Archive for the ‘Balé’ Category

O DEVIR-CRIANÇA-DIONISÍACO: “A BANDINHA DO OUTRO LADO”

Fevereiro 17, 2015

DSC02924Como já do conhecimento dos acessantes dos blogs Esquizofia e do Afinsophia, a Associação Filosofia Itinerante (Afin) é uma cartografia de desejos que trabalha com a inteligência coletiva produzindo novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar sem qualquer objetivo financeiro.

DSC02816 DSC02819 DSC02837 DSC02841 DSC02848Uma produção comunalidade de novos saberes para que se traduzam em novos dizeres transformadores construtores de singulares existências ontológicas. E que para essa atualização-virtual – virtual no sentido de potência do real – ocorra ela atualiza alguns vetores como o Kinemazófico, a bibliosofia, o teatrosófico, esquizosom, entre outros que se apresentam como expressão do devir-criança, já que a Afin é engajada na estética poiéticas-praxis das crianças e dos adolescentes.

DSC02871 DSC02875 DSC02893 DSC02900 DSC02902 DSC02906 DSC02911 DSC02914Assim, já há sete anos ela atualiza o carnaval infantil exibido-ludicamente como a Bandinha do Outro Lado. Uma manifestação em que o devir-criança-dionisíaco se movimenta criativamente. Uma festa inspirada e conduzida pelas próprias crianças.

DSC02847 DSC02937 DSC02938 DSC02939 DSC02942 DSC02950 DSC02951 DSC02955Como a Afin movimenta suas produções por vários bairros de Manaus, a Bandinha do Outro Lado nasceu por criação das crianças do Kinemazófico que é projetado todo domingo no Bairro Novo Aleixo, um dos territórios mais carente de políticas públicas de Manaus que se não fossem os programas sociais do governo federal seria muito pior.

DSC02961 DSC02974 DSC02983 DSC02991 DSC02992 DSC02997 DSC02998Entretanto, nessa folia-dionisíaca desse ano, a Bandinha do Outro Lado fez uma experiência do outro lado da cidade: no Bairro Nova Cidade. Outro território abandonado pelo poder público. Ela aproveitou a alegria das crianças da capoeirasofia, que atuam no Pórtico das Artes da Afin, e atualizou seu carnaval onde as próprias crianças tocaram os instrumentos musicais em parceria com os afinados Alci Madureira, Miguel Filho no vocal e Marcos José no cavaco. Mas quem dominou e esbanjou vivacidade e criatividade foram mesmo as majestades da festa: as crianças.

Valeu, Dionisiozinho!

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“MADE IN BRAZIL” – VEJA ESSE FILME COM O BAILARINO DOUGLAS, DG, ASSASSINADO NA FAVELA E REFLITA SOBRA UMA MORTE A PRIORI

Abril 24, 2014

Em 2013, Douglas Rafael da Silva Pereira, dançarino, foi protagonista desse curta, Made In Brasil com a direção de Wanderson Chan. O objetivo era só mostrar “os nossos problemas sociais em paralelo com a euforia da Copa”, disse o diretor.

Na segunda-feira ele foi assassinado na Favela Pavão-Pavãozinho, segundo o laudo da perícia. Sua mãe, Maria de Fátima, afirmou, depois de examinar o corpo do filho, que ele fora torturado antes de ser assassinado. Há acusações que Douglas foi assassinado por policiais. O secretário de Segurança do Rio de Janeiro não descarta a possibilidade.

Vejam o filme perscrutem sobre se há possibilidade de uma morte a priori. Ainda mais a morte de um jovem. O senso comum diz que só se morre na hora, mas será possível morte a priori? Vejam o filme e tentem responder.

 

Mostra Cooperifa apresenta produção artística da periferia de São Paulo

Outubro 22, 2013

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A cultura e a arte está e vem de todos os cantos. A produção artística libertária sai e sempre está presente nas periferias. É por isto que até o próximo domingo (27) está rolando a sexta edição da Mostra Cultural da Cooperifa que oxigeniza as paradas periférica em espaços públicos, como praças, escolas e o Centro Educacional Unificado (CEU).

Diversas linguagens entremeiam as comunidades da zona sul paulistana trazendo dança, música, teatro e cinema. Na música as atrações envolvem gente como o paraibano “respeitem seus cabelos, brancos” Chico César, Edi Rock, e o rapper Mano Brown.

Organizada por um dos criadores do Sarau da Cooperifa (da própria instituição) e gestor cultural das periferias, o poeta Sérgio Vaz, no evento  “A ideia é trazer o artista para a periferia, apresentá-lo e apresentar a periferia para os artistas. A gente faz essa troca(…)”Após 12 anos de trabalho, percebemos mudanças radicais na comunidade e isso cria um ambiente de efervescência cultural. O Cinema na Laje, a gente faz às segundas, a cada 15 dias, sempre com um documentário e também convidando atores, diretores para um bate-papo sobre o filme. A pipoca é grátis”, explica Vaz.

Hoje às 14 horas o Balé Capão Cidadão, do Capão Redondo, se apresenta no CEU Casa Blanca. O sarau da Cooperifa, que sempre ocorre no Bar do Zé Batidão no Jardim Guarujá, no dia 23 deve reunir pelo menos o dobro do público de todas as quartas-feiras, segundo estimativa da organização nesta celebração de 12 anos de atividade: “São cerca de 500 a 800 pessoas nesse dia. Chamamos de Sarau Monstro. Vêm as pessoas da comunidade, mas também de vários coletivos da cidade e até do Brasil”. Os microfones estarão abertos para todo o público recitar versos próprios, de poetas conhecidos ou cantores famosos.

Na quinta (24) a partir das 19 horas vai rolar o som do engajado Fino do Rap e Tati Botelho enqunato na sexta (25) às 20 horas o coletivo negro traz o teatro em “Movimento Número 1: O Silêncio de Depois…”. No domingo além das atrações musicais rola o Grupo de capoeira Angola Irmãos Guerreiros.

A programação completa pode ser conferida na página oficial da mostra no Facebook MostraCulturalDaCooperifa.

Theatro Municipal do Rio encena versão para balé de Carmina Burana, inédita no Brasil

Agosto 23, 2013

da Agência Brasil

A versão para o balé da cantata Carmina Burana, uma das mais conhecidas obras sinfônicas com coral do século 20, chega pela primeira vez ao Brasil, no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A estreia ocorre hoje (22), às 20h, e a temporada vai até o próximo dia 31, com mais seis apresentações. Composta em 1937 pelo alemão Carl Orff, a obra ganhou coreografia do argentino Mauricio Wainrot e terá como solistas Cecília Kerche, Cláudia Mota, Márcia Jaqueline e Francisco Timbó, primeiros bailarinos do Balé do Theatro Municipal.

Cantada em francês antigo, alemão medieval e latim, Carmina Burana é baseada em textos poéticos do século 13, pertencentes a um manuscrito encontrado em 1803 no convento de Benediktbeuern, na Baviera, Alemanha. Além de compor, Orff fêz o arranjo para orquestra e coro, estruturando a obra em um prólogo e três partes, que exaltam, respectivamente, a deusa Fortuna, o encontro do homem com a natureza, o vinho e o amor. Ao final, repete-se o coro de invocação à Fortuna.

De acordo com o coreógrafo Mauricio Wainrot, o balé segue a mesma estrutura, mantendo as seções em que a música de Orff é dividida. “Em cada parte o corpo de baile tem muito a dizer e a dançar, como também há diferentes solistas principais e solos importantes. Carmina Burana é uma obra coreográfica para uma companhia de balé inteira”, disse.

A coreografia foi criada para o Royal Ballet de Flandres, na Bélgica, e hoje integra o repertório de companhias da França, do Canadá, dos Estados Unidos, da Turquia e Argentina. No Theatro Municipal do Rio, Carmina Burana envolve, além do balé, os demais corpos artísticos da casa: o coro e a orquestra sinfônica, regidos pelo maestro convidado Abel Rocha.

Para a presidenta da Fundação Theatro Municipal, Carla Camurati, “este trabalho proporciona aos nossos bailarinos a chance de mostrar seus talentos em coreografias contemporâneas, junto com solistas e cantores de nosso coro e os músicos de nossa orquestra”. Os solistas são Lina Mendes (soprano), Sebastião Câmara (tenor) e Homero Velho (baixo) e o espetáculo também tem a participação do coral infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além de Carmina Burana, mais duas coreografias de Mauricio Wainrot completam o programa. Chopin nº 1 é baseada no Concerto nº 1 para Piano e Orquestra, de Frederic Chopin, e Ecos, elaborado sobre a música Adágio para Cordas, de Samuel Barber.

Uma hora e meia antes de cada apresentação, o Theatro Municipal promoverá mais uma edição do projeto Falando de Balé. Trata-se de palestras sobre o espetáculo, a cargo do maestro assistente da orquestra sinfônica do teatro, Tobias Volkmann. A entrada é franca, mediante apresentação do ingresso para Carmina Burana.