Archive for the ‘Inteligência Coletiva’ Category

BANDINHA DO OUTRO LADO FAZ FESTA MOSTRANDO QUE É NETA SINGULAR-ORIGINAL DE DIONÍSIO

Fevereiro 28, 2017

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Entre os vários vetores fluxos mutantes e quantas desterritorializantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) que agenciam há mais de 14 anos em Manaus produções-moventes como corpos de novas formas de existir, sentir, ver, ouvir e pensar, a Bandinha do Outro Lado é festa singular e original da potência dionisíaca.

p1090569p1090574p1090576p1090577p1090581p1090584p1090589p1090590p1090599p1090600A Bandinha do Outro Lado se imbricou como corpo dionisíaco há nove anos na Rua Jaú do Bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Uma das muitas regiões populacionais desassistidas pelos governos reacionários que se apossaram do estado do Amazonas e da capital Manaus. Na linguagem politicofastra (linguagem do falso político, o tagarela do Legislativo, Executivo e Judiciário, corpos alienados da democracia), é um curral eleitoral onde esses personagens exploradores da miséria do povo, que eles mesmos fomentam, conseguem suas eleições, reeleições constantes.

Desde sua inicial apresentação nas ruas do bairro que a Bandinha do Outro Lado se atualiza como real através das próprias criações das crianças. Suas fantasias são concebidas e elaboradas por elas. Certo que com o auxilio de alguns moradores. Como Dona Antônia, por exemplo.

p1090602p1090604p1090609p1090622p1090627p1090640p1090652Como a Afin é um corpo comunalidade e sua atuação é sempre um processual coletivo, não seria coerente a Bandinha do Outro Lado, como expressão do personagem que forneceu corpos para a emergência do Teatro Grego, a Filosofia e a Política, que os moradores ficassem fora da composição festeira de seus netos.

p1090653p1090663p1090665p1090678Nesse carnaval, que apesar de Temer e seus cúmplices golpistas, a Bandinha do Outro Lado fez sua festa em outra zona abandonada pelos exploradores governantes: Bairro Nova Cidade, que de novo só tem o nome: segue a antiga violência administrativa de outras zonas que não têm seus direitos urbanos garantidos. Fica no extremo de Manaus. Agora, a Bandinha do Outro Lado se apresenta na última rua, número 72, do bairro no limiar da mata, fronteira com um cemitério indígena. Porém, a potência dionisíaca-contínua segue a movimentação intensiva da poieses.

p1090686p1090690p1090691p1090697p1090702p1090723p1090742p1090749p1090757p1090761Aqui a letra desse ano do carnaval da Bandinha do Outro Lado. Carnaval que vibrou por todo Brasil em um uníssimo Fora Temer! Para o bem da Democracia!

     A Bandinha do Outro Lado está na Nova Cidade Ô, Ô,Ô

     Veio lá do Novo Aleixo com sua festa vontade Ô,Ô

     Para fazer o carnaval Dionísio da criança

     Por isso, ninguém vai ficar fora da dança.

     “Corre, corre lambretinha”,” se a canoa não virar”,

     “Eu vou pra Maracangalha” “abre alas que eu quero passar”

     “Viva o Zé Pereira, viva o carnaval,

      Viva o Zé Pereira que a ninguém faz mal”.

     Vejam algumas imagens dionisíacas.

  Vejam um breve vídeo. 

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CRIADO PELA TV BRASIL O ESTAÇÃO PLURAL FOI LANÇADO PELA EMPRESA BRASILEIRA DE COMUNICAÇÃO (EBC)

Fevereiro 19, 2016

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Com o objetivo de comprometer sua grade de programação diante do público que entende os meios de comunicação como disciplina cívica e serviço público, principalmente por se tratar de concessão pública, a TV Brasil, uma emissora pública, criou o Estação Plural. Agora, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) fez seu lançamento em mio a grande e sincera comemoração entre seus responsáveis e seus espectadores.

Com o programa Estação Plural a TV Brasil pretende tratar de temas de comportamento e pautas da atualidade que conta com três participantes fixos que irão tratar das enunciações lésbica, transexual, bissexual, travesti e gay. E os apresentadores fixos serão a cantora e compositora Ellen Oléria, o jornalista Fernando Oliveira (Fefito) e Mel Gonçalves, integrante da Banda Uó.

Os três primeiros entrevistados serão o médico Dráuzio Varela, a atriz Bruna Lombardi e a jornalista Bárbara Gancia. A estreia será no dia 4 de março e os programas serão apresentados todas as sextas-feiras, às 23.  

“Estou muito feliz com a possibilidade e vivenciar essa diversidade da TV brasileira. A expectativa é essa, que a gente compartilhe um pouco do nosso olhar, desmistifique um bocado o que é ser e estar na nossa pele e que o povo brasileiro curta muito.

Vamos falar da vida, vamos falar de amor, vamos falar de violência, de dor, de alegria, de celebração. Vamos falar de política, por que não? Vamos falar do que pintar”, observou a cantora Oléria.

 “É muitíssimo importante que tenhamos um programa desse tipo, debatendo todos assuntos relacionados a direitos humanos, ou qualquer assunto, sem tabu. É impressionante, na verdade, que não tenhamos um programa desse na televisão aberta e que sejamos os primeiros. É exatamente o tipo de programa que a TV pública tem que fazer”, observou Américo Martins, presidente da EBC.

Américo Martins acerta quando afirma ser o primeiro programa do gênero na TV aberta. Mas se equivoca quanto ao fato de não haver. As TVs abertas do tipo TV Globo quando tratam do tema homossexualidade tratam em suas alienantes novelas em forma folclórica como elemento de atração simulado de preocupação com o tema. Mas jamais teria um programa nesse formato, porque sabe que não teria elementos sensitivos, intelectivos e éticos para mantê-lo. Jamais se engajaria em um discurso deste. É demais para seus propósitos manipuladores.

A cerimônia de lançamento do programa Estação Plural contou com as presenças além do presidente da EBC, também com as presenças do vice, Mauro Maurici; o ex-deputado Suplicy, secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo; do professor, jornalista e apresentador do Ver TV, Lalo Leal; Simone Malamed, gerente de criação da EBC; do superintendente da EBC em São Paulo, Manoel Araújo; a diretora de produção artística, Miriam Porto; os apresentadores; e toda equipe de produção.

“Nós já temos a diversidade regional, a diversidade religiosa, a diversidade cultural, e agora a gente vem aí com esse programa LGBT, que eu acho que é muito importante na nossa sociedade.

Aqui na TV pública, podemos experimentar, temos esse papel de vanguardista e eu acho muito importante estarmos sempre apresentando essa diversidade para nosso público”, afirmou Miriam Porto.

CULTURA E ARTES INDÍGENAS SÃO ATRAÇÕES NOS JOGOS MUNDIAIS INDÍGENAS

Outubro 28, 2015

982167-27102015-dsc_5295Quem acreditou que só ia vivenciar os esportes nos Jogos Mundiais Indígenas que conta com etnias de 30 países e que se realiza em Palmas, Tocantins, se enganou. O que vem chamando atenção dos brasileiros e estrangeiros que estão frequentando o local são os objetos artísticos e culturais que os grupos indígenas vêm mostrando.

São várias as formas de artesanatos que estão sendo mostradas. Assim como também objetos artísticos tipos de danças e músicas executadas com instrumentos singulares das culturas presentes.

982162-to27102015-dsc_5985 981931-dsc_1940Entretanto, um sinal singular indígena tem despertado muito interesse no público presente. São as pinturas em partes do corpo com imagens e tinta particulares das etnias. Inúmeras pessoas foram pintadas com imagens que duram até uma semana. As pinturas têm preços que vão de R$ 5 a R$10.

Mesmo não querendo os indígenas são os próprios marqueteiros de suas culturas e artes, como mostra Manoki. Ele caminhava pela vila, pintado, com cocar, adereços nos braços e pernas quando foi para do por uma turista que pretendia fotografá-lo. Ele, com simplicidade e educação, satisfez o desejo dele.

“Eu acho bom, assim somos mais reconhecidos, mais valorizados. E também para podermos mostrar mais nossa cultura, a cultura do nosso povo. Mas o nosso orgulho é independente do pensamento do homem branco”, disse Manoki.

A pintura indígena carrega significados espirituais de cada povo de acordo com seus rituais e suas vivências. Por exemplo: a pintura corporal.

“A pintura representa alguma coisa, fala alguma coisa. O meu povo se pinta totalmente para a guerra, a nossa pintura é em preto e vermelho. Eu procuraria a pessoa e perguntaria por que ela está se pintando. A pintura é uma manifestação e um meio de mostrar que aquele povo existe e vive”, observou Urias Tsumey’wa, um xavante.

PALMAS - Feira livre de artesanato indígena na Arena dos Jogos Mundiais dos Povos Ingínenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

PALMAS – Feira livre de artesanato indígena na Arena dos Jogos Mundiais dos Povos Ingínenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Se você quiser experimentar uma pintura indígena com seus traços, suas cores e imagens singulares, ainda tem tempo. Se não for, em Palmas, pode ser que ao seu lado exista um indígena e você pode aproveitar. Mas não esqueça: pintura indígena não é moda.

CHICO CÉSAR EXPÕEM AS VÍSCERAS BILIOSAS DA BURGUESIA-PARASITÁRIA

Junho 16, 2014

O teatrólogo alemão Bertolt Brecht, tinha toda razão em ser perseguido pelo nazismo alemão de Hitler e macarthismo norte-americano. Ele conhecia a psicologia- moral da burguesia e a denunciava. Ele era instruído nos planos secretos dessa classe obscura e viscosa, como disse em um dos seus poemas. Por isso, foi fácil para ele cunhar a sentença-enunciadora que sintetiza a sordidez da classe burguesa: “Primeiro a barriga depois a moral”.

Como Marx, ele entendeu, já que era um estudioso e praticante do marxismo, que os humores ou afetos tristes, diz Spinoza, são universais. A burguesia é estupida e viciada em qualquer parte do mundo. Seus vícios são vistos em todos os lugares que ela se mostra. Ela exala odores morais pútridos, diria o filósofo Nietzsche que consideram um homem com uma excelente sensibilidade olfativa. Ele sentia esse odor pútrido exalado no interior dessa gentalha. Termo que ele suava para esses degenerados. Ele sabia que a burguesia é uma anomalia da condição humana. Uma patologia no código genético da espécie humana. Por isso, é impossível manter contato com burguês.  

Mas não é necessário ter a sensibilidade olfativa de Nietzsche para sentir esse odor de esgoto exalado por essa gentalha e ter por ele aversão. Ela pode usar o perfume mais caro e às roupas consideradas melhores das mais badaladas grifes que ela não deixa de exalar seu odor sui generis. Um odor que só ela tem. E foi esse odor que o compositor e cantor Chico César, do Catolé do Rocha, na Paraíba, que não é um Nietzsche, sentiu na gentalha que mostrou sem qualquer pudor seu elemento moral-químico sui generis na partida das seleções do Brasil e Croácia. É possível até que tenha sido esse odor maléfico que influenciou na performance da partida para que ela não fosse um clássico.

Chico César como é um artista, procurou logo se afastar da imposição do odor compondo seu poema-político, Os Vaiantes Vips do Itaquerão, que esse Esquizofia transcreve. Um tocante passeio do esquizo.

os vaiantes
chegam antes
vão antes de van
com seus seus ingressos vips

os vaiantes não querem saber
se há crianças na sala de casa vendo tv
eles pegaram os aviões
desceram nos aeroportos
e alguns tomaram o metrô até o estádio
finalmente concluído

tudo funcionou até ali
e os vaiantes sentem-se frustrados na falta de desastres
e felizes em agredir a mulher
muitos vaiantes são mulheres
a euforia
uma certa embriaguez até
de estar ali fazendo ola
e aparecendo no telão de led

a euforia
e uma certa embriaguez até
de pertencer ainda a um grupo
um condomínio fechado dá segurança aos vaiantes

eles precisam gritar em público e em coro aquela palavra
que evitam dizer em casa
na mesa em que se empanturram
para depois fazer dieta
ou debaixo dos lençóis com as luzes apagadas

os vaiantes
crêem que tem o direito de ser deselegantes
pois pagam impostos e muitos deles pagaram pelo ingresso
livrando-se assim de estar na fan fest com aquela gente suada
ou no cheiro de fumaça do churrasco com os vizinhos de prédio

os vaiantes vaiam
porque a copa é aqui
e eles não tiveram de pagar em prestações
as passagens para a espanha, o méxico, o japão, a frança
vaiam pois não precisam se hospedar em cinco pessoas
em quartos onde mal cabem dois

eles vaiam porque estão em casa
mas lá fora aplaudem até microfonia
e as línguas arrevesadas que não compreendem
mas são estrangeiras e deviam estar dizendo coisas interessantes
que fogem a sua ignorância

os vaiantes vaiam
pois sabem que mesmo não perdendo
o que percebem como privilégio de classe
de gente bem
tem mais gente chegando perto de ter acesso
aos mesmos bens e serviços
a seus carros
aos aviões
aos estádios
ås universidades
metrô não que metrô é coisa de gentinha no entender dos vaiantes
tem mais gente chegando perto de sua bossalidade e ignorância

os vaiantes em seu estertor espamódico
mostram-se esquizofrêncos e epilépticos morais
espumando com suas bocas tortas na tv
suas barrigas
suas chapinhas
seus stick lips para manter brilhante o botox labial

os vaiantes sentiram-se eufóricos
pois não sabem distinguir um jogo de futebol
de uma eleição que sabem que o candidato deles perderá
pois confundem um jogo de futebol
com o carro alegre da história cheia de gente contente
que os atropela ou passa ao largo de sua falta de auto-estima

a história vai
os vaiantes ficam aguardando o challenger para se espatifar no ar junto com ele
os vaiantes adoram gran finale (Chico César)

 

Projeto de cinema itinerante na periferia de Teresina recebe prêmio nacional

Março 2, 2012

Redação do Correio do Brasil (colaboração da BBC-Brasil)

Tudo começou com uma televisão de 14 polegadas, levada para o meio da rua para exibir filmes em comunidades da periferia de Teresina, no Piauí. ”Eu tinha uma vontade muito grande de tirar o cinema do centro e levar para as comunidades, onde as pessoas não têm dinheiro para pagar nem a entrada nem o transporte”, diz Francisco Júnior, coordenador da ONG Movimento pela Paz na Periferia (MP3).

Primeiro, Júnior conseguiu alugar uma van com ajuda de católicos, depois de espíritas, até que enfim conseguiu juntar dinheiro para comprar a Kombi que é a marca registrada da ação que idealizou: o “Cineperiferia”, um cinema itinerante que exibe filmes ao ar livre nos subúrbios e áreas rurais nos arredores da capital piauiense.

O projeto foi eleito na última terça-feira, no Rio de Janeiro, como uma das três melhores ações sociais no Brasil pelo Prêmio Anu. Criado pela Central Única das Favelas (Cufa), o prêmio consagra ações desenvolvidas em favelas e comunidades carentes de todo o País.

Lazer gratuito
O Cineperiferia foi fundado oficialmente em 2004, e segue crescendo. Hoje, pega a estrada seis noites por semana. As sessões são sempre de graça e proporcionam um momento coletivo de lazer e entretenimento para comunidades onde há pouca ou nenhuma oferta cultural, segundo Júnior.

Mas o projeto também tem outro objetivo: afastar jovens da violência de gangues ou do envolvimento com drogas que, de acordo com ele, vem crescendo na periferia piauiense. ”A gente entra levando a imagem e isso nos dá a possibilidade de ver as pessoas, sentir quais são os problemas, do que elas estão precisando”, disse Júnior à BBC Brasil.

A partir do cinema, ele conta que conseguiu atrair muitos jovens envolvidos com o crime para a MP3. Na sede da ONG, em Teresina, eles fazem cursos de capacitação e recebem ajuda para buscar empregos.

O coordenador da ONG esteve no Rio para a premiação da Cufa. O Cineperiferia já havia sido eleito o melhor projeto do Piauí e concorria com os vencedores de todos os outros Estados brasileiros pelo Anu Preto, que caberia aos três melhores projetos.

A iniciativa piauiense foi escolhida ao lado de uma de Santa Catarina (Cozinhas Comunitárias) e outra do Rio (Voz da Comunidade). Agora, o objetivo de Júnior é aumentar o número de equipes e veículos para levar o cinema a quatro lugares a cada noite. ”O cinema é o melhor projeto que temos (na ONG), porque ele tem vida. As pessoas brigam com a gente quando a gente demora a ir às comunidades, mas nós não temos condições (de ir com mais frequência)”, diz.

A Kombi é conhecida pelos moradores. A cada noite, chega anunciando o filme e o local da sessão nos alto-falantes, para depois parar em uma praça ou região central onde o cinema – sempre ao ar livre – é montado. Um telão é fixado na lateral do veículo para a projeção. Em seguida, os moradores vão chegando, alguns trazendo suas próprias cadeiras e bancos, para esperar o filme começar

CORDEL: BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.

Janeiro 13, 2012


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a “poderosa” Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.

Autor: Antonio Carlos de Oliveira Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador, compositor de música popular e escritor com mais de 100 cordeis publicados como Zumbi, O Aluno Que Não Queria Crescer, O caipira e a delegada e outros.

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.

Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

A MALHAÇÃO INTEMPESTIVA DO JUDAS CAMARADA 2011

Abril 25, 2011
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Dizem por aí as línguas maléficas – não pelo poder de causar malefícios, mas pela sua impotência em colocar qualquer tese – que a catártica brincadeira da Malhação do Judas no Sábado de Aleluia está se acabando. Quem diz isso é a ecolalia da mídia sequelada, porque nos bairros e comunidades a tradição continua tanto em sua forma ortodoxa quanto com novos elementos de atualização da festa do discípulo preferido de Cristo, o filho de Maria.

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E é nesse sentido de inovação que a Afin realiza todos os anos com uma garotada da zona leste de Manaus e outras áreas. A começar que o evento se realiza no domingo e não no sábado, o que não tem mesmo importância depois que um historiador descobriu que a última ceia não ocorreu numa quinta, mas sim numa quarta-feira. Para a moçada afinada quem faz a data é a afecção produtora da alegria de se encontrar com o Judas camarada.

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Pra começar, foi feita uma encenação improvisada na rua Rio Jaú por dois atores da Afin, mais a talentosa atriz Pollyana, que interpretou Maria Madalena e mais o Anderson e o Erick, que fizeram um centurião romano e uma criança respectivamente.

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JUDAS (Gritando de um lado) – Jesus! Jesus!

JESUS (Gritando de outro lado) – Judas! Judas!

JUDAS – Eu estava te procurando.

JESUS – Eu também estava te procurando.

JUDAS – Estão querendo me colocar contra ti.

JESUS – Já escolheram até a árvore onde deves te enforcar.

JUDAS – Eu sei.

JESUS – Estão propagando que vais me trair por 30 denários.

JUDAS – Que aqui no Brasil equivale a 30 reais.

JESUS – Uma revolução não vale 30 reais; vale a dignidade de um povo.

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MADALENA (Entrando) – Jesus! Vem nos salvar! Vem salvar teu povo!

JESUS – Eu vou salvar, mas não só eu. Eu vou com você, Madalena. Eu vou com você, companheiro Judas!

UMA CRIANÇA (Vindo da plateia) – Jesus, as crianças estão contigo.

JESUS – Então vamos todas as crianças, todas estas senhoras que estão aqui, toda a população, porque um povo revolucionário salva a si mesmo.

TODOS – Abaixo à tirania! Abaixo à tirania! Abaixo à tirania!

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Depois deste entendimento de uma verdadeira Páscoa como libertação, passou-se às brincadeiras envolvidas na ludicidade-judas, onde todas as crianças participaram, dançando, cantando, pulando, de acordo com os afetos que passaram sem bloqueio pela dor das paixões tristes ao livre movimento dos corpos.

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Depois dessa movimentação toda, era hora de repor as energias com um desbrocante, também chamado mata-broca, um cachorro-quente preparado pela companheira Ana Cristina e a Bianca.

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Então veio o momento da malhação, que, como a Afin tem feito um trabalho pedagógico ano a ano de desmitificação e desmistificação da traição de Judas, assim como nada há de ver com Cristo quanto a uma vingança movida pelo ressentimento, a malhação se dá entre risos e gargalhadas, como uma brincadeira e não pelo ódio que move os impotentes.

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E pra finalizar a festa, quando cada criança já tinha pegado um pedaço, uma peça de roupa do amigo Judas, além dos bombons e outras guloseimas que haviam em sua vestimenta, veio aquele sorvelito do Noelson e as bolotas de chocolate feitas pela Lucicleia e outros afinados.

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Numa Páscoa com essa produção alegre da liberdade, com um Judas companheiro desses é que a moçada Afin e toda a criançada vão tecendo os encontros para realizar uma outra cidade, um outro mundo possível. Valeu, manô!

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