Archive for the ‘Festa’ Category

12 ANOS DO SARAU DA COOPERIFA: ARTE PERI(FÉ)RICA EM FESTA

Janeiro 17, 2014

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Um brinde ao ano esquizo que é um possível

Dezembro 31, 2013

479942_427683563970786_432438515_nUm brinde dos garotos propaganda que não querem “spoil the party”: Os Beatles brindam.

DEVIR-CRIANÇA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Novembro 26, 2013

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Em seu processual de produção coletiva de enunciados agenciadores de novas formas sentir, ver, ouvir e pensar a Associação Filosofia Itinerante (Afin) tem se movimentado em encadeamentos heterogênicos de conteúdos e expressões que pretendem uma nova forma de existir. Uma produção de novos saberes e novos dizeres. Sendo assim, a Afin – que se encontra em contínuo movimento produtivo com dizeres e saberes de múltiplos territórios -, aproveitou a sua sessão dominical de cinema para criança – que já se encontra em seu quinto ano, Kinemasófico, no Bairro Novo Aleixo, Zona Leste – o território mais pobre e abandonado pelos governos -, apara realização do Devir-Criança Consciência Negra.

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Durante a noite de domingo, dia 24, as crianças foram, como sempre, as produtoras da festa. Foram exibidos alguns curtas com o tema negritude, o ser ontológico do negro, que permeou as comemorações da Consciência Negra durante a semana que passou. Embora seja um tema contínuo para novas formas de existir. As crianças no fim de cada exibição comentavam o conteúdo e manifestavam suas ideias. Depois das exibições dos curtas, as crianças passaram a usar recursos artísticos pessoais para expressarem suas relações com o tema, como a capoeira, a música, a poesia, a dança, as brincadeiras coletivas mostrando a subjugação dos negros pela força imperiosa dos brancos. Como foi a teatralização da fuga de alguns negros de uma fazenda. Nessa teatralização serviu de música incidental o trecho musical “Trabalha, trabalha negro. Trabalha, trabalha negro. O negro está cansado de tanto trabalhar…”

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O que chamou muito a atenção foi o depoimento de crianças que afirmaram sofrer discriminação cotidianamente. Essas crianças afirmaram que são discriminadas nas ruas onde moram, na escola, e nos locais onde têm que ir algumas vezes, como nos comércios. Explicado para elas que a discriminação racial é crime, e que uma pessoa discriminada pode processar o discriminador, a criança Kailane, disse que ela ia processar todo dia muitas pessoas. Elas ficaram também contentes em saber que existe um ministério de Política para Igualdade Racial, criada no governo Lula. Foi fácil para elas entenderem a importância desse ministério, porque elas fazem parte do programa de transferência de renda o Bolsa Família. Compreendendo o objetivo do Bolsa Família, como política que visa diminuir a desigualdade social, o ministério de Política para Igualdade Racial, também tem esse objetivo. Elas apresentaram um saber por similitude.  

Durante as brincadeiras elas foram homenageadas com troféu Valeu, Zumbi!, criado por elas mesmas sob a coordenação do afinado filósofo, artista plástico e escritor, Marcos Nei. No fim, antes do fim, como manda a verdade biológica, elas encararam o mata-broca africano da cocada, passando pelo aluá, o vatapá, entre outras iguarias da culinária negra.

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Foi uma festa na potência libertária de Zumbi, Ganga Zumba e outros. Uma festa tão profundamente negra que no meio das comemorações, baixou a comunidade negritude em forma celestial: faltou energia elétrica e a noite se mostrou em sua negritude total. Depois de dessa revelação-negra-natural, a energia se fez presente. Logicamente mais energizada. 

Valeu, Zumbi!

AFIN PRODUZ FESTA JUNINA INTEMPESTIVA

Agosto 8, 2013

CIMG5268A Afin, por sua itinerância, transpassa o tempo cronos e produz suas atividades intempestivamente, ou seja, sem se preocupar com a limitação temporal imposta desde a eras mais longínquas. Desta forma no último domingo realizamos uma festa junina que reuniu os jovens e as crianças do Novo Aleixo com o som do verdadeiro forró junino com canções de Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Marinês, Gonzagão e muitos outros.

Antes da festança começar os fogos e foguetinhos foram lançados ao céu anunciando por todos os arredores a festança a ser realizada. Com muita animação rolou a tradicional quadrilha, que envolveu todos neste festejo parajunino.

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E como toda boa quadrilha houve caracol, túnel, passeio na roça, dança dos namorados, anarriê e muitas outras brincadeiras que envolveram os participantes.

Houve também o tradicional casório do arraial onde duas crianças pequenas foram escolhidas o noivo e a noiva da festança. Como o padre na hora largou a batina para entrar na dança todos os presentes foram os legitimizadores do casamento.

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Após a quadrilha houve uma série de atividades envolvendo as crianças como a dança do tortinho, onde as crianças tinham que dançar de maneira sinuosa e a dança do saci, onde cada um tinha que dançar em uma só perna.

Depois de tanta dançaria, as crianças participaram do sorteio junino. Desta vez o sorteio não envolveu a pescaria, e sim um número que foi entregue para cada criança e que correspondia a um presente junino. Dentre os brindes haviam kits de higiene infantil como sabonete, xampu, livros infantis, sandálias, cuecas novas, brincos, pulseiras, enfeites para o cabelo etc.

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CIMG5340E como todo fim de festa tem que terminar bem a Afin preparou um banquete digno dos quitutes juninos com arroz com frango e vatapá, mingau de banana, bolo de chocolate, paçoca de amendoim.

Depois sobrou muitas lembranças de mais uma festança arretada que fica na história afinada de cada criança e que continuará na próxima comemoração junina. E Viva Santo Antônio, São Pedro e São João!

Festa do Divino de Paraty agora é Patrimônio Cultural Brasileiro

Abril 5, 2013

da Agência Brasil

Festa do Divino de Paraty  coroação

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou hoje (3) o registro da Festa do Divino Espírito Santo de Paraty, no Rio de Janeiro, como Patrimônio Cultural Brasileiro. A celebração é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa. Em Paraty, é uma celebração que faz parte do cotidiano dos moradores.

Segundo a presidenta do Iphan, Jurema Machado, o registro de bens imateriais tem características diferentes do tombamento. “As manifestações culturais  mudam ao longo do tempo e isso não significa que elas percam o valor. O registro não significa uma tentativa de mantê-las intactas, mas fazer com que elas continuem existindo”. O reconhecimento deve, segundo a presidenta, dar maior visibilidade à celebração. Festa do Divino de Paraty  Rio de Janeiro ImperadorAcrescentou que o Iphan será um parceiro na busca de apoio material para a realização da celebração.

A Festa do Divino é realizada todos os anos. Inicia-se no domingo de Páscoa. As manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, considerado o principal dia da festa.

Festa do Divino de Paraty Rio de Janeiro enfeites

lançamento do livro «Esmerilando… Mundividências

Março 14, 2013

A Cordão de Leitura e o autor Duarte Klut convidam-no(a)

para o lançamento do livro «Esmerilando… Mundividências»

no sábado, dia 16, às 15:30, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto.

 

 

A apresentação da obra vai estar a cargo de José Pinto Leite e José Soares Martins

 

 

 

 

 

 

 

Não falte!

 

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Maria José Veiga

914 960 333

 

Isabel Damião

964 037 121

 

Descrição: C:\Users\MJV\Cordão de Leitura\Logotipo\Logotipo da CDL.jpg

Cordão de Leitura, Unipessoal, Lda

Pr. General Humberto Delgado, 267, 6º, s/9 – 4000-288 Porto

Tel: +351 222 081 074 – Tlm: +351 914 960 333/964 037 121

E-mail:

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editorial@cordaodeleitura.pt

Site:

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Dia da poesia é celebrado hoje na criação da vida

Março 14, 2013

BANDINHA DO OUTRO LADO 2013 NA PRODUÇÃO DO CARNAVAL DIONIZÍACO

Fevereiro 15, 2013

BANDINHA DO OUTRO LADO 2013

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CRIANÇA É ALEGRIA

Composição: Crianças do Novo Aleixo

Que alegria é essa
Que alegria é essa
Que alegria é essa

É a bandinha do outro lado
Em plena rua
Festa da criança
Onde ninguém pode ficar fora da dança


A bandinha do outro lado é o puro carnaval
Onde a criança mostra o quanto é genial

Por isso não fique aí,
Por isso não fique aí,
Pois a bandinha quer você brincando aqui (2X)

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Neste último domingo (10) o bairro do Novo Aleixo foi inundado pela alegria dionisíaca da Bandinha de Outro Lado 2013, uma produção afinada carnavalizante que ocorre todo domingo gordo de carnaval. Neste ano em que a bandinha comemorou 5 anos do carnaval das crianças afinadas houve uma grande festa que começou com a concentração a partir das 17 horas na Rua Rio Jaú, nº 6, onde o esquenta da bandinha contagiou a todos.

Nem mesmo o período chuvoso da não-cidade de Manaus conseguiu impedir a bandinha de sair em mais um ano de alegria.

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E como um dos lugares que o carnaval se deu foi na Grécia Antiga, nas festas pastoris ao Deus Dionísio, o desmedido, a Bandinha do Outro Lado traz o carnaval em uma prática filosófica que transforma o cotidiano.

Das festas dionisíacas trazemos o bode Tragos e seus sátiros para que com o festejante Sileno envolva todos na caminhada pelas ruas já conhecidas para que estas se transformem a partir dos cantos e danças do ditirambo.

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Na foto acima vemos a criança afinada Hayssa que se transforma no tragos e conduz a bandinha do outro lado rumo a alegria e vida.

Após todas as crianças se fantasiarem e se prepararem a Bandinha foi para as ruas do Novo Aleixo em uma caminhada que traz o movimento carnavalesco ao bairro e faz todos sairem de suas casas para ver o Carnaval criança da Bandinha do Outro Lado.

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E a festa que tomou as ruas do bairro do Novo Aleixo. Neste ano a Bandinha inovou com um carro de som do companheiro afinado Nelson Noel que convidou e chamou toda a comunidade a se reunir nesta celebração vital, e que serviu para que a marchinha deste ano da bandinha pudesse ser conhecida por todos.

Muitas mães e pais acompanharam a caminhada e alguns trouxeram seus filhos já fantasiados como na fantasia do Incrível Hulk do menino Júnior ou da chapeuzinho vermelho de Rabi como se vê nas fotos acimas.

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Na foto acima vemos uma das paradas da Bandinha do Outro Lado. Estas são um recurso da bandinha para repor as energias mas para chamar as pessoas a ouvir a bandinha e participar.

Após o percurso afinado pelas ruas do bairro as crianças retornaram para a concentração, no espaço onde a Afin produz o Kinemasófico todos os domingos, para que a festa carnavalesca pudesse continuar. Os irreverentes músicos da bandinha encheram todos de alegria com as marchinhas carnavalescas de grandes nomes como Noel Rosa, Braguinha, Lamartine Babo, Mário Lago, Chiquinha Gonzaga, Paquito, Heitor dos prazeres e muitos outros que sempre fazem a alegria dos carnavais.

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No vídeo acima vemos o tradicional desfile de fantasias que foi seguido da escolha do rei e da rainha do carnaval. Com as crianças em um círculo, o bode rodou, sentiu a vibração de alegria dos corpos/criança e deu uma cabeçada em uma menina e um menino, sendo estes nomeados o rei e a rainha da Bandinha deste ano.

Abaixo você vê o bode com os dois escolhidos através da força de Dionísio para serem da realeza da Bandinha.Cópia de IMG_1253

E depois de muitas músicas, danças e produção do devir-criança chegou como sempre a hora do mata-broca carnavalesco que neste ano veio recheado e estava repleto de delícias para repor as energias como Peru assado com arroz e farofa, bola de sardinha, sanduiches, maria mole, e o sorvete de Nelson Noel e Degust’ Gula.

Assim como a dança e a festa compõe com o corpo/criança, o alimento também nutre a alma de mais uma bandinha.

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E como a alegria nunca acaba, a vida continua pulsando e a festa carnavalesca se esparrama durante todo o ano nas atividades afinadas para em fevereiro explodir de vez em uma nova Bandinha do Outro Lado.

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BANDINHA DO OUTRO LADO

TODO DOMINGO GORDO PELAS RUAS E VEIAS DO SEMPRE NOVO ALEIXO

Odoyá Odociá nossa Mãe Yemanjá- a da rainha do mar na música popular brasileira

Fevereiro 2, 2013

Jongo

Mariene de Castro

Leci Brandão

Mary Terezinha

Gilberto Gil

Baden Powell e os afro sambas

Noriel Vilela

Banda Dona Chica

Rita Ribeiro

Os Tincoãs

Festa, procissão e lavagem para Senhor do Bonfim e nosso pai Oxalá

Janeiro 18, 2013

glória a ti nessa altura sagrada
és o eterno farol, és o guia
és, senhor, sentinela avançada
és a guardo imortal da bahia.

dessa sagrada colina
mansão da misericórdia
dai-nos a graça divina
da justiça e da concórdia

aos teus pés que nos deste o direito
aos teus pés que nos deste a verdade

HINO DO SENHOR DO BONFIM DE João Antônio Wanderley

Igreja Senhor do Bonfim em 1911

Igreja Senhor do Bonfim em 1911

Ontem foi realizado a tradicional procissão a Igreja (ou Basiléia) do Senhor do Bonfim em Salvador. Uma festa que mistura fé e paganismo e que sempre é profana (do latim que leva para frente/fora [pro] do templo  [fanum]) pois leva para fora das igrejas  e dissemina por toda a cidade as crenças do católicismo, candomble, umbandismo e outras manifestações religiosas.

A procissão começa com uma missa na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia que fica no centro de Salvador, próximo ao Mercado Modelo e de onde sempre sai rumo a Igreja do Bonfim. Na festa sempre estão presente turistas, os afoxés (ou bloco afros), devotos do catolicismos, babalorixás e ialorixás, filhos de santo, simpatizantes e o povo bahiano.

Lavagem escadaria da Igreja do Senhor do Bonfim

Pobre não tem valor

Pobre é sofredor

E quem ajuda é Senhor do Bonfim

MADALENA DE Gilberto Gil

A procissão que tem por volta de 8 quilômetros atravessa todo o centro e alguns bairros até chegarem na Igreja do Bonfim, onde  as bahianas praticantes do candomblé fazem a lavagem com águas de cheiro e flores.

Esta bela produção ocorre há muitos anos, porém muitos ainda não sabem da história, raizes, e significados da procissão e lavagem da Igreja do Bonfim.   Por isto veremos o que Luís da Câmara Cascudo escreve sobre o Bonfim em seu dicionário de folclore:

“O Senhor Bom Jesus do Bonfim, na igreja de mesmo nome, bairro de Itapagipe, cidade de Salvador, Bahia, é centro de tradicional e popular festa em janeiro de cada ano, reunindo um número incalculável de pessoas que pedem graças, cumprem promessas ou apenas vão conhecer essa festa religiosa que já alcançou repercussão mundial. Em 1745 o capitão-de-mar-e-guerra da Marinha portuguesa Teodósio Rodrigues de Faria trouxe para a Bahia uma imagem do Senhor Crucificado, semelhante à que era venerada em Setúbal. Esta imagem chegou na Páscoa da Ressurreição, 18 de abril de 1745, e foi exposta na capela de Nossa Senhora da Penha, em Itagipe. Fundou-se uma associação para divuldar a devoção e os milagres do Bom Jesus do Bonfim; dez anos depois [em 1855] foi construído um templo, que passou a abrigar a imagem. As novenas começaram a ser celebradas sempre no segundo domingo depois da Epifania, Dia de Reis. O histórico está no livro de José Eduardo Freire de Carvalho, A devoção do Senhor Jesus do Bonfim e Sua História, Bahia, 1923. A casa dos milagres guarda incontável número de ex-votos como pagamento de promessas pelas graças alcançadas.  

Lavagem escadaria da Igreja Senhor do Bonfim

Mas qual a relação da festa com a lavagem e a procissão? E com as fitinhas coloridas para Promessas para Nosso Senhor do Bonfim? Câmara Cascudo continua sua explicação:

” Em sua festa, no mês de janeiro, a igreja pode ser vista a distância, toda iluminada, enfeitada com bandeirinhas e, ao redor, barraquinhas espalhadas vendendo uma variedade de comidas e bebidas típicas, fitas votivas, imagens, etc. O Senhor do Bonfim é identificado como o maior dos orixás iorubanos: Orixalá ou Oxalá.

A lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim, que acontece durante a comemoração da data, é realizada pelas filhas-de-Oxalá e constitui um grande acontecimento de fé e devoção.”

fitinhas coloridas do Senhor do Bonfim Bahia Salvador

E assim todos os anos, geralmente na segunda quinta-feira do mês de janeiro com muita alegria, festa, e um ritual religioso sagrado e profano; da religião dos colonizadores e dos negros que a trouxeram da Áfica; do mais popular ao mais requintado; de Salvador para o Brasil.

E quem quiser participar da procissão em Salvador não esqueça de comprar antes suas fitinhas, fazer uma promessa e amarrar no portão da Igreja que o santo milagreiro tem muita força e axé.

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