Archive for the ‘Manifestos’ Category

GREVE GERAL!

Abril 28, 2017

Resultado de imagem para imagens de trabalhadores no século xix em greve

 ESTE BLOG ENCONTRA-SE EM GREVE!

PRÁXIS E POIESIS, EM MANAUS, NO POETAÇO “FORA TEMER!”

Junho 17, 2016

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Hoje, dia 17, em Manaus, a multiplicidade das práxis e poiesis se encadearão como rede de desejos sensitivos, intelectivos, éticos e estéticos em forma de meta democrática, com sua potência-política, para enfraquecer a força-molar da configuração golpista que se instalou no Brasil com a usurpação do governo Dilma Vana Rousseff.

Serão músicos, poetas, grafiteiros, escritores, teatrólogos, dramaturgos, atores, atrizes, pintores, grafiteiros, ativistas culturais afrosóficos, hip-hop, rap, cantos juninos, entre outras expressões que comporão o Devir-Poetaço. Uma subjetividade criadora que corta as linhas duras que sedimentam as forças controladoras que estão petrificadas como golpe.

Esse o Devir-Poetaço. Toda liberação das potências só ocorrem como criatividade. O Resto é tão somente repetição do já posto como realidade inalterável. Por si só, uma aberrante forma de controlar o movimento criador de novas formas ontológicas de existências.

      Sim, o local!

       Praça do Congresso – Centro.

       É, o horário!

       Às 17 horas.

Vamos lá, moçada! Deixe que sua práxis e poiesis lhe conduzam! 

APOIO DESTE ESQUIZOFIA AO ATIVISTA THIAGO RIBEIRO QUE MILITA CONTRA O RACISMO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Maio 11, 2014

Os filósofos Deleuze e Guatarri, publicaram na década de 70 uma obra, por eles chamada de Filosofia Política, O Anti Édipo, um tratado sobre a inusitada esquizo-análise. A política do desejo. Não desejo coisificado, reificado, abstraído, proposto pela sociedade capitalista. Como também, não desejo consignado por Freud que se mostra como sublimação. Mas o desejo como potência produtiva do novo.

Nessa obra-revolucionária que fez tremer os alicerces das certezas-fúnebres da psicanálise, com sua perversão imobilizadora: “a criança é o pai do homem”, eles mostram a imobilidade-imobilizadora do delírio paranoico que é expressada pela subjetividade capitalista. A semiótica dominante que agencia todas as formas de expressão e conteúdo que submetem os indivíduos a sujeitos-sujeitados. E, mostraram, também, “o passeio do esquizo” que escapa desse delírio paranoico através de devires com suas zonas de indiscerninilidades, hecceidades, movimentos, repousos, velocidades, lentidões, latitudes, longitudes, e que não se situam como recognição. Ver o mesmo, a repetição do pensamento dogmático do delírio paranoico.

Como esse Blog Esquizofia é um vetor-virtual que pretende junto com seus acessantes tentar criar linhas de cortes, disjunções-esquizas que possam produzir uma cartografia de desejo que nos auxiliem na poieses e na práxis de novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar, ele se solidariza com o ativista Thiago Ribeiro que milita criando linhas de fugas (produções, como dizem Deleuze e Guattari) para enfraquecer a força paranoica que domina os principais meios de comunicação do Brasil. Forças paranoicas difíceis de serem enfraquecidas em função de seus alicerces arcaicos traumáticos que erigiram a irracionalidade das formas inumanas claramente sedimentadas nas enunciações dos apresentadores desses programas e de seus fãs.

Nessa composição de devires-transformadores, o Esquizofia, posta o texto de Thiago Ribeiro em que ele mostra sua militância diante do terror psicopata dos marcadores de poder delirante desses meios de comunicação.

Não preciso de bananas. Preciso de justiça

O texto abaixo foi escrito por Thiago Ribeiro, que vem travando na justiça uma luta até aqui inglória contra o racismo do comediante Danilo Gentili.

por : 

Em 2012, durante semanas, acompanhei os comentários racistas e ofensivos proferidos pelo comediante Danilo Gentili, em redes sociais, programas de televisão e apresentações de stand-up comedy.

Em 2009, Danilo Gentili foi investigado pelo Ministério Público, mas entenderam que não houve racismo,ofensa ou qualquer outra coisa que caracterizasse crime.

Com base nas ofensas proferidas contra pessoas de raça negra, formulei uma carta denunciando o comediante por injúria racial e incitamento de ódio e violência.

Entrei em contato com Gentili, através do Twitter, para solicitar emails de contato, dele da BAND, para enviar cópias da denúncia. Enviei mensagens para ele dizendo que “deste macaco ele nunca mais tiraria sarro”. O que a maioria das pessoas não percebeu é que em momento algum eu disse que era um macaco, mas apenas repeti a forma de tratamento usada por Danilo Gentili ao se referir a negros, desde 2009.

Ele me enviou a seguinte mensagem através do Twitter:

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A mensagem foi apagada logo em seguida, porém recebi uma notificação por email. Isso ocorreu por volta de meia-noite. Então começaram os ataques através do Twitter e Facebook. Centenas de fãs de Danilo Gentili, com o apoio de Marcos Kleine e Roger da banda Ultraje a Rigor, enviaram mensagens racistas, ofensivas, nojentas e quaisquer outros adjetivos nocivos que consigam imaginar. Passei a madrugada inteira, até aproximadamente 6hs da manhã, visualizando e printando todos os comentários.

As ofensas dirigidas a mim poder ser visualizadas aqui.

No dia seguinte entrei em contato com a Secretaria da Justiça de SP para orientação sobre quais providências tomar. Por incrível que pareça, o órgão de combate ao racismo da Secretaria da Justiça já estava ciente da situação, dada a repercussão nas redes sociais.

Me convidaram então para comparecer até o escritório para formalizar a denúncia. Um representante da secretaria me acompanhou até o DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para prestar queixa e lavrar boletim de ocorrência. O delegado que me atendeu não queria registrar a ocorrência, por entender que não havia crime. Com muita insistência consegui registrar o boletim.

Saindo de lá, enviei a denúncia para o Ministério Público Federal, de São Paulo, SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), SOS Racismo (Assembléia Legislativa de São Paulo), além de grupos e organizações de combate ao racismo ligados ao movimento negro. Por último, apresentei a denúncia à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de SP e da OAB-SP.

Todas as denúncias foram protocoladas e, em anexo, apresentadas as provas.

De 2012 até agora, continuei a receber ofensas racistas e ameaças de grupos neonazistas, fãs de Danilo Gentili.

No dia 24 de abril de 2014, mais de um ano após a denúncia, soube através de redes sociais que Danilo Gentili havia sido julgado e absolvido de todas as acusações, entendendo o juiz que “…o réu utilizava a rede social como meio de divulgação e de suas piadas. Assim, na maior parte dos casos, parece-me que a abordagem com seus seguidores, ainda que agressiva, tinha a intenção de fazer rir.”

O resto do mundo vai na direção contrária e condena tais atos com rigor. Exemplos:

1. O torcedor que atirou uma banana para o jogador Daniel Alves acabou banido do estádio na Espanha;

2. O dono de um time de basquete americano foi banido da NBA e pagará multa de 2,5 milhões de dólares por conversa de teor racista entre ele e sua namorada.

Posso afirmar, agora, com a mais absoluta certeza, que este país não me representa, como a nenhum negro ou negra. Afirmo também que ONGs de combate ao racismo servem apenas para receber prêmios e participar de eventos, uma vez que não recebi apoio de nenhuma, a não ser do Quilombo Raça e Classe em SP, liderado pelo meu amigo Wilson Honório da Silva.

Após o julgamento, os fãs de Danilo Gentili recomeçaram as ofensas em meu Twitter e Facebook. Protegidos e com o aval da justiça podem agora, sem medo, exteriorizar seu ódio contra negros e negras em redes sociais. E com o apoio de artistas brasileiros, podem chamar, livremente, negros de macacos e oferecer bananas.

Como de costume, a vítima se torna culpada. O comediantes brasileiros estão acima da lei.

Minha luta continua e farei uso de todos os meios necessários para obter justiça.

Agradeço a todas as pessoas que têm me apoiado e enviado mensagens de solidariedade.

Não quero banana alguma e não sou macaco. Só quero justiça.

NO DIA DO TRABALHADOR NADA COMO UM POEMINHA DE BHECHT PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALAMOS DE FORÇA DE PRODUÇÃO

Maio 1, 2014

Bertold Brecht Berliner Ensemble

Na data de comemoração Dia do Trabalhador nada como esse Esquizofia recorrer ao teatrólogo, cinegrafista, crítico, articulista e poeta Bertolt Brecht, um dos artistas e intelectuais que mais lutou, junto com os trabalhadores, pela realização de uma sociedade real fora da força opressora da subjetividade abstrata do sistema capitalista.

O trabalho de Brecht é todo engajado na luta pelas liberdades de todas as formas, mas principalmente da liberdade da força de trabalho do trabalhador aprisionada no capital empresarial que desumaniza todos que estão nele submisso. O poema o Canto das Máquinas mostra ao internauta-trabalhador como é alienada a força de trabalho do operário nesse sistema, e como as máquinas são usadas para servirem a esse propósito.

É bom lembrar, só a título de curiosidade, já que nas duas últimas edições tratamos da Poesia Expressionista, que Brecht começou, também, pela subjetividade-estética expressionista. Wedekind, personagem ilustríssima do expressionismo, foi o grande inspirador de Brecht, e como homenagem a sua amizade, Brecht colocou o nome de seu filho de Wedekind.  

E vamos ao poema.

CANTO DAS MÁQUINAS

1

Alô, queremos falar com a América

Através do Oceano Atlântico com as grandes

Cidades da América, alô!

Perguntamo-nos em que língua

Deveríamos falar, para que

Nos entendessem

Mas gora temos juntos nossos cantores

Que são compreendidos aqui na América

E em toda parte do mundo.

Alô, ouçam o que nossos cantores cantam, nosso astros negros

Alô, escutem quem canta para nós…

 

As máquinas cantam.

 

  2                  

Alô, estes são nosso cantores, nossos astros negros

Eles não cantam bonito, mas cantam no trabalho

Enquanto fazem luz para vocês eles cantam

Enquanto fazem roupas, fogões e discos

Alô, cantem mais uma vez, agora que estão aqui

Sua pequena canção através do Oceano Atlântico

Com sua voz que todos entendem.

 

As máquinas repetem seu canto.

 

Isto não é o vento nas árvores, meu menino

Não é uma canção para a estrela solitária

É o bramido selvagem da nossa labuta diária

Nós o amaldiçoamos e o elegemos

Pois é a voz de nossas cidades

É a canção que em nós fala fundo

É a linguagem que entendemos

Em breve a língua-mãe do mundo.

RESOLUÇÃO 163/2014 QUE TORNA ABUSIVA A PUBLICIDADE PARA SEDUZIR AS CRIANÇAS NÃO AGRADOU MAURÍCIO DE SOUZA

Abril 13, 2014

“A publicidade é o fruto mais sujo do capitalismo”, disse George Orwell em sua obra “Moinhos de Vento”. A publicidade tem somo objetivo tornar um objeto conhecido por um número grande de pessoas. Esse objeto tem um alvo certo: a pessoa que se identifica com ele. Mas não fica aí. Tem o marketing. Se a publicidade tem como objetivo tornar o objeto conhecido do público, o marketing tem como finalidade torna-lo mercadoria de consumo. Ou seja, seduzir através de seus elementos psicodélicos-hipnogógicos as pessoas que conhecem esse objeto-mercadoria através da publicidade.

A FORÇA ALIENADORA DO MARKETING

O marketing é sempre uma simulação-mercadológica: finge que uma mercadoria é importante e necessária quando não é. Daí, que a pessoa que compra uma mercadoria seduzida pelo marketing não usou a reflexão para escolher o produto. Foi seduzida pelo marketing-simulador. Ou melhor: foi manipulada. E se a mercadoria carregar uma marca, que foi o recurso usado pelos próprios capitalistas como forma de concorrência entre si, o absurdo é pior. A clara perversidade – perversidade como desejo fora de seu alvo original – ocorre muito antes da compra efetuada. Como todo marketing precisa dos meios de comunicação para chegar ao sujeito-sujeitado-consumidor, o processo de sedução começa na própria casa dele. Chegar à loja e adquirir o produto é só a consumação do ritual marqueteiro. Tudo já oi definido antes.

O CONSUMIDOR SEDUZIDO É RESPONSÁVEL POR SUA ALIENAÇÃO

 Mas como o consumidor é dotado de sentido e razão, nessa negociata ele não é tão um pobre coitadinho. Como diz o filósofo Sartre, “nós somos responsáveis por nossas escolhas”. E assim ele é responsável por sua escolha de ser seduzido. Ou seja: ele escolheu ser seduzido pelo marketing. Ele concedeu ao marketing o direito de ser sua vontade. Ele concedeu ao marketing o direito de lhe tornar um alienado de sua vontade. Como alienado ele é um dos que sustenta o mundo psicodélico criado pelo capitalismo consumista.       

O DEVIR-CRIANÇA

O que não é o caso da criança. Ela ainda não entrou ainda na ordem da reflexão lógica. Ela é, em suas decisões, mais impulso. E no caso de querer objetos exibidos pelo marketing ela é impulso mais imitação do é vendido como necessário para sua felicidade. É aí que torna necessária a intervenção lúcida e afetiva dos adultos. Não o adulto (?) consumista, esse está psicodelizado, mas o adulto envolvido historicamente com a produção de uma sociedade sensorial e racional. Onde as virtualidades da potência humana se realizem como liberdade de existir.

A AMBIÇÃO DE MAURÍCIO DE SOUSA

O desenhista Maurício de Souza é contra a resolução 163/2014. Capitalisticamente ele está certo. Ele é proprietário de mais de 3000 produtos licenciados, por isso defende a publicidade infantil. Mas para o Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda) ele avilta a lei. Maurício trabalha para um público infantil de classe média privilegiada, cujos pais têm dinheiro para comprar suas mercadorias. E ele sabe, por isso está rico, que a criança é um magnífico público para a publicidade e ele não quer perder essa fonte de enriquecimento.

ORWELL E A MORAL DA PUBLICIDADE

Agora, considerando o saber de Orwell, de que “a publicidade é o fruto mais sujo do capitalismo”, quando se entende que ele se refere à publicidade direcionada para o chamado adulto, o que dizer da defesa da publicidade para criança defendida por Maurício de Sousa? Se a publicidade dirigida para o adulto “é o fruto mais sujo do capitalismo”, o que será a publicidade dirigida para a criança? Em sua condição de criança: um ser em devém biológico, sensorial, cognitivo, imaginativo, memorial? É clara violência que interrompe o seu devir singular e original como um ser que se movimenta continuamente espaço-temporalmente. 

Ato contra o genocídio de negros e periféricos marca aniversário da cidade onde não existe amor

Janeiro 24, 2014

Enquanto a direitaça, a mídia reacionária e a classe média ignara “comemoram” a morte do molecote  Kaique Augusto Batista não ter sido (será?) um assassinato homofóbico feito por skinheads ou pelos fardados, centenas de jovens estão sendo escorraçados, assassinados, desumanizados pela polícia, pela segregação espacial, pela moral desumana burguesa e pelo engendramento deste holocausto urbano.

Mas sabemos que os manos e minas das quebradas se organizam e não se calarão nunca frente a esta realidade. Por isto, amanhã (25), no aniversário da maior cidade da América Latina ou São Paulo, não há nada a se comemorar e sim criar novos laços e fluxos para que esta realidade constituída há quase meio milênio pelos que se consideram donos da cidade, ditadores de sua realidade (hoje representados pela classe média alienada, pela Fiesp, pela Daslu, a “minoria branca” e pelos novos “barões”) seja dissolvida e possa brotar novas formas de percepção. Ou como diz o rapper Criolo Doido, é a cidade onde não existe amor. É por isto que a periferia organizada pelo Movimento Contra o Genocídio do povo preto organiza um encontro contra o genocídio da juventude preta, pobre e periférica.

AT 25 01

O ato começará às 09 horas, na Praça da Sé, centro de São Paulo, e se estenderá durante todo o dia na luta pelo fim do racismo institucional do estado brasileiro. “Enquanto a PM por meio do Estado e dos playboys agem na calada ou na caruda, muitas mães sofrem, seja pela humilhação da revista vexatória nos presídios ou pela dor incondicional do luto”, diz o documento de convocatória do ato.

O documento ainda responsabiliza o estado pelo contínuo e interminável genocídio dos negros e dos povos autóctones (conhecidos como índios) que representam uma boa parte da nossa matriz cultural: “Porém, juntamente com a elite branca o pagamento e o reconhecimento dessa dívida estão sendo efetivado da pior maneira possível, com a continuação do tratamento colonial, inclusive com TORTURAS e as piores condições insuportáveis para sobrevivência dess@s sofredor@s”.

O ato será até as 18 horas e rappers integrantes do Fórum de Hip Hop H2O SMP de São Paulo também se apresentarão na manifestação.

Leia abaixo ou aqui, a convocatória completa

 

2° ATO: “SP 2014 – 460 ANOS DE GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA”
André Luiz
 
No aniversário da cidade de São Paulo, dia 25 de janeiro vai acontecer o 2° ATO: “SP 2014 – 460 ANOS DE GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA” ele será realizado pelos movimento sociais do comitê Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica. Durante nove horas , 9h às 18 h, em frente a catedral da Praça da Sé, serão apresentadas as pautas de revindicações dos movimentos sociais e também apresentações artísticas de rapper´s do Fórum de Hip Hop MSP. Todas as ações tem como tema a luta contra o racismo institucional brasileiro e suas consequências na juventude preta, pobre e periférica.
A cidade de São Paulo é a capital do Estado onde mais pessoas são presas (174.060 em 2011),ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA 2012, e morrem (4.194 homicídios dolosos) no Brasil, onde temos o maior número de adolescentes cumprindo medida socioeducativa, altíssimos índices de mortalidade infantil, precarização do acesso à saúde, o processo de genocídio tem início com o extermínio em massa das inúmeras comunidades indígenas em nome do dito progresso civilizatório.
Com o avanço da exploração da escravização de africanas(os), foram deixadas sequelas que até hoje sentimos na pele, sendo que a suposta abolição isentou o opressor e jogou a maioria da população aos piores índices de sobrevivência, “..no conjunto da população residente nos 226 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, calcula-se que a possibilidade de um adolescente preto* ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior
em comparação com os brancos” PRVL – PROGRAMA DE REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA LETAL CONTRA ADOLESCENTES E JOVENS. 2010. Disponível em: <http://prvl.org.br/>. O racismo institucional, aquele praticado por governos e órgãos públicos, é uma realidade percebida cotidianamente.
 
As exigências principais do ato são respostas do poder público quanto:
  1. Encarceramento em massa
  2. Ausência de Procedimentos de informação, preservação e guarda de objetos e roupas em hospitais ao receberem pessoas baleadas em conflito com policias.
  3. Ausência de Indenizações e apoio a familiares e vítimas fatais ou não, quando provocadas por agentes do Estado.
  4. Ausência de Investigação, apurações e processar de agentes do estado participantes de grupos de extermínio no estado de São Paulo.
  5. Ausência ao Acesso à informação e produção de dados da segurança pública
  6. Ausência de Elucidação das chacinas e mortes com punição aos policiais envolvidos
  7. Ausência Comissões mistas para desenvolver propostas para a redução da letalidade policial
  8. A não retirada dos autos de resistência (aprovação da PL 4.471/2012)
  9. Falta de garantia de segurança para a denúncia
  10. Ausência de Autonomia do IML
  11. Não Independência e fortalecimento da Ouvidoria da Polícia
  12. Falta Demarcação e homologação das terras indígenas com novos limites
  13. Ausência de Serviços de saúde e água tratada nas terras indígenas.
  14. A não Efetivação dos canais de diálogo com os povos indígenas no que se refere às terras indígenas sobrepostas a parques estaduais ou unidades de conservação.
  15. Não aprovação PEC 215, que transfere do Executivo ao Congresso Nacional a função de demarcar terras indígenas.
  16. PLP 227 que autoriza a exploração em terras indígenas por grupos econômicos privados.
  17. O estado militar e a resistência quanto a desmilitarização das polícias e da política
COMITÊ CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA.
*PRETO, SUBSTUTUÍDO PELO ORIGINAL NEGRO NO TEXTO- Considerando que o Hip Hop difere do movimento negro tradicional e que “O termo ‘preto’, difundido pelos adeptos do Hip Hop, é a adoção traduzida de ‘black’, palavra utilizada por décadas pelo movimento negro estadunidense. Já a rejeição que eles fazem do ‘negro’ deve-se ao fato de que nos Estados Unidos esta palavra origina-se de ‘nigger’, termo que lá tem um sentido pejorativo”, e que esse ‘preto’ é uma categoria que responde por todo ser marginalizado, o que extrapola a fase vanguardista do movimento negro.
 
Serviço:
Rapper Pirata – Fone: 98216 2160
Xico Bezerra – Fone:999099580
Miguel – Fone: 981440473

 

Manifesto Vivo de música busca debate dos direitos autorais

Maio 3, 2013

O manifesto abaixo foi assinado por diversos nomes importantes da nossa música e envolve a arrecadação de direitos autorais. Dentre a multiplicidade de músicos que assinaram estão nomes como Ana de Holanda, Aldir Blanc, Alceu Valença, Andreas Kisser, Antonio Adolfo, Beth Carvalho,  Chico César, Cristina Buarque,  Delcio Carvalho, Dori Caymmi, Egberto Gismonti,  Hamilton de Hollanda, Hermínio Bello de Carvalho, João Bosco,  Marina Lima, Martinho da Vila, Ná Ozzetti, Nei Lopes, Paulo César Pinheiro, Rildo Hora, Zé Ramalho, etc.

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Este é um manifesto feito por quem vive de música. Para adicionar sua assinatura, envie uma mensagem de 

e-mail para vivodemusica@vivodemusica.mus.br.

Somos artistas brasileiros. Compositores, músicos e cantores. Estamos criando música popular das melhores do mundo, seguindo a trilha aberta pelos criadores que nos precederam. Queremos viver do produto do nosso trabalho. Cantamos a alma cultural do nosso povo.

Da mesma forma que em todos os países , nos juntamos para cobrar nossos direitos por ser impossível que cada um de nós saia por aí esmolando pelo que nos pertence. É a chamada gestão coletiva, que funciona em todo o planeta há quase cem anos.

De tempos em tempos surgem pessoas que parecem nos odiar e à nossa música. Propõem leis e medidas para nos prejudicar.Uma hora são senadores oportunistas, deputados e burocratas com ânsia de tomar para o Estado o controle do nosso negócio. A última e escandalosa tentativa deles é uma ação movida pelo cartel das televisões a cabo, de propriedade de alguns poucos poderosos que controlam os maiores grupos de mídia do mundo. Todos pagam para ter televisão a cabo, mas eles não querem pagar os direitos das músicas que executam.

Cientes que a Justiça brasileira está com o direito exclusivo dos autores, eles se dirigiram ao CADE, órgão do Governo que deveria coibir os cartéis. O CADE acaba de dizer que nós autores é que somos o cartel e não podemos nos associar para exercer nosso direito de cobrar o que nos é devido.

Não participamos do mercado que os economistas do CADE chamam de relevante e não há relação de consumo entre compositores e consumidores de TV por assinatura. Por esse motivo, o Ministério Público apresentou um parecer para que o processo fosse arquivado.

A maioria dos autores brasileiros mal consegue sobreviver. O cartel das tevês a cabo fatura bilhões. Em 2012 foram 16,9 bilhões de reais.

É a favor dos bilionários que o CADE decide. Nós, com a música e o apoio dos compositores do mundo inteiro, resistiremos. “

Artistas e intelectuais promovem manifesto por Cinemateca Brasileira

Abril 29, 2013

“A Cinemateca Brasileira, fundada há mais de 60 anos por intelectuais e amantes do cinema, passou ao Governo Federal em 1984. Desde então vem desenvolvendo de forma regular sua vocação de preservar a memória audiovisual, tendo atingido um nível de excelência reconhecido em âmbito nacional e internacional.

Ao longo do tempo, a sua precariedade institucional foi compensada pelo apoio decisivo da SAC – Sociedade Amigos da Cinemateca, criada em 1962, configurando uma parceria público-privado, que se tornou uma das marcas valiosas de seu sucesso.

Nos últimos meses, a Cinemateca vem enfrentando dificuldades que colocam em risco sua missão institucional. A interrupção dos projetos apoiados pela Sociedade Amigos da Cinemateca acarretou a dispensa de mais de 50 trabalhadores, alguns deles com vínculos muito antigos com a Cinemateca. Essa mão de obra, treinada por mais de 20 anos é indispensável para a instituição, não pode ser simplesmente descartada, sob pena de não ser jamais reposta.

Em vista da urgência da situação, vimos apelar à Ministra da Cultura Marta Suplicy para que, independentemente de reformulações que venha a promover na instituição, determine o fim da intervenção da Secretaria do Audiovisual na Cinemateca Brasileira e restabeleça os canais de entendimento com a SAC, visando a retomada imediata dos trabalhos regulares, o reaproveitamento dos quadros qualificados e, em última instância, a preservação da própria integridade da memória audiovisual brasileira.

Abril de 2013.”

Já assinaram o Manifesto:
Antonio Candido – Lygia Fagundes Telles – Affonso Beato – Arrigo Barnabé Benjamim Taubkin – Betty Faria – Bob Stam – Bruno Barreto – Eduardo Escorel Fernando Moraes – Francisco Ramalho Jr. – Hector Babenco – Jean-Claude Bernardet – Jorge Bodansky – Jorge Peregrino – José de Abreu – José Roberto Aguillar – José Roberto Torero – Lauro Escorel – Luiz Carlos Barreto – Mariza Leão – Maureen Bissiliat – Moacir Amâncio – Moacyr Goes – Pedro Farkas – Sara Silveira – Sergio Muniz – Sergio Rezende – Sergio Santeiro – Suzana Amaral Walter Lima Jr – Yael Steiner – Zulmira Ribeiro Tavares

Através da lista do Fórum Nacional de Cineastas:

Alain Fresnot – Ana Maria Magalhães – André Klotzel – André Sturm – Aurélio Michiles – Beto Brant – Cao Hamburger – Carlos Riccelli – Claudio Kahns – David Kullok – Dodô Brandão – Eliana Fonseca – Eunice Gutman – Fernando Meirelles Guilherme de A. Prado – Gustavo Rosa de Moura – Gustavo Steinberg – Helena Solberg – Ícaro Martins – Isa Albuquerque – João Daniel Tikhomiroff – João Jardim – Jorge Alfredo – Jorge Duran – José Carone Júnior – José Joffily – Kiko Goifman – Lucia Murat – Luiz Carlos Lacerda – Luiz Dantas – Luiz Villaça – Mallu Moraes – Marcelo Machado – Marina Person – Matias Mariani – Maurice Capovilla Mauro Farias – Miguel Faria Jr. – Mirela Martinelli – Murilo Salles – Omar Fernandes Aly – Oswaldo Caldeira – Paulo Morelli – Philippe Barcinsky – Renato Ciasca – Ricardo Dias – Ricardo Pinto e Silva – Ricardo Van Steen – Roberto Gervitz – Rodolfo Nanni – Rossana Foglia – Sergio Bloch – Sergio Roizemblit Silvio Da-Rin – Tadeu Jungle – Tata Amaral – Tereza Trautman – Tete Moraes Vera de Figueiredo

E também:

Adrian Cooper, Adriana Rouanet, Aída Marques, Alba Liberato, Alberto Baumstein, Alex Magalhães Vieira, Alexandre Elauiy, Anderson Craveiro, André Carvalheira, Andrea Tonacci, Antonio Urano, Augusto Cezar, Atalia Haim, Bernardo Ferreira, Beth Sá Freire, Bettina Turner, Bruno Barrenha, Carlos Nascimbeni, Cássio Starling, Celina Becker, Cesar Charlone, Cezar Moraes, Chantal Marmor, Chica Mendonça, Chico Liberato, Christain Lessage, Christian Petermann, Claudio Leone, Cosmo Roncon, Cristhine Lucena, Diogo Costa, Eduardo dos Santos Mendes, Elisandro Dalcin, Fernanda Luz, Fernando Duarte, Fernando Fonini, Francisco Costa Júnior, Geraldo Ribeiro, Guido Araújo, Humberto Silva, Idê Lacreta, Ivan Hlebarov, Ivonete Pinto, Jailson Almeida, Jaime Prades, João Horta, João Paulo Maria, João Vargas, José Luiz Sasso, Juliana Motta, Júlio Wainer, Kiko Mollica, Leo Edde, Leonardo Crescente, Liloye Brigitte Boubli, Lito Mendes da Rocha, Louis Robin, Lucas Bettine, Lucila Avelar, Lúcio Kodato, Lúcio Vilar, Luiz Adelmo Manzano, Luiz Fernando Noel, Luiz Leitão de Carvalho, Marcela Lordy, Marcello Bartz, Marcelo Marques, Marcos Botelho Jr., Marcos Santilli, Maria Cristina Amaral, Maria Emília Bender, Maria Elisa Freire, Marilia Alvarez Melo, Marilia Santos, Mario Masetti, Matheus Parizi Carvalho, Natalia Piserni, Ninho Moraes, Patrícia Guimarães, Patrick Tristão Ludgero, Paulo Castilho, Paulo Klein, Paulo Rufino, Paulo Zero, Pedro Vieira, Pedro Gabriel Amadeu, Pedro Lacerda, Pedro Olivotto, Rita Maria Terra, Roberto Faissal Jr., Sergio Trabucco Ponce, Suzana Amado, Suzana Villas-Boas, Tico Utiyama, Umbelimo Brasil, Vânia Debs, Vânia Perazzo Barbosa, Vera Hamburger, Vera Arruda Esteves.

Apoios podem ser dados através do e-mail: assinaturascinemateca@gmail.com