pois o autor insistia que a primeira edição seria retirada pois ele estava descontente com a qualidade reprodutiva das estampas. Relutantemente, Tenniel concordou trabalhar com Carroll em Alice através do espelho, sua última ilustração para um livro.

Revendo uma retrospectiva dos artistas do Punch, Haldane Macfall disse, “Foi talvez nos desenhos de Tenniel qu o Punch ganhou seu lugar de dignidade e poder, além de tudo mais.Em Tenniel o jornal teveuma mente liberal, uma larga percepção nas questões, também uma fértil e pitoresca imaginação.” Sem dúvida em trabalhos como o American Juggernaut, Tenniel mostra a visão horrivel da Guerra civil neste país.

Sir John Tenniel – Auto-retrato (1889)

John Tenniel- Caindo o piloto (Dropping the Pilot, 1981) da revista Punch este é um desenho mais conhecidos de Tenniel sobre a histórica renúncia de Bismark

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

Photo graphein: Eve Arnold

Setembro 24, 2012

Durante o ataque de direitos civis na Virgínia, uma festa apresenta brancos aos negros. 1958

Minha irmã não escreve poemas…

Setembro 23, 2012

 
e é improvável que vá começar de repente a escrever poemas.
Puxou isso à mãe, que não escrevia poemas,
ou ao pai, o qual também não escrevia poemas.
Sob o teto de minha irmã me sinto segura:
por nada neste mundo, o marido dela escreveria poemas.
E apesar de isso soar como uma obra de Adam Macedoński,
nenhum dos parentes se ocupa de escrever poemas.

Nas gavetas de minha irmã não há antigos poemas
nem na bolsa os escritos recentemente.
E quando minha irmã me convida para almoçar,
sei que não pretende ler para mim seus poemas.
Suas sopas são excelentes sem premeditação,
e o café não se derrama nos manuscritos.

Em muitas famílias ninguém escreve poemas,
mas nas que isso se faz — raro é só uma pessoa.
Às vezes a poesia flui em cascatas de gerações,
nos sentimentos mútuos criando redemoinhos sérios.

Minha irmã cultiva boa prosa,
e toda a sua obra escrita são cartões postais de férias,
com um texto prometendo a mesma coisa, todo ano:
que ao retornar
tudo
tudo
tudo vai contar.
Wisława Szymborska- Elogio da irmã

 
Moja siostra nie pisze wierszy

i chyba już nie zacznie nagle pisać wierszy.

Ma to po matce, która nie pisała wierszy,

oraz po ojcu, który też nie pisał wierszy.

Pod dachem mojej siostry czuję się bezpieczna:

mąż siostry za nic w świecie nie pisałby wierszy.

I choć to brzmi jak utwór Adama Macedońskiego,
nikt z krewnych nie zajmuje się pisaniem wierszy.



W szufladach mojej siostry nie ma dawnych wierszy
ani w torebce napisanych świeżo.

A kiedy siostra zaprasza na obiad,

to wiem, że nie w zamiarze czytania mi wierszy.

Jej zupy są wyborne bez premedytacji,

a kawa nie rozlewa się na rękopisy.



W wielu rodzinach nikt nie pisze wierszy,

ale jak już – to rzadko jedna tylko osoba.

Czasem poezja spływa kaskadami pokoleń,

co stwarza groźne wiry w uczuciach wzajemnych.



Moja siostra uprawia niezłą prozę mówioną,

a całe jej pisarstwo to widokówki z urlopu,

z tekstem obiecującym to samo każdego roku:

że jak wróci,

to wszystko
wszystko
wszystko opowie.

 
Wisława Szymborska- Pochwała siostry