Archive for the ‘Governo Federal’ Category

A SENSIBILIDADE, A INTELIGÊNCIA E A MORAL DOS DEPUTADOS E SENADORES GOLPISTAS MOSTRADOS PELA PROFESSORA DE SOPHIA

Maio 7, 2016

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Sophia é uma garotinha muito vivaz, inteligente, companheira, solidária e participativa. Atributos necessários a todos que acreditam que a existência só se justifica quando todos estão comprometidos com a sociabilidade como bem comum. Riquezas materiais e imateriais de todos.

Hoje é o dia da prova final da turma de Sophia. Como não era para ser diferente, ela estudou todos os conteúdos apresentados pela professora e, por tal realidade, encontra-se preparada para responder as questões que sua professora vier lhe perguntar.

Diante de uma sala repleta de crianças alegres e criativas, a professora abriu a porta, entrou, com cara de poucos amigos, ou nenhum amigo, e empurrou a porta com o pé direito. Sentou, abriu uma pasta com algumas folhas, olhou para a turma, já em silêncio, fez a chamada aos berros e disse que a primeira que iria ser examinada na arguição oral seria Sophia. A menina sorriu. A professora zombou do sorriso da garotinha e lhe lançou um olhar ameaçador.

A professora cuspiu no cesto de colocar papéis, pigarreou e com uma régua na mão direita, chamou Sophia. Ela, se levantou, foi até a mesa da professora, cumprimento-a, sorriu e jogou beijos para a turma.

Ameaçadora, a professora afirmou que iria fazer quatro perguntas. Uma de geografia, uma de português, outra de matemática e a última de história. Em sua vontade de saber como devir-criança, Sophia vibrou.

– Qual o maior estado da Região Norte? –perguntou a professora debochando de Sophia.

– Estado do Amazonas! – respondeu Sophia muito contente entre os aplausos da turma.

– Errado! – gritou a professora completando. – O maior estado do Norte é o Paraná, sua estúpida. Agora a pergunta de matemática. Quanto é dois mais três?

– Facílimo! Dois mais três cinco.

– Erradíssimo, sua bucéfala! Dois mais três é sete. Caceta, que ofensa à operação de somar. Pergunta de português. Fábio foi para casa. Quem é o sujeito da oração?

– O sujeito da oração é Fábio.

– Tapada, o sujeito da oração é, “foi para a casa”. Fábio é o morador da casa, sua energúmena! Meu Deus, essa é a tal Pátria Educadora? É preciso ter muita paciência com você, porque você é a burrice elevada ao quadrado. Última pergunta. Quem é o presidente do Brasil?

– Professora, eu não quero chamar sua atenção, mas não é presidente. É presidenta. Presidenta Dilma!

– Você além de bucéfala, tapada e burra, é totalmente analfabeta política. O presidente do Brasil é o Temer! Sua nota é zero! Você está reprovada! Você é a prova viva que comeu muita casca de queijo e coquinho de caroço de tucumã. Você não sabe nada! De sabedoria você só tem o nome. Seu nome deveria ser Juju, de jumenta. 

Sophia protestou afirmando que havia acertado todas as perguntas e não podia ser reprovada. Diante da violência da professora a turma não deixou barato. Solidarizou-se com Sophia e em coro gritou que a professora era uma carrasca autoritária. A professora a ameaçou a turma com a régua, mas desistiu logo ao receber uma laranja na cabeça lançada pelo aluno mais baixinho.

O diretor da escola, um homem bajulador e prepotente, ao ouvir o coro dos alunos, partiu babando de raiva para saber o que estava ocorrendo. Não precisou nem abrir a porta, pois a professora acovardada abriu a porta e em desabalada carreira esbarrou nele e os dois caíram rolando no chão, enquanto os alunos se divertiam pulando por cima dos dois, indo direto ao pátio da escola.

No pátio da escola uma garotinha tomou a palavra e discursou afirmando que a professora e o diretor da escola estavam tratando os alunos como os deputados e senadores que queriam derrubar Dilma sem que ela tivesse cometido qualquer crime. Ao ouvirem o discurso, os alunos da escola inteira gritaram: “Não vai ter golpe”! A garotinha continuou seu discurso afirmando que para os deputados e senadores suas posições eram iguais de sua professora: não adianta os alunos estarem certos que ela já tem sua opinião.

Sophia, que havia aberto o portão da escola, convocou todos os alunos da escola a irem às ruas protestar junto com os moradores do bairro contra o arbítrio e a falta de democracia da professora e do diretor.

Na janela de uma casa, uma senhora bradou que só com o povo nas ruas o Brasil pode defender a educação e a democracia. E lá foram os moradores pelas ruas discursando sobre os direitos do povo. Por onde passavam aumentava mais o cordão da democracia.

Quanto à diretora e o diretor, continuaram rolando no chão da mesma forma que os deputados e senadores rolam no chão sujo do golpismo.

respondendo que na região Norte. A professora bateu na mesa com raiva, dizendo que a resposta estava errada. Disse a sentença, “Pedro é burro”, e perguntou quem era o sujeito. Tikinha sorriu e respondeu que era Pedro. A professora se levantou, chutou a mesa e afirmou que a resposta estava errada. Então, fez a última pergunta para que Tokinha respondesse quando era 3 mais 2. Tikinha respondeu alegríssima que era 5. A professora subiu na mesa e gritou ensandecida que ela estava reprovada.

Tikinha junto com a turma protestou afirmando que acertará todas as perguntas, mas professora estava irredutível afirmando que ela estava reprovada. A turma começou a se rebelar, e professora foi chamar o diretor da escola. Ele entrou na sala esbravejando  dizendo que naquela sala quem mandava era a professora e fim de papo.

E para terminar, gritou que naquela escola quem sabia o que era certo e o que era errado era a professora e ele, diretor.

A turma deixou a sala, foi ao pátio da escola, convocou os outros alunos que estavam em suas salas de aula, e se dirigiram às ruas mostrar aos moradores que tipo de professores e escola queriam ensinar o conhecimento e a moral.

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MAIS UM HINO CONTRA O GOLPE – MÚSICA PELA DEMOCRACIA: GOLPE NÃO

Abril 15, 2016

golpe, não

A democracia é um regime político universal. Onde ela sofre atentado contra sua substância vozes se levantam em um único canto na defesa de si mesmas, já que todos, como substância-singular democrática, somos a unicidade democrática. Um único hino, em uma polivocidade.  

O que está ocorrendo em relação à democracia brasileira ameaçada por forças nazifascistas golpistas de todas facetas. Por causa dessa maquinação obscurantista que pretende render o Brasil às forças tirânicas, se compôs tanto no país como em outras partes do mundo ações para evitar a concretização da força da dor.

Organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), outras entidades internacionais, intelectuas, artistas, esportistas internacionais, e, principalmente, entidades brasileiras estão em posição geral de defesa da soberania da democracia-brasileira. Um breve exemplo internacional. Domingo, em Barcelona, organizações pela paz e movimentos sociais irão realizar um ato contra o golpe no Brasil praticado pelas direitas usurpadoras.

No Brasil, muitos compositores e atores criaram obras musicais protestando contra o golpe em defesa da democracia. E entre as muitas composições musicais se encontra o hino a Música pela Democracia, Golpe Não, que tem Chico César, Ava Rocha, Coruja BC1, Luiz Felipe Gama, Vanessa, Rico Dalasam, Max BO, LG Lopes, Pequeno Cidadão, Taciana Barros, Cacá Machado, Guisado, Ana Tréa, Lucas Santtana, Fioti, Arrigo Barnabé, Edgar Scandurra, Jovem Cerebral, Alice Caymmi, Liga do Funk, Drik Barbosa, passando pelo talentosíssimo João Donato.

Escute a música, se delicie, analise e forme sua opinião. Você também é a democracia.

Golpe Não.

GOLPE NÃO!

(Chico César/Coruja BC1/Luis Felipe Gama/Rico Dalasam/Vanessa/Drik Barbosa/LG Lopes)
.
O sistema é bruto, o processo é lento
Nosso sentimento, não vai recuar
Amor, liberdade, verdade, alimento
Não tinha e agora querem golpear
.
As velhas raposas querem o galinheiro
Roubaram dinheiro mas fingem que não
Querem que o petróleo seja do estrangeiro
Pra esconder ligeiro sua corrupção
.
Refrão:
Não, Não, Golpe Não!
Quem não teve voto tem de respeitar
Não, Não, Golpe Não!
Nossa voz na rua vem para lutar
.
Tentam nos cegar nas telas e nas bancas
Com papo de patrão, não vi a gente lá
Meu povo precisa ter a voz ativa
Golpe é fogo na favela, não vou apoiar
.
Mulher no front aqui tem voz de monte
E menos que isso não vou acatar
Avisa o gueto avisa o gueto, desperta que é golpe
Ninguém vai impedir o meu jeito de amar
.
(Refrão)
.
Eu não abro mão do que sonhamos juntos
De todas as cores que eu quero usar
De todas as formas de ganhar amores
De todos os amores que eu quero dar
.
Se eu uso vermelho ou vou de amarelo
Não tô num duelo, quero conversar
Mano, mina, mona todo mundo é belo
Nesse arco-iris todos têm lugar
.
(Refrão)
.
Golpe é ditadura, digo nunca mais
A vontade das urnas prevalecerá
Pois quem distorce os fatos em telejornais
Quer inflamar o ódio pro gueto sangrar
.
O machismo mata, a imprensa mente
Mas a internet é nosso canal
Somos a guerrilha na nova trincheira
A nação guerreira do bem contra o mal
.
(Refrão)
.
A Democracia é nossa bandeira
Golpe é uma história que já sei de cor
Todos nós queremos um País mais Justo
Todos nós queremos um País Melhor
.
Não queremos menos do que já tivemos
Nós queremos muito, muito, muito mais
Toda Liberdade, Amor, Paz, Respeito
E ninguém por isso vai andar pra trás
.
(Refrão 2x)

POETA AUGUSTO DE CAMPOS MOSTRA A SINGELEZA POÉTICA DE DILMA DURANTE ORDEM DO MÉRITO CULTURAL

Novembro 11, 2015

984283-09112015-dsc_4247O poeta e escritor que vai além do Parnaso junto com Dionísio e Apolo Augusto de Campo, recebeu o título da Ordem do Mérito Cultural entregue pela presidenta Dilma Vana Rousseff em comemoração 21ª edição do evento que homenageia personagens da música, da literatura, audiovisual, gastronomia, artes plásticas, culturas populares e tradicionais.

Também, além de Augusto de Campos, receberam o prêmio os músicos Arnaldo Antunes, Daniela Mercury, Marcelo Yuka, maestro Adylson Godoy, cineasta Walter Carvalho, escritor Rui Mourão, fotógrafo Luís Humberto, mestre de capoeira João Grande, Mãe Beth de Oxum e Sônia Guajajara por seus trabalhos em defesa da causa indígena.

984282-09112015-dsc_4219984284-09112015-dsc_4268Durante entrevista mostrou a singeleza poética de Dilma ao afirmar se sentir orgulhoso de receber o prêmio através de suas mãos. Mãos, não somente corpo físico, mas político-poético. Singela! Grandeza que adentra no Parnaso.

“Vejo Dilma como heroína na luta pela democracia nos tempos abomináveis da ditadura. Vejo resistir com a mesma firmeza e coragem àqueles que tencionam ingloriamente mal ferir a integridade das nossas instituições democráticas”, afirmou o poeta.

Durante a entrega das premiações a presidenta Dilma disse que os artistas falam com a alma da nacionalidade através de suas obras.

“O nosso aplauso e nosso agradecimento aos homenageados que falam com a alma e fazem a alma de nossa nacionalidade. São todos, à sua maneira, cada um, tradutores, símbolos, sentidos, crenças, necessidades, utopias, defeitos e características do povo brasileiro. Vocês representam melhor nossa tradição e nossa vanguarda”, discursou Dilma.

A cerimônia teve a participação musical de Caetano Veloso que cantou, entre outras músicas, Alegria, Alegria e Tropicália.

Veja e ouça o vídeo com o poeta Augusto de Campos.

OLHA AÍ, MOÇADA! A LEI DA MEIA-ENTRADA ESTÁ VALENDO: O GOVERNO FEDERAL REGULAMENTOU

Outubro 7, 2015

INFO_MEIA02Na democracia quanto mais os cidadãos tenham direitos garantidos mais ela se fortalece de forma real. Ao contrário, ela não passa de triste falácia demagógica negando a população seu sentido de cidadão. Na demagogia não há cidadão. Há, tão somente, números de sujeitos sem seus direitos garantidos democraticamente. O que significa que não é porque se mora em uma cidade que se é cidadão. Para ser cidadão é preciso que a cidade em seu corpo-político resguarde os direitos democráticos de todos.

O direito ao acesso a cultura-artística, é uma forma de experiência democrática de cidadania. Embora o Brasil seja um país cujo sistema econômico é capitalista, é possível tornar o entretenimento privado um direito, também, do público que não tem economicamente o suficiente para pagar os preços integrais cobrados pelos produtores culturais.

É aí que entra a Lei da Meia-Entrada – Lei 12.933;/2013. O direito dos estudantes e as pessoas com alterações físicas de pagar a metade do preço do ingresso e ter assegurado 40% do total dos ingressos dos eventos culturais-artísticos. E mais, o direito de vagas nos transportes coletivos interestaduais aos jovens de baixa renda.

O estudante que tiver interesse em assistir espetáculos culturais-artísticos deve apresentar sua Carteira de Identificação Estudantil que seguirá um modelo nacional emitido pela União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Diretórios Centrais de Estudantes e Centros Acadêmicos. Todo ano o documento será renovado.

Já o jovem de baixa renda para receber a autorização da meia-entrada deverá apresentar Identidade Jovem. Que é um documento concedido pela Secretaria Nacional da Juventude que passou a integrar a Secretaria do Governo. A Identidade Jovem tem relação com informações sobre beneficiários de programas sociais do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

As pessoas com alterações físicas para receber o direito da meia-entrada devem apresentar o cartão do Benefício de Prestação Continuada ou documento do Instituto Nacional de Seguro Social.

É isso aí, moçada! Agora é só fazer valer seu direito de cidadão! A arte precisa de público. E o público precisa da arte para devir outras formas de existências. Ir além do que se era antes da vivência estética.

 

AS POETISAS ISABELA PENOV E LUIZA ROMÃO RECORREM A POESIA PARA MOSTRAR A PERVERSIDADE DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Julho 8, 2015

 

images-cms-image-000444102A consciência racional e ética dos brasileiros foi profundamente violentada pela decisão de um grupo de parlamentares seguidores de Herodes que aprovaram a redução da maioridade penal que joga nas masmorras menores, agora transformados pela força dos enunciados incorpóreos, em maiores.

Os seguidores de Herodes, dotados da sanha do infanticídio, não atenderam as observações de entidades nacionais e internacionais para a violência do fato. Nem o organismo internacional que defende os direitos das crianças a UNICEF foi respeitada por eles. Não podia ser diferente, posto trata-se do mais pobre Congresso Nacional de toda a história do Brasil.

Todavia, mesmo com o ato perverso vários artistas vêm se manifestando através de suas obras contra essa produção de dor e desespero como são os casos das poetisas Isabela Penov e Luiza Romão. Cada uma gravou um vídeo onde mostram suas poesias com o tema da redução da maioridade penal.

Isabela Penov mostra seu poema Mal Menor e Luiza Romão mostra seus poema Projétil de Lei. Ouçamos os vídeos.

AGORA QUE OS COXINHAS VÃO EXPELIR MAIS COLESTEROL! A EDITORA BOITEMPO VAI PROMOVER CURSO SOBRE MARX E ENGELS NA PERIFERIA DE SÃO PAULO

Junho 25, 2015

 

0473883f-3a7a-4c64-94c8-b6401ffdddbcNos desfiles nazifascistas promovidos pelos coxinhas de São Paulo havia toda forma grotesca de irracionalidade usada como expressão de quem nem precisa se expressar por ser tão óbvia. Formas delirantes lançadas como bumerangue: em direção a Dilma com volta sobre os próprios coxinhas.

Entre esses delírios havia os que pediam a volta da ditadura militar e a condenação do método do educador transformador Paulo Freire: A Pedagogia do Oprimido. Os cartazes afirmavam que Paulo Freire era marxista. Lógico que os que afirmavam mostravam que não tinham nunca lido Marx. Por dois evidentes motivos: não sabem quem é Marx, e não tem elementos epistemológicos para entendê-lo. 

Agora, a forma se obscureceu, a linha tremeu e o plano ficou mais vazio para os coixinhas. A Editora Boitempo em parceria com a Secretaria de Cultura de São Paulo, do prefeito Fernando Haddad vai promover na periferia cursos de introdução as obras e vidas de Karl Marx e Friedrich Engels. Colesterol vai espirrar.

Com data marcada para os meses de setembro e outubro o primeiro encontro se dará no Centro Cultural da Juventude da Zona Norte. Para realização da singular iniciativa estão convidados os intelectuais, o cineasta Felipe Bragança, a socióloga Silvia Viana e o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o filósofo Guilherme Buolos.

A Editora Boitempo que realiza seus 20 anos de grande difusão cognitiva e afetiva ao publicar autores e autoras singulares que escapam da segmentaridade dura da expressão burguesa dominante, já realizou um seminário com personalidades nacionais e internacionais com o tema fundamental para a pós-modernidade: Cidades Rebeldes.

“A editora está organizando uma série de eventos no segundo semestre para comemorar seus 20 anos e um dos planos é organizar uma nova edição do Curso Marx e Engels, junto com a Secretaria Municipal de Cultura.

Muitas vezes pensamos no que não queremos, mas pensar o que queremos concretamente, pensar utopias e uma cidade construída por afirmações é um grande desafio e esses eventos vão no sentido de responder a esse desafio.

Temos o entendimento que organizar eventos inclusivo, democráticos e agregadores é importante para promover o pensamento crítico, sobretudo porque é uma forma de ocupar o espaço público”, observou Kim Doria, representante da editora.

O evento toca dolorosamente nos coxinhas e excita suas invejas e ódios que lhes deixam mais inferiorizados. E o pior, para eles, é que colesterol de coxinha não serve para reciclar.

JUCA FERREIRA NO MINISTÉRIO DA CULTURA É REALIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA E FUTURAÇÃO DAS ARTES

Janeiro 1, 2015

juca_ferreira_0A presidenta Dilma Vana Rousseff indicou Juca Ferreira para ocupar o Ministério da Cultura MinC), um dos ministérios que detém o menor número de verbas. Porém Juca já amostrou do que é capaz, mesmo com uma irrisória verba.

Juca, como é mais conhecido, foi ministro da Cultura do segundo governo Lula depois de substituir Gilberto Gil, que nessas eleições poiou o candidato das direitas, Aécio Cunha. Nessas mesmas eleições Juca, se licenciou do cargo de Secretário da Cultura Municipal, na gestão Haddad, para se dedicar ao programa cultural da candidata Dilma.

Juca é um homem com grande formação intelectual, grande laço de amizade, transita facilmente entre os movimentos culturais, e pensa as artes como possibilidade democrática de transformar o mundo. E mais, tem dos meios de comunicação dominantes o entendimentos de que eles exercem uma ditadura e censura na produção cultura brasileira com suas ingerências e redes de produção.

Foi Juca quem criou o Vale-Cultura e que fora implementado pela ex-ministra da Cultura, Martha Suplicy. O Vale-Cultura é um dos mais importantes corpos de estímulo à produção cultura e estímulo ao interesse dessa pela população brasileira. No primeiro caso, com a certeza que terá um público maior para assistir seus espetáculos através do Vale-Cultura, os artistas se sentem mais satisfeitos com a gratificação de suas criações, já que a arte é para ser vivenciada por um público heterogêneo. No segundo caso, o trabalhador passou a se sentir em um espaço que antes ele não frequentava por razões financeiras. Com o Vale-Cultura o trabalhador paga apenas metade do ingresso. Grande saque de Juca.

Juca tem 65 anos, teve exilado durante a ditadura militar no Chile, Suécia e França, é formado em Ciências Política pela Universidade de Paris 1 – Sorbonne, foi secretário do Meio Ambiente, em Salvador, pelo Partido Verde, até que em 2012, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores. 

Leiamos um saque estético-político de Juca.

“Durante os longos anos da ditadura, nos acostumamos a ir contra a censura do Estado. Mas hoje tem a censura do mercado, e outro tipo de censura que sociedade brasileira está descobrindo agora, que é censura a partir dos interesses dos donos dos grandes meios de comunicação…

Se não tivermos uma informação correta e desideologizada, que garanta que a população tenha discernimento e capacidade de analisar por si mesma, a gente não tem uma sociedade livre…

A relação que isso tem com cultura é fundamental. A informação é a base do desenvolvimento cultural. Se a informação é viciada, parcial e não democrática, atrás e dificulta a formação de uma sociedade que se desenvolve culturalmente”, analisou Juca.

INVERSÃO DO SAMBA “NEGA MALUCA” NO BOLSA FAMÍLIA

Setembro 21, 2014

 

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Quem não sofre populosfobia, quem não é traspassado por um intelecto limitado e quem não é invejoso, sabe que o Programa Bolsa Família não se reduz à mera distribuição de renda para os que vivem na faixa de pobreza. E nem tão pouco, se reduz, ao beneficiado, em uma simples posse de uma cifra financeira.

O Programa Bolsa Família se desdobra em outros territórios sociais encadeando códigos como outros dizeres educacionais, sociais, médicos e econômicos. Quem recebe esse benefício se desterritorializa de seu antigo território de exclusão para se reterritorializar em um território de inclusão. A escola, o atendimento odonto-médico, o supermercado, a compra de objetos para os filhos e outras relações que o benefício proporciona na sociedade constrói a autoestima deste que é beneficiado.

Assim, quem não sofre dessas atrofias intelectual, psicológica e moral, sabe que o Bolsa Família não se reduz a si mesmo. É aí que entra o samba Nega Maluca. “Estava jogando sinuca/Uma nega maluca me apareceu/Vinha com o filho no colo/ E dizia pru povo/Que o filho era meu/Não senhor/Tome que o filho é seu/Não senhor/Guarde o que Deus lhe deu.

Uma jovem tem um filho. O pai desparece. Um dia, o rapaz está jogando sinuca quando a mãe aparece com a criança no colo entregando-a ao rapaz dizendo que a criança é dela, o ele que nega. A confusão está formada: O filho é seu! Não, o filho não é meu. A criança encontra-se na situação de criança filha de mãe solteira, porque o rapaz não quer assumir a paternidade.

Dois seguimentos podem ser compreendidos porque a jovem procurou o pai da criança. Um, ela não quer que o filho seja visto como uma criança sem paternidade. Dois, ela quer, por direito, que o pai assuma a pensão da criança. Nesses segmentos a moral e a economia se mesclam.

Mas, em tempo de Bolsa Família, dois enunciados se mostram. Um, a mãe, abandonada, não procura o pai. Registra o filho no Bolsa Família. Dois, o pai fica com a mãe porque também quer usufruir do Bolsa Família. Em um entendimento simples, o Bolsa Família também tem a função de unir os pais. Dessa forma, o samba, Nega Maluca, entra em inversão.

Entretanto, algum obtuso pode afirmar: O pai ficou com o filho por interesse, e não por amor paterno. Bem, aí já é tema para outro samba.

PROGRAMA BRASIL DE TODAS AS TELAS TERÁ 1,2 BILHÃO DO FUNDO SETORIAL DO AUDIOVISUAL

Julho 2, 2014

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A presidenta Dilma Vana Rousseff, lançou ontem, dia 1°, no Ceará o Programa Brasil de Todas as Telas cujo objetivo é que o Brasil chegue a atingir o quinto lugar do mundo como maior produtor e programador de audiovisual.

Durante o lançamento do programa estiveram presentes a ministra da Cultura Marta Suplicy e o presidente da Agência Nacional de Cinema, Manuela Rangel. A presidenta Dilma, na ocasião, afirmou que o projeto de fomento da produção de audiovisual nacional terá um orçamento de R$1,2 bilhão para concretizar a indústria nacional de cinema. A verba é do Fundo Setorial do Audiovisual.

fundo-setorial-audiovisualNa oportunidade, a ministra da Cultura afirmou que o programa vai ampliar a quantidade de salas de cinemas, aumentar a cadeia de distribuição dos filmes nacionais e valorizar o trabalho dos cineastas brasileiros. Segundo ele, o programa é a vanguarda da arte no Brasil. O programa também incentiva a produção para a televisão como produção de documentários, seriados e filmes para a televisão. Para Marta, o grande impulso para se chegar à importância e eficácia do programa, foi a criação da lei que garantiu a cota de produção brasileira nos canais de tevê por assinatura. 

“Este projeto pode levara Ancine a cumprir a plenitude de seu papel”, afirmou a ministra Marta.

Vale-Cultura é sancionado pela presidente Dilma

Dezembro 28, 2012

O Vale-Cultura, que beneficiará os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos com 50 reais a mais em seus recebimentos, foi aprovado na tarde de ontem pela presidenta Dilma Vana Rousseff.  O projeto que será agora regulamentado entrará em vigor provavelmente em julho de 2013.

De qualquer forma este é um grande avanço pro trabalhador que pode ter acesso a produção artística que hoje ainda é tão restrita. Além disto um programa deste tipo pode fazer com que haja um avanço na distribuição e produção cultural, e criar ainda novos hábitos culturais no brasileiro no que diz respeito ao seu contato com as artes.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, lembrou que este projeto é muito rico pois fornece oportunidade de escolha ao trabalhador, ”dá o alimento para a alma” do trabalhador e ainda é cumulativo.

As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com um abatimento R$ 5.  Segundo a ministra da Cultura este  programa é bem amplo pois “temos cerca de 17 milhões de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, mas trabalhamos com muito menos [adesões]. Devagarzinho, paulatinamente, como foi com a Lei Rouanet e o tíquete alimentação.”

Este benefício porém causará uma redução nos arrecadamentos pelo Governo emR$ 500 milhões através de renúncia fiscal se o Vale-Cultura entrar em vigor em agosto. O Vale-Cultura poderá ser usado para comprar livros, ingressos de teatro, de cinema, de espetáculos de dança e não é obrigatório nem para as empresas, nem para os trabalhadores.

Desta forma a cultura de nosso Brasil será outra, e nossa classe trabalhadora, cada vez mais informada, produzira um novo modo de ser Brasil.