Archive for the ‘Mostra de cinema’ Category

10ª MOSTRA MUNDO ÁRABE DE CINEMA

Agosto 17, 2015

image_largeAté o mês de setembro o público cinéfilo poderá experimentar a estética cinematográfica árabe. Trata-se da Mostra Mundo Árabe de Cinema. Serão projetados 30 filmes e mais outras expressões artísticas realizadas pelo Instituto de Cultura Árabe ICArabe), Cine-Cesc, Cesc-ES Centro Cultural Banco do Brasil (SP e BH) e prefeitura de São Paulo. A mostra também terá debates com Alaa Karkouti e Maher Diab.

“É importante disseminar a cultura e o talento árabe, aproximando as diferentes interpretações do mundo.

Existe tanta especulação sobre o mundo árabe, mas como é a produção lá? Um instituto que pretende proporcionar a reflexão do mundo árabe ficaria artificial se não houvesse a participação da rica produção palestina.

Jovens diretores de todo mundo, percorrem os países árabes buscando entender os acontecidos. Nesta edição, por exemplo, tem um filme produzido por jovens brasileiros e outro por portugueses com a temática da primavera árabe.

As chamadas primaveras árabes impactaram em duas dimensões. A primeira é a estética, expressa nos filmes, grafites, músicas e poesias. A segunda, a questão do sujeito com a câmara na mão como sua única defesa.

Por fim, chamo a atenção do indivíduo empoderado de uma geração que se viu pela primeira vez envolvido em uma disputa política”, comentou Geraldo Adriano Campos, professor e curador da mostra.

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ESCOLHIDOS OS 18 FILMES QUE VÃO PARTICIPAR DA 48° EDIÇÃO DO FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO

Julho 28, 2015

festival-cinema-brasilia-candangoEntre os dias 15 e 22 de setembro estará ocorrendo a 48° Edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, sendo que entre os dias 16 e 21 ocorrerá a mostra competitiva, no Cine Brasília.

Com o objetivo de participar do festival foram inscritos 130 longas-metragens, 221 médias-metragens e 237 curtas-metragens. Ontem, a coordenação do festival divulgou os nomes dos 18 filmes que foram classificados e que vão disputar os prêmios de R$ 340 mil.

Nome dos filmes na categoria longa-metragem: A Família Dionti, de Alan Minas; Big Jato, de Cláudio Assis; Fome, Cristiano Burlan; Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba; Prova de Coragem, de Roberto Gervitz; e Santoro – O Homem e Sua Música, de John Szerman.

Categorias média e curta metragens: A Outra Margem, de Natália Tereza; À Parte do Inferno, de Raul Artuso; Afonso é Uma Brazza, de Naji Sidki e James Gama; Cidade Nova, de Diego Hoefel; Command Action, de João Paulo Miranda; Copyleft, de Rodrigo Carneiro; História de Uma Pena, de Leonardo Mouramateus; O Corpo, de Lucas Casseles; O Sinaleiro, de Daniel Augusto; Quintal, de André Novais; Rapsódia Para o Homem Negro, de Gabriel Martins; e Tarântula, de Aly Muritiba e Marja Calafange.

O cinema é a estética dos cristais-tempo, diz o filósofo Deleuze. E como as imagens são os resultados do movimento como tempo-novo, só há cinema quando as imagens se mostram como singular. Ou seja, como primeira vez. Daí a importância de participar do festival para perceber o quanto os diretores criaram novas imagens com suas obras.

EXPOSIÇÃO TRUFFAUT – UM CINEASTA APAIXONADO

Julho 15, 2015

fotos_documentos_de_francois_triffautAté o dia 18 de outubro o público terá oportunidade de vivenciara no Museu da Imagem do Som, em São Paulo, 660 itens que compõem o desenrolar da estética cinematográfica de um dos mais aplaudidos cineasta do cinema francês e um dos mais célebres do mundo: Truffaut. Um dos fundadores da criativa e combativa, nouvelle vague.

fotos_documentos_de_francois_triffaut_1A mostra que reúne filmes conhecido, filmes inéditos, fotos, objetos pessoais, livros, revistas, croqui de figurinos, ensaios de atores e atrizes, correspondências, manuscritos, cadernos, entre outros objetos, foi produzida pela Cinemateca Francesa.

thumbO público poderá vivenciar a diferença entre a mostra realizada na França e a realizada no Brasil. A mostra do Museu da Imagem e Som apresentará a história de Truffaut através de sua continua relação com o cinema. Já na mostra da França Truffaut tem sua obra e vida apresentado de forma cronológica.

truffaut01_0Ainda na mostra serão ministrados três cursos, nos meses de agosto e setembro, que mostrarão os aspectos da obra do cinegrafista francês. Ocorrerão cinco encontros em que o crítico e professore Sérgio Rizzo vai mostrar os momentos mais importantes da carreira de Truffaut. Já o compositor Tony Berchmans, em três aulas, analisará a importância das composições na obra do cinegrafista O Último Metrô. Por seu lado, o professor Pedro Maciel Guimarães vai dissertar sobre a relação de Truffaut com seus atores e atrizes.  

Só não vai quem não pode ir, quem não gosta de cinema ou quem não gosta de Truffaut. As duas últimas condições são de lamentar. Não gostar de cinema e não gostar de Truffaut.

Para o bem do cinema tem aqueles que dizem: Se tru ffaut eu vou!

25º CINE CEARÁ-FESTIVAL IBERO-AMERICANO DE CINEMA COMEÇA HOJE

Junho 18, 2015

o_clube80397Criado no ano de 1991 com o nome Vídeo-Mostra Fortaleza e atualmente com o caráter internacional de festival ibero-americano, começa hoje, dia 18, e vai até o dia 24, o 25º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema. Serão 60 filmes entre longas-metragens e curtas-metragens com direito a estreias nacionais e internacionais e homenagem ao cinema espanhol. E com entrada gratuita.

A abertura do festival fica por conta do premiadíssimo, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim, O Clube, do cinegrafista chileno Pablo Larraín. Durante o festival os filmes que farão suas pré-estreias e concorrerão ao Troféu Mucuripe são: Real Beleza, de Jorge Furtado; Cordilheira do Mar, de Genetom Moraes Neto, brasileiros, Cavalos Dinheiro, do cinegrafista português Pedro Costa; e Obra do Século, do cubano Carlos Machado Quintela, realizado com coprodução alemã, argentina e suíça.

As produções regionais do cinema cearense serão exibidas nas mostras Olhar do Ceará, quando serão exibidas, 13 curtas-metragens. Já na Melhor Idade será exibido Cine Holliúdy, do cinegrafista cearense Halder Gomes, um verdadeiro campeão de audiência.

Captura-de-Tela-2015-06-16-as-10.01.27-698x370O festival não se constitui apenas de exibições de filmes, mas também da promoção de debates sobre temas pertinentes ao evento como o Seminário Mercado Audiovisual Cearense (MAC), financiamento e distribuição de produções.

“A primeira edição do evento, em 1991, ainda se chamava Vídeo-Mostra Fortaleza. Nessa época existiam três, quatro ou cinco festivais no país. Hoje nós temos mais de 200 eventos audiovisuais e o Cine Ceará é um dos principais ao lado de Brasília, Gramado e São Paulo.

O festival sempre incentivou o tripé produção-formação-difusão. Os festivais, e em especial o Cine Ceará, são pontos de encontro para o desenvolvimento de projetos, onde você articula coproduções. Essa é uma ideia que a gente incentiva”, observou Wolney Oliveira, diretor do festival.

8° ENCONTRO DE CINEMA NEGRO ZÓZIMO BULBUL – BRASIL, ÁFRICA E CARIBE

Maio 29, 2015

encontro179626O 8° Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe que teve sua abertura no dia 27 e vai ser exibido até o dia 4 de junho, tem como objetivo a troca de experiência de diversos cineastas de outras localidades e resgatar a presença do negro no cinema nacional e internacional.

Durante esse período serão apresentadas várias obras cinematografias com a temática da cultura negra em sua total abrangência. São cinemas que não se reduzem apenas a mostrar o preconceito e as discriminações que sofre o negro, mas também mostrar seu princípio ontológico de ser em sua negritude. Negritude como dimensão política do negro em sua liberdade e identidade. 

A abertura do encontro que ocorreu no Cine Odeon, teve como exibição o filme do guineense Cheick Fantamady Camara, Morbayassa.

De acordo com Joel Zito Araújo, curador do encontro, os negros devem se prepara para o diálogo com o Brasil inteiro e não entre eles nos “guetos” do movimento negro.

“Existe uma naturalidade das narrativas, como se o ser humano fosse naturalmente branco e o negro ou o índio a exceção. Há muita história para contra, não só da população negra, mas da representação do Brasil como um país da diversidade racial. Não queremos ficar no gueto nem ficar falando para o gueto.

A temática negra não é só a discussão do racismo, envolve também aspectos da cultura negra. É um olhar do negro sobre o mundo, sobre a sua contemporaneidade.

Hoje, efetivamente, há uma nova geração de participantes negros: no Rio o pessoal do Nós do Morro e do Cufa, na Bahia há um núcleo negro importante; em São Paulo também. Estamos em um novo momento no Brasil.

O negro deixou de ter vergonha de ser negro e começou a dizer: queremos mostrar o nosso ponto de vista sobre a realidade, os nossos sonhos, os nossos desejos, as nossas angústias, as nossas vergonhas, as nossas alegrias”, analisou Zito Aráujo.

Participando do encontro, a escritora Ana Maria Gonçalves, disse que as formas de expressões artísticas culturais dos negros é muito singular.

“O universo que a gente retrata ao contar histórias, ao escrever, ao fazer cinema, ou seja o que for, é um universo muito próprio nosso, de nossas experiências pessoas e até experiências externas.

Acho que a importância em se ter mais negros em posição de escolha, do que contar e como contar, permitirá que eles contem histórias próprias, de experiências, que não têm sido contadas pelo mercado branco elitizado.

Por anos, a oralidade do negro não foi considerada literatura, e, em muitos lugares, ainda não é. Talvez o cinema realize essa nossa luta de escritores negros para que a oralidade seja considerada literatura”, observou Ana Gonçalves. 

Também participando do encontro, o escritor e roteiristas Paulo Lins, disse que o negro agora se define como um ser que está fazendo cinema.

“O pessoal negro está fazendo cinema. Antes não fazia. Só quem fazia era branco. O negro está ganhando espaço, está produzindo, usando novas tecnologias, fazendo videoclipe, botando no Youtuby”, disse Paulo Lins.

As sessões cinematográficas também poderão ser assistidas na Biblioteca Parque e no Museu de Arte do Rio. E o que também é bom: gratuitamente.

Quem necessitar de arte e pretender vivenciar novas formas visuais, auditivas e cognitivas, é o momento! É preciso fazer os sentidos e a cognição ultrapassarem o que já se encontra estabelecido como realidade-imutável e necessária como dogmática da vida

FRANÇA FICA COM PALMA DE OURO NO FESTIVAL DE CANNES

Maio 25, 2015

17417778O Festival de Cinema em Cannes, deste ano, mostrou maturidade como nos velhos e bons tempos do festival quando a Palma de Ouro, prêmio mais importante do festival, era indicada para o cinema e não para simplesmente filmes, como vinha ocorrendo nos últimos anos, onde até filmes, notadamente, hollywoodianos forma premiado.

O que historicamente caracterizou o festival de Cannes e o tonou um dos mais importantes do mundo cinematográfico, que experimentava novas formas do olhar, foram suas indicações baseadas no novo, no sensível e no inteligente. Goddard, Antonioni, entre outros cineastas revolucionários dos sentidos e da cognição são apenas alguns dos que mostraram sua estética-cinema engajada politicamente.

Este ano a Palma de Ouro foi para um cinema cujo conteúdo e forma mostra o corpo político. Trata-se de Dheepan, do cinegrafista Jacques Audiard. A história é simples, mas é cinema. Conta os percursos tortuosos que um ex-guerrilheiro do Sri Lanka se envolve, como imigrante, ao tentar entrar na França.

O Dheenp também ganhou os prêmios de melhor atriz com a francesa Emmanuelle Bercot e o ator, também francês, Vincent Lindon. O prêmio do Júri ficou com The Lobster. Entretanto, o prêmio de melhor diretor ficou com o taiwanês Hou Hsiao Hsien pelo filme A Assassina. Já o diretor húngaro László Nemes ficou com o Grande Prêmio do Júri, pelo cinema O Filho de Saul.O prêmio de melhor diretor estreante ficou com La Tierra y La Sombra, produção colombiana que contou com parceria brasileira.

5° FESTIVAL INTERNACIONAL PEQUENO CINEASTA TEM INCRIÇÕES ABERTAS

Maio 19, 2015

pequeno-cineasta-logo-170515Até o dia 30 de junho as crianças e adolescentes do Brasil e de outros países, entre 8 e 17 anos de idade, que pretenderam participar do 5° Festival Internacional do Pequeno Cineasta que será realizado entre os 2 e 6 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, poderão efetuar suas inscrições.

Para participar do festival o infanto-juvenil cineasta tem que produzir um curta-metragem de no mínimo um minutou ou no máximo dez minutos. Os temas deverão seguir a ficção, animação, documentário, ou cinema experimental. A escolha da obra ficará a critério de um júri composto por dez pequenos cineastas de algumas regiões do estado. O público também poderá escolher o filme que lhe aprouver.

O festival que teve início no ano de 2010, e reúne mais de 14 países, já exibiu mais de 400 filmes cujo total de participantes atingiu, até o momento das últimas edições, 5 mil cineastas infanto-juvenil. Em razão de seu sucesso junto ao público cinéfilo, há, por parte dos realizadores do festival, intenção de leva-lo para outros estados.

“A gente faz uma cabine fechada para mostrar  para eles os filmes e convida sempre alguém do mercado de cinema para mediar o debate no júri, para depois eles votarem os melhores.

Eles amam muito. Todos os meus alunos são apaixonados por cinema. A linguagem hoje é a do audiovisual.

Os professores não estão preparados, as escolas ainda não se atualizaram para o ensino da linguagem audiovisual”, observou  a idealizadora do festival, Daniela Gracindo.

VAI UM CINEMINHA AÍ?! Ilha das Flores

Maio 3, 2015

RETROSPECTIVA CINEMA NOVO NA CINEMATECA BRASILEIRA

Maio 1, 2015

f46d28ad-19ce-484f-a2c4-f036ebab8138A História do Cinema no Brasil tem uma singularidade que passou a se mostrar nas décadas de 60 e 70, embora com encadeamentos da década de 50, é o chamado Cinema Novo que apresenta como temática principal fatos da vida brasileira. A vida brasileira urbana e rural. Nele são refletidas questões manifestadas nas classes burguesas e nas áreas rural. Sua originalidade encontra-se, também, no fato de ter se libertado da influência europeia e, principalmente, do modelo norte-americano-hollywoodiano.

O Cinema Novo revelou personagens de talentos inigualáveis como Nelson Pereira dos Santos, Rio 40 Graus; Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol; Sérgio Ricardo, Esse Mundo é Meu; Augusto Dahl, O Bravo Guerreiro; Ruy Guerra, Os Fuzis; Roberto Pires, Tocaia no Asfalto; Roberto Santos, O Grande Momento; Paulo César Saraceni, O Desafio; Joaquim Pedro de Andrade; O Padre e a Moça; Leon Hirszman, São Bernardo; Caca Diegues, Ganga Zumba; Flávio Rangel, Presidente dos Valentes; e outros insignes realizadores.

Pois serão 53 obras-cinematográficas revolucionárias da História do Cinema no Brasil destes mestres da realização sensorial e intelectiva que muda as percepções e perspectivas do cinéfilo que a Cinemateca Brasileira estará exibindo em sua Retrospectiva Cinema Novo entre os dias até 15 de junho.

A retrospectiva não vai se resumir apenas na exibição dos filmes. Vai também mostrar material usados nas produções cinematográficas, documentos, fotos, depoimentos, cartazes, materiais publicados pela imprensa, roteiros, desenhos, maquetes, livros, cartas, textos e anotações dos diretores.

10° ENCONTROS DO CINEMA BRASILEIRO TÊM INSCRIÇÕES ABRTAS

Abril 10, 2015

8613577419_b14027886f_oA Agencia Nacional de Cinema (Ancine) abriu as inscrições para a participação da primeira parte do 10° Encontros de Cinema Brasileiro. As inscrições ficaram abertas, aos interessados, até o dia 26 de março. O evento cinematográfico tem como objetivo tornar mais visível o cinema brasileiro no mundo internacional, e conta com a produção, além da Ancine, do Ministério das Relações Exteriores.

Entre os dias 8 e 10 de maio, Violeta Brava, curadora para a América Latina do Festival de Veneza, estará em São Paulo para selecionar 12 longas-metragens. As sessões serão exclusivas no Museu da Imagem e do Som.

A segunda etapa do evento terá suas inscrições abertas no início do mês de maio. Desta vez, no Rio de Janeiro, representantes dos festivais de Toronto, Locarno e San Sebastian, chegarão entre os dias 3 e 6 de julho.

As regras para as inscrições dos filmes de longa-metragem são que os eles sejam inéditos fora do Brasil ou que ainda estejam em fase de finalização e obras que têm corte provisório capaz de ser projetado em formato digital.

O formulário de inscrição encontra-se no portal da Ancine. Também é preciso indicar link disponível para visualização um teaser ou trailer do filme com legendas em inglês e duração entre dois a cinco minutos.