Archive for Janeiro, 2010

TODOS OS CRIMES AO VERSO

Janeiro 31, 2010

assalto à forma e à forma

agenciar a agência bancária
uma fila do INSS
……………………………..ferro
……………………..e
…………
aço
uma esquina em forma de

BERRÔ!

faz-gelar-a-costela
com a ponta de um dedo
no papel de entregar
babita
…..relógio
……….celular
por uma respiração em
– b – e – c – o – r – r – e – r – i – a –
a desenquadras
………e
distorções de
dois pãezinhos
…………….e
um verso
esfome
……………………….. indo-
…………………………………zzzzzzzzzzze

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Notas kinelmáticas e audiônicas

Janeiro 30, 2010

Carolina Maria de Jesus

  • Um dos cinemas bem cotados a vários festivais do mundo, inclusive ao Oscar, contará a história da brasileira Carolina Maria de Jesus, uma mulher negra que era uma catadora de papel semianalfabeta e que se tornou escritora consagrada no Brasil nos anos 60 e hoje é muito divulgada fora do Brasil.  O filme conta a históra de Carolina através da personagem Preciosa, mostrando a vida e a obra da escritora. Em seu livro Quarto de Despejo, Carolina previu a criação do PT e Lula Presidente:  “O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.”
  • Um dos maiores clássico da literatura inglesa, “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë, vai ter mais uma adaptação do cinema, com direção de Andrea Arnold (que foi premiada em Cannes por “Marcas da Vida”). Esta versão vai ser rodada a partir de Maio na Inglaterra.  Para os que não conhecem Cathy Earnshaw e Heathcliff esta é mais uma oportunidade. O livro já recebeu mais de 30 adaptações para o cinema. Entre estas já dirigiram a história, William Wyler, Luis Buñuel, Robert Fuest, Jacques Rivette, o japa Yoshishige Yoshida, Peter Kosminsky, o italiano Fabrizio Costa, etc.
  • Depois de 40 e tantos anos de estrada (inclusive depois do sucesso americano já passaram pelas terras brasileiras e manauaras várias vezes) e de uma carreira com uma produção músical bem tristonha, a banda de rock alemão, que canta muito em inglês, Scorpions, vão encerrar a carreira após seus mais de 40 anos. Passa a régua, Werner…
  • O curta-metragem em Super-8 “Avós”, dirigido pelo uruguaio quase brasileiro Michael Wahrmann, foi a única obra nacional selecionada para integrar a seção Generation do Festival de Cinema de Berlim deste ano. O trabalho é um estudo da faculdade de cinema que o diretor faz em São Paulo. O curta já havia ganhoo prêmio de melhor filme pelo júri oficial e pelo público, além de outros quatro prêmios. O vídeo pode ser visto aqui.

Chantal Akerman

  • A próxima Bienal de São Paulo terá uma forte presença de cinema, já com base dos 120 nomes. Terá forte pegada audiovisual a próxima Bienal de São Paulo, que começa em setembro no Galpão da Bienal do Parque do Ibirapuera. Dentre os mais de 120 nomes confirmados, já marcarão presença grandes diretores como o inglês Steve McQueen, a belga Chantal Akerman (que fará um curta para o evento), o videoartista e diretor de documentários alemão Harum Farocki,  o do libanês Anri Sala. Dentre os artistas, destaques para Cildo Meireles, Francis Alys e Isa Genzken.
  • O cineasta italiano Giuseppe Tornatore presidirá o júri internacional do próximo Festival de Cinema de Roma. Enquanto isto, o cineasta e animador será o presidente do júri do próximo Festival de Cannes, no lugar de Isabelle Huppert. Esquizamos que Zé do Caixão seja o proximo presidente em Cannes.

Bob Dylan e sua violarmonica

  • Assoviando e chupando cana. E o sempre jovem  Bob “Zimmerman” Dylan continua soltando as palavras pelos mares. Desta vez ele irá fazer um show na Casa Branca, para debater e defender os direitos civis. O concerto só é dia 10 de fevereiro.
  • Ainda na França, a 22ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de Toulouse, no sul da França, e que fará homenagem ao diretor de brasileiro de curtas Kleber Mendonça Filho, que dirigiu entre outros “A Menina do Algodão” , em 2002, e “Eletrodoméstica”, em 2005. A Mostra ocorrerá em março e terá uma mostra com o cinema LGBT. Com quatro curtas infantis, o curta infantil também representam o Brasil no Festival. Destaque ainda para a apresentação de episódios de Mafalda do Argentino.

  • O escritor português Jose Saramago vai relançar seu livro mundialmente conhecido “A Jangada de Pedra” em uma nova reedição, que terá todo o dinheiro arrecadado para os haitianos. Porém, o livro organizado pela Fundação Saramago somente terá lançamento no fim de fevereiro. Se todos tivessem esta disposição…

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Janeiro 29, 2010

Paris, 31 de março de 1875

Jardim das Oliveiras, COROT

Jardim das Oliveiras (1849) – Musée de Langres

Ontem eu vi a exposição Corot . Havia em especial um quadro, o Jardim das Oliveiras, fico contente que ele o tenha pintado.

À direita, um grupo de oliveiras perde-se no azul do céu ao crepúsculo; em segundo plano, colinas com arbustos e duas grandes árvores. No alto, a estrela da tarde.

No salão, há três Corot muito bonitos; o mais belo, pintado pouco antes de sua morte, Os lenhadores, sem dúvida será publicado na Illustration ou no Monde Illustré.”

Jean-Baptiste Camille Corot, nascido no dia 16 de julho de 1796, iniciou seus estudos artísticos com a temática paisagística-clássica sob os ensinamentos de Victor Bertin. Neste sentido, se enquadrarmos Corot em uma escola de vanguarda caberia então à Neoclássica.

O neoclacissismo caracteriza-se pela organização estrutural e formal dos elementos visual de modo similar aos artistas da renascença italiana.

Corot é sempre lembrado como um pintor de paisagens românticas com um quê mitológico, apesar de ter trabalhado uma enorme quantidade de retratos, principalmente infantis, além de inúmeros desenhos com técnicas à lápis e de bico-de-pena.

Camille Corot (fotografia de Félix Nadar)

No ano de 1825, empreendeu uma viagem pela Itália, onde progrediu bastante em seus estudos artísticos. Passou grande parte desse período em Roma, onde pintou obras notáveis e bastante conhecidas. No retorno à França, em 1828, viajou pelo seu país, visitando a Normandia e Borgonha, onde as observações acerca das regiões o serviram também para estudos comparativos da paisagem europeia.

As pinturas do período italiano são demasiadas escuras e sombrias. Corot passa então, a partir de 1830, a utilizar tons mais claros, iluminando assim suas paisagens, que singularizam as obras na qual aparecem a Floresta de
Fontainebleau.
Retornando à Itália, Corot permaneceu agora na região da Toscana. Poucos anos depois a fama bateu à porta de Corot e durante os anos de 1840 a 1855 a presença de obras suas nos salões parisienses eram constantes. É desse período de fama que datam as obras citadas por Van Gogh em carta a seu irmão Théo:
O Jardim das Oliveiras, de 1849, e Os Lenhadores, datada de 1874/75. Tais trabalhos demonstram as paisagens densas, enigmáticas e extremamente minuciosas de Corot.

Os Lenhadores (gravura no Le Monde Illustré 24, 5 de junho de 1880, pág. 348) – Van Gogh Museum Library (Amsterdam)

Camille-Corot foi um artista talentoso que teve reconhecimento em vida e o apoio de companheiros, também artistas, como Theodore Rousseau, que foi um dos fundadores da Escola de Brabizon – na França – e também pintor de paisagem.

O pintor morreu em 22 de fevereiro de 1875, com 79 anos de idade. Aproximadamente um mês após sua morte, Corot é citado na Carta escrita por Van Gogh.

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Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

VIVA O VINIL!

Janeiro 28, 2010

Hoje, no passeio do esquizo, o Esquizofia traz duas enunciações conjuminadas em uma vibrante sonoridade teatralizada. O LP “Plínio Marcos em Prosa e Samba – Nas quebradas do mundaréu”, gravado pela Chantecler – a gravadora do galinho madrugador -, em janeiro de 1974, no Estúdio Sonima.

Um bolachante cantante que faz o prato sambar e a agulha rebolar nos sulcos dos Batuqueiros da Vila Santa Isabel, e nas “quebradas do mundaréu. Lá onde os sol se esconde, o vento faz a curva e a chuva encosta o lixo”, na prosa marginal de Plínio Marcos.

Não há o que escrever mais sobre o teatrólogo “maldito” das décadas de 60 e 70, Plínio Marcos, com seu teatro “marginal”, que enlouqueceu a censura na ditadura militar. De Barrela, passando por Navalha na Carne, Dois Perdidos em uma Noite Suja, Abajur Lilás, Homens de Papel, Quando as Máquinas Param, entre outras obras, que escarafuncharam os guetos sociais de São Paulo produzido pelo capitalismo da burguesia parasitária com sua moral malsã. A dramaturgia pliniomarcosiana não ficou só nos palcos, foi também paras as telas das casas exibidoras do Brasil. Além de ser, também, exportado.

Também, não há mais o que se escrever sobre os ilustríssimos e famosos sambistas que se mostram nessas “quebradas do mundaréu”. O que escrever, senão o óbvio, sobre o talentoso Geraldo Filme, sambista de Escola e terreiro? Idem sobre Zeca da Casa Verde, com sambas sempre verdes para serem cantados e gingados, componente de um mundo maravilhoso, mas com muito som social e político. Ibidem Toniquinho Batuqueiro, que o próprio nome já confere à fera seu status de que com ele não tem corpo duro. Duro só o dedo que perseguia o samba nos velhos tempos do horror. O batuque sai da percussão, mas é no corpo que ele se faz. Tudo que Toniquinho batuqueiro cria e manda ver.

Vamos nessa, vinileiros! Esse é uma relíquia! No bom sentido (musical), esse Vinil é uma lenda urbana.

Para baixar este disco em formato digital de uma passada por alí

Notas sem escolta

Janeiro 27, 2010

>> O Fórum Social Mundial está borbulhando em Porto Alegre. Entrando em seu 3 dia de atividades, e ainda têm muita produção pela frente entre as marchas, palestras, discussões e happenings. A programação completa de todas cidades gaúchas podem ser conferidas aqui.

>> O Ministério da Cultura (MinC) está em festa por algumas razões. Primeiro, não é a primeira vez que o MinC comemora um orçamento recorde. Haverá vários programas e editais para áreas como cidadania e diversidade, livro e leitura, artes cênicas, música e artes visuais.

>> O grupo de grafitte Opni (Objetos Pixadores Não Identificados) é um grupo artístico de rua, que tem um trabalho de reconstrução da cidade, seja em ruas, becos, trapiches, barracos ou o que for por meio de instalações. Em sua mais recente exposição, no Espaço AEIOU, eles pretendem reconstruir uma vila da periferia na Vila Madalena.

Racionais em ação

    >> Um dos cantos mais borbulhantes e produtivos do Rio de Janeiro, a Cidade de Deus, teve um encontro da pesada no ano passado organizado pela CUFA (Central Única de Favelas), que está sendo divulgado agora: um encontro cabuloso dos manos Mano Brown e Ice Blue, dos Racionais Mcs, visitando MV Bill na CDD. Pra completar o encontro, os caras dos primórdios do Hip-hop de Nova York, os grafiteiros Daze e Fab 5 Freddy e Du Bronk’s, do grupo Rosana Bronk’s. É o embricamento de forças produtivas. O vídeo pode ser assistido no sitio do Rap Nacional.

    >> Enquanto no Brasil as locadoras de filmes vem sofrendo grandes faltas, na internet tudo indica que o mercado vem crescendo ao menos nos Estados Unidos. O site de vídeos YouTube lançou um serviço de locação de filmes on-line. Dentre os filmes, estão lançamentos independentes do Festival de cinema de Sundance. Além disto, o Festival de Sundance deste ano está com um plano para ampliar o cinema independente. Primeiro exibindo cinemas do lado de fora das salas de exibição, pois a verdadeira vida corre por fora. E ainda criar uma rede de cinemas passados em pay per view nas TVs a Cabo ou via satélite. Embora possa parecer uma estratégia de mercado, é o cinema independente tomando conta de outros espaços.

    >> O ataque cruel, bárbaro e desumano de Israel à Faixa de Gaza no começo de 2009, que foi denunciado inclusive pelo grande cientista político americano Noam Chomsky em ”Pesadelo em Gaza, fez muito mais estragos do que a destruição e massacre civil. Foram derrubadas instalações com alimentos e equipamentos da Ajuda Humanitária da ONU, além de ter matado vários funcionários. O Governo de Israel decidiu fazer um pagamento ‘ex gratia’ (sem admissão de responsabilidade). Como um povo que tanto padeceu pode querer tirar sua responsabilidade irracional em manter uma guerra com ataques brutais como aquele?

    Karim Aïnouz

    >> Está rolando até dia 30 deste mês a 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes que homenageia o grande cineasta Karim Aïnouz. Com uma programação infantil desastrosa repleta de leseiras, fica-se o deleite para o cinema nacional de qualidade. Destaque para “A Alma do Osso”, de Cao Guimarães, “Insolação”, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, “O céu de Suely”, “Viajo porque preciso volto porque te amo” e “Paixão Nacional”, de Karim Ainouz, e “Os Inquilinos”, de Sergio Bianchi.

    UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

    Janeiro 26, 2010

    Londres, 6 de abril de 1875

    Souvenir d’Amsterdam, THIJS MARIS

    De Nieuwe Haarlemse Sluis bij het Singel (“Souvenir d’Amsterdam”, 1871), Óleo sobre tela – Rijksmuseum (Amsterdam)

    Uma velha cidade de Holanda, com fileiras de casas num castanho avermelhado com oitões em escadinha e patamares nas portas, telhados cinzas, e portas brancas ou amarelas, vãos e cornijas; canais com barcos e uma grande ponte levadiça branca sob a qual se encontra uma chata com um homem ao leme, a casinha do guarda da ponte que se vê pela janela sentado em sua pequena escrivaninha.

    Um pouco mais longe no canal, uma ponte de pedra sobre a qual passam pessoas e uma charrete com cavalos brancos.

    E movimento por toda parte; um homem com um carrinho de mão, um outro apoiado ao parapeito, olhando para a água, mulheres de preto com toucas brancas.

    No primeiro plano, um cais com lajotas e um parapeito preto.

    Ao longe, uma torre se ergue sobre as casas.

    Acima disso tudo, o céu, num branco cinza.

    É um pequeno quadro, vertical.”

    Na aula passada, conversamos sobre o poema Meeresstille, de Heine, que Vincente diz a Théo recordar-lhe um quadro de Thijs Maris. O quadro a que ele se refere é este acima – De Nieuwe Haarlemse Sluis bij het Singel, conhecido como Souvenir d’Amsterdam, acompanhado da descrição que o pintor apresenta da obra de seu contemporâneo.

    Matthijs Maris ou Thijs Maris, como é conhecido, que é como Van Gogh o chamava, foi um artista holandês que tanto se destacou ao conseguir apreender em suas minúsculas telas o movimento e a força da paisagem holandesa, tão íntima deste quanto de seu conterrâneo Van Gogh.

    Nascido em 17 de agosto de 1839 na Holanda, Thijs era o do meio de três irmãos pintores, Jacob o mais velho e Willem, o mais novo. Esses três irmãos foram os artistas mais notáveis da Hague School (Escola de Haia) que se constituía num grupo de pintores que viviam e trabalhavam em Haia (tal como funcionava a Escola de Barbizon na França, vide aula Millet) entre os períodos de 1860 e 1890, e utilizavam na maioria das vezes tonalidades escuras e sombrias.

    Auto-retrato, Thijs Maris

    Thijs Maris iniciou seu aprendizado artístico com Isaac Elink Sterk em 1851, durante os três anos seguintes ingressou na Academia de Haia. Em 1854, com 15 anos de idade, se juntou ao ateliê de Louis Meijer, aonde já trabalhava seu irmão Jacob. Com o auxílio e incentivo de Meijer, Thijs ganhou da Rainha Sophia, em 1855, uma bolsa de estudos para a Antuérpia, mudando-se para lá junto com seu irmão Jacob.

    Desde muito jovem, Thijs já se interessava por paisagens românticas. Em 1861, empreendeu uma viajem para a Alemanha, onde esteve em contato com as pinturas românticas do século XIX e, logo depois, para Suíça, onde Thijs ficou bastante tocado pela paisagem que rodeava o Lago de Genebra. Segundo alguns escritos, esta foi uma das paisagens que mais o tocou profundamente e que ela demonstrava a vida real. Mudou-se para Paris em 1869 e lá desenvolveu um trabalho extremamente rico e diferenciado do que costumava fazer. Ao contrário de seu irmão, Thijs jamais voltou para a Holanda, decidiu passar os últimos anos de sua vida em Londres, de forma excêntrica e reclusa. Faleceu em Londres em 22 de agosto de 1917.

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    Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

    Kinemasófico: “O Pássaro Azul”

    Janeiro 26, 2010

    Associação Filosofia Itinerante – AFIN

    Enuncia:  “O Pássaro Azul

    Diretor: Walter Lang

    Atores: Shirley Temple (Mytyl),  Spring Byington ( Mummy Tyl),  Nigel Bruce (Mr. Luxury), Gale Sondergaard ( Tylette the cat),  Eddie Collins Tylo (the dog) Duração: 81 minutos

    Ano: 1940

    Nome Original: The blue bird

    Sinopse (resumo da história do filme): Os irmãos Mytil e Tyltyl estão em busca de encontrar o que é a verdadeira felicidade, além da riqueza e da pobreza. Ao buscarem saber como alcança-la descobrem que vão ter que embarcar em uma viagem pelo passado, luxúria, futuro, presente e outros espaços pra poderem achar o pássaro azul da felicidade, um passaro mágico que poderá ajuda-los. Conseguirão eles encontrar o belo pássaro azul? Embarque nesta encantadora história com a garotinha constante Shirley Temple.

    Como em todos os domingos, antes da sessão kinemazófica, há uma zófica leitura, que foi realizada pelo companheiro Júnior.

    Kaidara Mani, que não larga o brinquedo, juntamente com a companheira Mônica e Welton, conhecidos, em linguagem sociológica, como seus pais.

    Apesar de  problemas com a falta de energia diversas vezes no decorrer da sessão, a alegria dionisíaca esteve sempre presente em todos até o fim, e depois do fim com o mata-broca pipocal.

    O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

    Caindo em cima de um Picasso

    Janeiro 25, 2010

    Aconteceu na sexta-feira passada (22) com uma mulher nova-iorquina durante uma aula de artes no Metropolitan Museum of Art, de Nova York. Ela perdeu o desequilíbrio, escorregou e caiu sobre uma tela de Pablo Picasso (1881-1973) denominada O Ator.

    Segundo nota do museu, o acidente resultou em um desgaste irregular vertical de cerca de seis centímetros de comprimento na parte inferior do canto direito da obra. “Felizmente, o dano não ocorreu em um ponto focal da composição, e as equipes de curadoria e conservação estão na expectativa de que a reparação, que terá lugar nas próximas semanas, será discreta”, diz a nota.

    O Ator é uma pintura a óleo sobre tela medindo 196,2 x 115,3 cm, pintada entre os anos 1904/1905, na chamada Fase Rosa do pintor malaguenho, inspirada em personagens do circo, atores, acrobatas, palhaços, saltimbancos da commedia dell’arte. A tela foi doada ao Metropolitan por Thelma Chrysler Foy em 1952, e foi incluída em várias grandes exposições de trabalhos de Picasso na Europa e América.

    A pintura foi levada imediatamente para o estúdio de conservação, avaliação e tratamento de pinturas do museu e, segundo a nota, será exibida, como previsto, na próxima exposição de Picasso, entre as cerca de 250 obras de Picasso da coleção do museu, que estará em exibição de 27 de abril até 1 de Agosto de 2010.

    COISAS DO AMOR

    Janeiro 25, 2010

    Sempre disse aos amigos:

    “Aquestão não é amar,

    É ter alguém

    Para amar.”

    Um dia encontrei

    Uma mulher

    Que me disse:

    “Eu não te amo,

    Eu quero te amar.”

    Ficamos juntos.

    Nunca nos amamos.

    DISSENSÃO

    Janeiro 25, 2010

    Depois que deixei

    Minha

    Rua

    Nunca mais

    Vi a lua

    Entretanto,

    Encontrei a mulher

    Que

    Via

    Nua.