Archive for the ‘Fotografia’ Category

PROGRAMA “FALA, BURACO!” MOSTRA MANAUS A CAPITAL-BURACO

Julho 27, 2016

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Leia o diálogo entre o apresentador do programa virtual “Fala, Buraco!”, e um transeunte. Os dois ao analisarem os buracos que dominam Manaus durante décadas e que servem de cabos eleitorais para eleger candidatos, principalmente prefeitos, concluem que Manaus não é uma cidade, mas tão somente um buraco-orbital onde seus habitantes e visitantes acreditam que se movimentam e se relacionam na superfície e não suspeitam que se encontram na voracidade de sua profundidade buraco-negro.

HOMEM (Um homem se aproxima de outra que se encontra fotografando um buraco) – O senhor está fotografando esse buraco?

DSC01915DSC01919DSC01926DSC01935DSC01937DSC01938DSC01943HOMEM II – É. Eu fotografo buracos.

H – Mas para quê? Buraco é tão feio.

H II – Depende.

H – Não. Buraco é sempre feio.

H II – Nem todos têm essa opinião.

H – Não acredito que exista alguém que goste de buraco.

H II – Tem.

H – Quem?

H II – O prefeito. Se ele não gostasse de buraco ele não deixava a cidade cheia de buracos. Quando a gente gosta de uma coisa, a gente mantém. Não é.

H – É, mas buracos.

H II – Pois é, cada um com seus gostos, e gosto não se discute.

H – Então, o senhor fotografa buracos por que gosta?

H II – Não. Eu fotografo porque eu tenho um programa na internet em que os buracos são os principais personagens.

H – E qual é o nome do programa?

H II – Fala Buraco. No programa eu apresento as entrevistas que eu faço com os buracos onde eles contam suas vidas, quando apareceram, como estão se sentindo nessa prefeitura, quais seus planos para o futuro.

H – Então, o senhor tem muito material, porque Manaus é cheia de buracos.

H II – Na verdade, Manaus é um buraco só. Tem buraco da Zona Leste que se junta com buraco da Zona Norte. Tem buraco que nasceu na Zona Sul e se junta com buracos do Centro.

H – É verdade! Um amigo me contou que uma vez um cara muito lombrado, colega dele, caiu em um buraco na compensa. Quando acordo, tudo escuro, ele não onde se encontra. Olhou para sua direita e viu uma luzinha longe, e começo a andar na direção. Andou, andou, andou e quanto mais andava a luz ia aumentado. Aí, ele sentiu que pisava em uma s coisas duras, parecidas com pedaços de pau. Quando olhou bem, eram esqueletos de pessoas, correu e subiu em um buraco, que era uma sepultura. Sabe onde ele saiu? No cemitério dos índios na no fim da Nova Cidade.

H II – Semana passada ocorreu um caso parecido com este. No fim da tarde de um sábado, no Jorge Teixeira III, uma senhora cansada de tanto trabalhar, caiu em um buraco. Os moradores correram para acudi-la, mas não conseguiram: ela desapareceu. Chamaram o bombeiro, e o prefeito, para fazer onda, compareceu no local. Olhou o buraco e negou que a mulher tivesse desparecido no buraco porque o buraco tinha fundo. Uma mulher protestou afirmando que não tinha porque ninguém via. O prefeito contestou afirmando que estava vendo o fundo. Aí alguém disse se ele estava vendo o fundo que ele pulasse no buraco e tirasse a senhora. O prefeito deu uma de ‘migel’ e se mandou. Cinco horas depois a senhora apareceu no meio do palco do Teatro Amazonas onde estavam realizando uma festa às autoridades locais. Quando o diretor viu a mulher toda suja de barro, bosta e lama tentou tirá-la à força do palco. Ela se desviou e gritou que as autoridades deveriam era saber o que tinha embaixo daquele teatro. Milhares de corpos de índios e cabocos que foram mortos na construção daquela casa de vaidade da burguesia. Esse caso foi bem divulgado.

H – Saiu na TV Globo?

H II (Indignado) – Porra nenhuma! A Mulher não era globotária. Bem que a Globo tentou fazer uma matéria com ela, mas a equipe de jornalistas foi expulsa na porrada. A comunidade unida gritou palavras de ordem: Fora Globo golpista! O Povo não é bobo, abaixa a Rede Globo! A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura! Se a Globo acabar o Brasil vai melhorar! A Globo é corrupta, não tem nada de justa! Fora Globo e Leva Temer Contigo! A Globo é imoral, ataca Lula e Dilma em seu jornal! E na correria, o carro de reportagem ainda caiu no buraco.

H – Só estes dois casos mostram que os buracos formam uma família só.

H II – Exatamente. Todos os buracos são parentes. Essa relação de parentesco, e mais o gosto do prefeito, faz com eles se mantenham.

H – O senhor muitos buracos velhos, ou na sua maioria são novos?

H II – Tem muitos buracos novos nascidos nessa prefeitura, mas têm alguns velhíssimos, do tempo do vai pra porra. Mais velhos do que a mentira.

H – Cacete! Então é velho mesmo, porque a mentira nasceu antes de Adão e Eva. Mas como o senhor sabe que eles são tão velhos?

H II – É fácil entender, embora a população não perceba por ignorância e cumplicidade com os políticos.

H – Como assim?

H II – Os buracos são verdadeiros cabos eleitorais. Buraco elege prefeito e deselege. Por exemplo, só para ilustrar. Os últimos quatro prefeitos foram eleitos através dos buracos. As campanhas eleitorais deles tinham como objeto principal o combate aos buracos.  Todos eles afirmaram que iam acabar com os buracos.

H – E o povo acreditou na mentira.

DSC01945DSC01946DSC01947DSC01948DSC01950DSC01952DSC01956DSC01958H II – Pois é. O quarto prefeito passado jurou acabar com os buracos. Não acabou: aumentou mais. O terceiro prefeito aproveitou os buracos que o quarto tinha deixado e fez sua campanha prometendo acabar com os buracos. Também só aumentou. O segundo na mesma cadência. Só aumentou. E esse agora não deixou barato. Hoje, tem buraco dentro de buraco.

H – Meu Deus! É mesmo?

H II – É. Um dia desse eu fui entrevistar um buraco-abismo onde já havia caído uma família inteira, um ônibus, uma Kombi, uma moto e uma carroça.

H – Uma carroça?

H II – Sim. Com cavalo e tudo. Quando eu comecei a entrevista percebi que não era só o buraco-abismo que falava. Comecei a ouvir outras vozes-buracos. Olhei para todo lado para ver se os outros buracos em redor de mim estavam falando, mas nenhum deles falava. Me concentrei bem, e percebi que as vozes vinham do mesmo buraco-abismo. Era um monte de buraco falando, querendo falar sobre suas vidas e aparecer nas fotos.

H – Que coisa impressionante.

H II – Não é impressionante não, porque o povo não ver. Se o povo prestasse atenção aos buracos ele não votava em quem afirma que vai acabar com eles, porque é mentira.

H – Sem querer defender os prefeitos, que eu sei bem quem eles são, adoram fingir que falam a verdade, mas a chuva também é responsável pelos buracos.

H II – Na-na-ni-na-não! Durante todo ano Manaus é cheia de buraco. Com a mudança climática, tem chovido menos na cidade, e mesmos assim os buracos estão sempre na moda.

H – Bem, com toda essa sua afirmação sobre o predomínio dos buracos em Manaus, e sua capacidade de eleger prefeitos, não seria melhor que os buracos se candidatassem?

H II – É verdade. Mais tem um problema.

H – Qual é?

H II – Na verdade são dois. Se eles se candidatam prometendo acabar com os buracos, e eles são os buracos e são muito éticos, se eles acabarem com os buracos eles desaparecem, morrem e a cidade fica sem prefeito.

H – Essa é uma verdade. E o outro problema?

H II – O outro é muito preocupante. Como Manaus é um único buraco gigante formado por milhares de outros buracos, se eles acabarem com os buracos Manaus desparece. E aí, dança eu, dança tu, dança até a mãe do Jaú.

H – Cara, essa é uma cruel verdade! A que ponto chegamos! Estamos refém dos buracos! E alguns desses prefeitos ainda querem se candidatar.

H II – Mas tem uma saída para Manaus não acabar.

H – Qual?

H II – O prefeito de Manaus deve ser sabe quem?

H – Quem?

H II – O povo!

H – Mas você não disse que ele é ignorante não se compromete.

H II – Mas com uma boa orientação política sobre os direitos dos moradores da cidade, não há analfabeto político que não seja educado democraticamente e passe a ser senhor de seu próprio destino. O povo entendendo que ele criou a sociedade civil, o Estado, e as instituições não tem que lhe engane.

DSC01962DSC01964DSC01967DSC01967DSC01970DSC01965DSC01971DSC01961DSC01972H – É verdade. O povo entendendo que ele existe por si mesmo, que foi ele quem produziu seu ser-social, adeus candidatos exploradores.

HII – É a verdadeira democracia!

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“MORADORES DE RUA E SEUS CÃES”, LIVRO DE EDU LEPORA MOSTRA, EM FOTOGRAFIAS E HISTÓRIAS, ESSA REALIDADE

Fevereiro 16, 2016

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“Eu sempre via cães de rua com seus donos e queria saber como era a vida deles: como eles se viravam, como viviam, como faziam para comer, dormir, beber, etc.”.

Com essa ideia e uma câmara fotográfica, o fotógrafo Edu Lepora, que gosta e respeitas os animas, partiu para as ruas de São Paulo para observar pessoas que viviam com seus animais durante dias, semanas, meses, anos. Durante três anos ele percorreu as ruas para encontrar seus objetos de desejo estético-fotográfico.

O resultado desses encontros foi a criação do livro Moradores de Rua e Seus Cães, composto de fotografias desses seres urbanos, ocultamente visíveis, e 19 histórias sobre esses mesmos seres. Para o lançamento do livro, ele concebeu a ideia de uma campanha de financiamento coletivo. O trabalho de Edu Lepora foi transformado no projeto MRSC que adquire kit de higiene para os m oradores de rua, doações de ração e o que é necessário para os animais.

“À princípio, eles me perguntavam por que eu estava fotografando, mas ao pouco eles até acabavam curtindo a ideia. Eu dizia para eles que queria mostrar para o público que eles eram pessoas do bem e que cuidavam bem de seus animais, porque muita gente diz que esses bichos são maltratados.

Eu comecei a distribuir tudo isso. Hoje, a gente faz mutirões para  distribuir ração, coleira antipulga. Guias, vermífugos para os animais e também kits de higiene para os moradores de rua e promover ações de castração”, observou o fotógrafo Edu Lepora.

Você quer adquire a obra? Custa só R$ 74. Onde encontra? Na página do projeto São Paulo city. Também no Blog Edu Lepora onde você também encontra as histórias.

QUER SABER O QUE SE ENCONTRA “POR DEBAIXO DO PANO” OPRIMINDO AS MINORIAS? VEJA AS FOROGRAFIAS DE NAIR BENEDICTO

Janeiro 5, 2016

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Até o dia 7 de fevereiro você pode vivenciar as fotografias da artista Nair Benedicto que revelam os corpos opressores que durante anos violentam as minorias. São mais 100 imagens exibidas na exposição Por Debaixo do Pano produzidas, sensível-politicamente pelos olhos e as câmeras da artista que mostram, sem engodo imagético, mulheres, indígenas, manifestações culturais populares como dança, música e artesanato.

No auge de seus 75 anos Nair Benedicto expressa o compromisso ontológico com a vida que não arrefece com a idade quando não se sabota a velhice com uma mocidade ambiciosa, vaidosa, orgulhosa, invejosa que só busca o reconhecimento para ter a ilusão que é importante, como ocorre com alguns, como Fernando Henrique, que compulsivamente mostra seu amargor e inveja contra quem ele acredita que não merece o respeito e a solidariedade, como mostra seu ódio a Lula.

Nair, diferente dos sabotadores da velhice, foi presa e torturada durante a ditadura civil-militar instalada no país entre os anos de 1964 e 1985 quando ainda tinha 27 anos, tinha três filhos e cursava faculdade. Esse o motivo, também, de sua exposição Por Debaixo do Pano, exibir fotografias desse período. Ela, durante entrevista, disse que ficou assustada vendo algumas pessoas pedindo a volta dos militares ao poder. Ela presenciou com seu olhar e sua arte fotográfica, a luta das mulheres para terem ingresso na dança do maracatu que antes era só permitido a participação de homens.

“Briga-se inicialmente para ter direito a festejar o maracatu. Resolvem depois ter um grupo de maracatu só de mulheres e, agora, descobriram que a mulher tem que brigar por muito mais outras coisas ainda.

O pau-de-arara era forma habitual da ditadura de fazer os interrogatórios. De repente você ver o mundo de ponta-cabeça, durante o dia e durante a noite.

A gente tem que falar, não podemos ser hipócritas, idiotizantes e falar da ditadura como se fosse um passeio na Avenida Paulista.

A cultura tem esse papel de fazer aparecer o que as pessoas têm de melhor”, disse a inquieta e talentosa Nair Benedicto. Um Benedicto que por suas composições estéticas lembra o Benedicto do filósofo Spinoza. “Bene, bene, bene, dicto (Manda João!)!”.

“FILHOS DA GUERRA: O CUSTO HUMANITÁRIO DE UM CONFLITO IGNORADO”, EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

Dezembro 3, 2015

exposicao-guerra-na-siria-zipper-galeria-gabriel-chaim-capa-va-de-culturaAté o dia 16 de janeiro, o público, com entrada franca, poderá vivenciar na Galeria Zipper, na Rua Estados Unidos, 1494, no Jardim América, em São Paulo, a exposição fotográfica Filhos da Guerra: O Custo Humanitário de um Conflito Ignorado, do artista brasileiro Gabriel Chaim com imagens em grande dimensão sobre a guerra na Síria. Embora a exposição já se encontrasse pronta, as ocorrências sem Paris levaram os organizadores a observar com maior detalhe a guerra na Síria. Os ataques em Paris aproximaram as sociedades francesa e síria que todo dia é bombardeada.

“O mundo estava tratando isso de forma muito anestésica, até a hora em que veio bater à porta das pessoas, em um lugar tão simbólico como Paris, aí todo mundo acordou para esse fato.

Uma noite em Paris é igual a todas as noites em Aleppo, capital da Síria”, observou Marcello Dantas, curador da exposição.

O curador, também, falou sobre a forma de trabalho de Gabriel Chaim que no momento da exposição encontra-se em meio a uma ofensiva curda em Raqqa, território da sede do Estado Islâmico. Desde o ano de 2013, Chaim acompanha as etapas da guerra quando cruzou a fronteira da Síria com a Turquia e entrou na cidade de Kobane, área de grande tensão.

“Chaim chega à fotografia de maneira completamente intuitiva, ele se joga dentro disso, vai pra lá e não sabe onde vai terminar, ele não sabe em que vai dar, mas está disposto. Isso é uma coragem muito rara.

Ele está com os curdos, que estão tentando lutar pela conquista da cidade, ele não tem como sair de lá. Enquanto estava em Allepo, conseguia se movimentar. Em Raqqa ele está no coração do Estado Islâmico. Os curdos estão tentando reconquistar Raqqa, é um evento histórico. Se isso acontecer, seria a primeira virada do jogo.

Ele é jurado de morte por Assad. Pelo Estado Islâmico nem se fala, seria decapitado no minuto em que chegasse e ele foi deportado da Turquia. Então, o único grupo com o qual pode conviver que é o grupo mais moderado é a Frente de Libertação da Síria, comandada pelos curdos.

O que estamos tentando fazer é trazer essa imagem à tona e o aspecto humano. Isso é a história de verdade. Ele está contando a história sob um ponto de vista que ninguém está”, disse Marcello Dantas.

Por sua vez, para Iain Levine, vice-presidente da Human Rights Watch, qua veio de Nova York para a exposição, as fotos de Chaim são importantíssimas porque mostram ao mundo a história de pessoas e ajudama a entender a gravidade dessa guerra.

Para nós, é muitíssimo importante contar a história das pessoas afetadas pela guerra na Síria, porque ela já dura quatro anos e meio, já morreram mais de 200 mil pessoas, 11 milhões foram obrigadas a fugir das suas casas e mais de 4 milhões já fugiram da Síria para outros países em busca de abrigos.

Essa colaboração com a Galeria Zipper e com o fotógrafo Gabriel Chaim, para nós, é importante porque as fotos que Gabriel tirou na Síria são extraordinárias e contam histórias de pessoas, humanizam a situação de guerra e ajudam as pessoas a entender a gravidade da situação e o impacto humanitário do conflito na Síria”, observou Iain Levine.

 

MOSTRA DE FOTOGRAFIA DE MARCELO CAMARGO DOS JOGOS MUNDIAIS INDÍGENAS

Novembro 3, 2015
Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os Jogos Mundiais Indígenas não foi só uma confraternização internacional entre povos indígenas através dos esportes próprios de suas culturas. Foi também, esteticamente, uma real exposição de imagens criadas pelos participantes. Imagens criadas não só pelas cenas das competições como também do público e das etnias que mostram os singulares traços artísticos de suas culturais.

Esse espetáculo estético em sua originalidade e singularidade só foi possível chegar ao público ausente do local da exposição étnica-esportiva-estética-cívica realizada em Palmas, através da sensibilidade e cognição do fotógrafo da Agencia Brasil, Marcelo Camargo que presenteou o acessante desse portal noticioso como sensibilizadoras imagens.

Por isso, como o Blog Esquizofia processa sempre o novo como forma variável que corta o que já se encontra estabelecido como estados de coisas definidos, decidiu, com respeito e consideração ao artista, publica algumas de suas reveladoras imagens sobre os Jogos Mundiais Indígenas.

Vamos ao espetáculo transcendente!

PALMAS - Feira livre de artesanato indígena na Arena dos Jogos Mundiais dos Povos Ingínenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

PALMAS – Feira livre de artesanato indígena na Arena dos Jogos Mundiais dos Povos Ingínenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Palmas(TO) -Arqueiro da etnia Karajá Xambioá, que venceu a disputa do arco e flecha. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) -Arqueiro da etnia Karajá Xambioá, que venceu a disputa do arco e flecha. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) - Arqueiro da etnia Karajá Xambioá, que venceu a disputa do arco e flecha. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) – Arqueiro da etnia Karajá Xambioá, que venceu a disputa do arco e flecha. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atleta Pataxó vence a prova de lançamento de lança nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Atleta Pataxó vence a prova de lançamento de lança nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atletas da etnia Gavião ficaram em segundo lugar na disputa do cabo de força. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Atletas da etnia Gavião ficaram em segundo lugar na disputa do cabo de força. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atletas indígenas em disputa do cabo de força. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Atletas indígenas em disputa do cabo de força. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) - Atletas da etnia Bakairi disputam a final do cabo de força contra os Bororo Boé. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) – Atletas da etnia Bakairi disputam a final do cabo de força contra os Bororo Boé. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atletas da etnia Bororo Boé disputam a final do cabo de força contra os Bakairi. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Atletas da etnia Bororo Boé disputam a final do cabo de força contra os Bakairi. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atleta Maori, da Nova Zelândia, cumprimenta indígena da etnia Gavião, do Brasil, após disputa final no cabo de força. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Atleta Maori, da Nova Zelândia, cumprimenta indígena da etnia Gavião, do Brasil, após disputa final no cabo de força. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atleta Pataxó vence a prova de lançamento de lança nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Atleta Pataxó vence a prova de lançamento de lança nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atletas da etnia Gavião ficaram em segundo lugar na disputa do cabo de força. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Atletas da etnia Gavião ficaram em segundo lugar na disputa do cabo de força. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA – AS AVENTURAS DE PIERRE VERGER

Outubro 6, 2015

7038_tn_fs_ab_baixaAté o dia 30 de dezembro o Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, São Paulo, estará apresentado ao público, principalmente ao público infantil, a exposição de fotografia As Aventuras de Pierre Verger. A exposição reúne obras artísticas-fotográficas do antropólogo, pesquisador e fotógrafo francês Pierre Verger.

A exposição é um documento das viagens realizadas por Pierre Verger pelo mundo, antes e depois que chegou ao Brasil, propriamente em Salvador, com 30 anos. Ele nasceu em 1902 e foi, corporalmente, até 1996. São obras artísticas-fotográficas em preto e branco que é a cor do mundo antes do homem o colorir com sua estrutura ótica-neuro-cerebral. E mais, obras antigas, o que muito atrai as crianças.

São 270 fotografias sendo que 50 vídeos que dialogam com outros documentos como quadros de Paul Gaughin e uma revista Aventuras de Tin-Tin. Tudo dividido em nove módulos: Paris, Viagens, Polinésia, Saara, China, Peru, África, Projeto e Educativo. A exposição mostra também 11 ilustrações de Bruno Marcello (Bua), artista baiano que retratou o fotógrafo em variados contextos.

“Pensamos mostrar um pouco o itinerário de Verger até ele chegar ao Brasil, depois de várias viagens que fez, focando um pouco nos assuntos que interessam também ao público infantil.

As criança se identificam muito nas fotografias de Pierre Verger, embora sejam em preto e branco e antigas. Mas ele era precursor porque sempre desejou conhecer outros mundos, viajar e descobrir outras culturas. E esse é um assunto que sempre interessa aos mais jovens o de ver outros horizontes.

Pegamos viagens atraentes para criança, por exemplo, uma viagem que ele fez à Polinésia onde, durante quatro meses, morou em uma ilha sem nada, assim como Robinson Crusoe. E é o sonho de muitas crianças viverem em uma ilha.

cultura afro-brasileira e passou a viver em Salvador, até a morte”, disse Alex Baradel, curadora da exposição.

 

 

AS FOTOGRAFIAS DE 25 FAMÍLIAS, REALIZADAS POR GUSTAVO GERMANO, QUE PERDERAM PARENTES PARA A DITADURA CONFIRMAM QUE O ESPAÇO NÃO É PERCEPTIVO

Agosto 26, 2015

images-cms-image-000452738Um dos estudos principais das especulações filosóficas e cientificas é o espaço. Muito mais que o tempo. Embora muitos filósofos e cientistas não os tenham separados. Há aqueles que não conseguiram estudar o espaço sem o tempo, visto que são duas condições imprescindíveis para a vida. Heidegger com seu O Ser e o Tempo. Ou Sartre com o seu O Ser e o Nada.

Por exemplo, na antiguidade a escola estoica se dedicou profundamente ao estudo do espaço, assim como a escola epicurista. Entretanto, apesar de ser objeto de estudos de todos os momentos da história, todavia, foi exatamente na modernidade que os temas tornaram-se mais presentes nos estudos filosóficos e científicos.

620_600x189_503193874_600x189 621_600x189_366979702_600x189 625_600x455_862482508_600x455Por que se afirma que o espaço é mais importante, como estudo, do que o tempo? Simples. Porque o tempo é construído pelo espaço. Mas é preciso observar: o espaço que se trata não é o espaço perceptivo, que é a representação resultante da experiência dos sentidos com a matéria exterior, como mostra o empirismo, porque ele em si mesmo não provoca o tempo. O espaço constrói o tempo por sua singularidade como devir. O espaço é o movimento que as pessoas e os objetos criam. São seus percursos.

A história de uma pessoa é a história de seus espaços construídos. Seus atos, suas práxis, seus enunciados, suas relações, seus afetos, são espaços. Quando uma pessoa amiga morre, nós não recordamos dela simplesmente por sua imagem, mas pelos espaços que ela construiu. Ou melhor: por onde ela passou. Na nossa lembrança esta pessoa encontra-se sempre em algum lugar. E como a construção desses espaços, decorrem das práxis da pessoa, essas práxis fundam o tempo. Todo espaço construído provoca a revelação-temporal. Por isso podemos dizer: Foi no dia tal.

631_600x291_122574618_600x291 632_600x453_168769947_600x453 633_600x187_501014432_600x187 634_600x393_687092792_600x393 635_600x189_183760825_600x189 660_600x189_769036533_600x189 661_600x187_313342235_600x187 662_600x428_916675810_600x428O criador da Psicanálise Freud, possibilitou, com sua consideração sobre o luto, o desdobramento do sentido da ausência de uma pessoa que morreu. Em um desses desdobramentos, outros psicanalistas, com seus estudos, vão mostrar o que realmente é o luto. O luto é a procura da pessoa que morreu onde ela não se encontra mais. Aí a grande angústia: encontra-se a imagem, mas sem espaço. É isso que desespera, porque  pessoa não tem mais práxis produtora de espaço. Aquilo que foi a revelação de sua história. E quando identificamos essa pessoa em espaços que ela construiu, aí o nosso sofrimento. A gente pode até imaginar a pessoa conversando com a gente, mas ela não se mostra espacializada. Sabe por quê? Porque ela não atua mais. Não cria espaços.

O fotografo Gustavo Germano, realizou uma criação fotográfica que clarifica melhor o que foi escrito aqui. Ele selecionou 25 fotografias de famílias que tiveram parentes mortos pela ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Nessas fotografias, que reportam ao tempo da ditadura, aparecem parentes, amigos, juntos com pessoas que foram mortas pela repressão. Então, ele resolveu fotografar os amigos e parentes dos mortos, nos mesmos lugares em que eles foram fotografados no passado. Os mortos estão ausentes perceptivamente, mas estão presentes, embora não especializados, já que o espaço é produção deles.

663_600x188_172054804_600x188 665_600x189_175472654_600x189 666_600x187_407993059_600x187 667_600x354_438910893_600x354 668_600x218_859587171_600x218 665_600x189_175472654_600x189 666_600x187_407993059_600x187 Vejam as fotos e comparem com fotos em que vocês observam pessoas já falecidas, mas que aparecem nas fotos. Bem diferente dos que desapareceram das fotos. Mas não termina aí o que mostra Gustavo Germano. Entre as fotos em que aparecem os que foram mortos e as fotos atuais em que eles não aparecem, surgem seus espaços de combatentes que nós não testemunhamos perceptivamente nas fotos.

669_600x197_967173743_600x197 670_600x428_495159629_600x428 672_600x196_353958320_600x196 673_600x165_265247629_600x165 674_600x194_147420516_600x194 675_600x445_524604456_600x445 679_600x194_131497381_600x194 680_600x437_112365875_600x437Na verdade, seus espaços construídos como lutadores pela liberdade.

A POSIÇÃO DOS LIVRES CONTRA A DISCRIMINAÇÃO DOS SINTOMAS DERMATOLÓGICOS ENCONTRA-SE A NA EXPOSIÇÃO “ALÉM DA PELE: A BELEZA DA ALMA E DA FAMÍLIA”

Agosto 14, 2015

c67788cc-e9a9-47e0-8185-d05c2159683aAté o dia 28, o Memorial da Inclusão em São Paulo estará apresentando a exposição Além da Pele: A Beleza da Alma e da Família. São fotografias que mostram imagens de crianças que sofrem alguns sintomas dermatológicos.

A promoção da exposição é da Associação Paulista de Medicina (APM) com trabalhos da médica e fotografa Régia Patriota. As fotografias apresentadas na exposição mostram crianças com alguns sintomas dermatológicas sendo acarinhadas por adultos ou outras crianças. São envolvimentos que afastam ou enfraquecem as atitudes discriminatórias que muitas pessoas praticam excluindo essas crianças dos convívios nas ruas, escolas e estabelecimentos públicos. E muitas vezes nas próprias famílias.

As fotografias apresentam os sintomas da psoríase, dermatite atópica, ictiose, entre outras que servem para criar um sentido humano-científico no público de que essas dermatologias não representam perigo às pessoas que se aproximam e relacionam com as crianças.

Régia Patriota fotografa desde o ano de 2011, depois que realizou o Curso de Fotografia na Panamericana Escola de Arte e Design. E foi impulsionada pelos estudos dermatológicos para a fotografia, pois pretendia realizar esse ensaio fotográfico. A exposição conta com o recurso da audiodescrição para os que têm alteração visual.

A médica fotógrafa já expôs na Pinacoteca da APM e no Centro Cultural da Juventude (CCJ) e no Conjunto Nacional, sempre causando no público sentido de alteridade diante das imagens expostas.  

Afinal de contas, como diz o filósofo Deleuze, a filosofia é uma questão dermatológica. É questão de superfície. É signo de pele.  

SÃO 75 FOTOS REALIZADAS ENTRE OS ANOS DE 1984 e 1993 QUE COMPÕEM A EXPOSIÇÃO “AMAZÔNIA OCUPADA” DE JOÃO PAULO FARKAS

Julho 25, 2015

image_largeO fotógrafo João Paulo Farkas, filho de pai também fotógrafo, o húngaro Thomas Farkas, realizou entre os anos de 1984 e 1993 nove viagens a região da Amazônia que lhes renderam mais 120 mil fotografias do mundo cobiçado internacionalmente pelo capital estrangeiros.

Parte desse acervo é resultado de suas primeiras viagens a convite de garimpeiros de ouro e cassiterita para compreender a vida que eles eram submetidos pela corrida do nobre metal. Ele então, impulsionado e envolvido com a realidade da região, passou a estudar e explorar outros territórios da Amazônia.

a9c209e5-5fe1-432c-9ae1-dd724aa7e24bDessa vivência ele escolheu 75 fotografias para compor sua Exposição Amazônia Ocupada que começou a se exibida ontem e vai até o dia 1° de setembro no Sesc Bom Retiro de terça a sexta-feira às 10h e às 20h30 com participação grátis.

Garimpeiro“Escolhi as imagens que me pareciam melhor contar aquela grande história da ocupação da Amazônia e passei a mostrar para alguns fotógrafos e amigos que eu respeito, como Edu Simões, a Cláudia Andujar e Milton Guran.

Também tem um gosto muito especial para mim o fato de que a Amazônia estava no radar fotográfico e cinematográfico do Thomas Farkas, meu pai, a quem eu devo boa parte de minha formação humanística e o amor pelo Brasil e pelo povo. Ele adoraria estar aqui para ver isto na parede.

Aprendi que a aventura humana é sempre rica em histórias e é preciso dar voz para aqueles que fazem a história todos os dias e não apenas aos grandes fatos e grandes personagens. O brasileiro anônimo nos confins da Amazônia tem muito a nos contar sobre os destinos da região”, observou João Paulo Farkas.

FOTÓGRAFO JIMMY NELSON E AS IMAGENS MUITO ALÉM DA ANTROPOLOGIA E DOS OLHOS PÉTREOS

Julho 9, 2015

get_img (1)Jimmy Nelson é um artista que não responde as certezas apresentadas pela antropologia aos povos estudados. Com sua câmara e seus olhos deslocados, ou como poderia dizer o filósofo-psiquiatra, Guattari, olhos transversais ele faz desaparecer a visibilidade estruturada das pessoas. Sua arte chega as evanescências, ao movente, que os rostos escapam das rostidade inscritas pela sociedade com seus enunciados e suas subjetividades definidoras.

get_img (2) get_img (3)Cada rosto é um além do visível que pretendem afirmar os olhos capturados. Olhos que projetam, por antecipação, o que ainda não foi visto e que permanecerá sem ser visto, posto que toda antecipação de imagens-passadas nega o ser a ser vivenciado. Jimmy Nelson ‘desconfigura’ os rostos para permitir que os que querem os olhos para não olhar olhem e saltem a outra dimensão do visível. É quase como se ele nos perguntasse: Para que vocês querem os olhos?

get_img (4) get_imgEntão, tentemos olhar! Olhemos, já que os olhos não são só para confirmar o social que os poderes nos permitiram olhar. É preciso afirmar os olhos. Ir muito além de sua domesticação. O filósofo Nietzsche, diz, para mostrar que muitas pessoas não olham, que a maioria das pessoas viu uma única árvore, mas acredita que viu toda a floresta mesmo estando diante da floresta.

Pois olhemos! Olhemos as fotos e o vídeo! Rostos do mundo em cada mundo de cada homem e mulher.