Archive for Março, 2011

Photo Graphein: Willy Ronis

Março 31, 2011

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Pica-flor

Março 31, 2011

A uma freira que satirizando a delgada
fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-Flor”.

Se Pica-Flor me chamais,
Pica-Flor aceito ser,
Mas resta agora saber,
Se no nome que me dais,
Meteia a flor que guardais
No passarinho melhor!
Se me dais este favor,
Sendo só de mim o Pica,
E o mais vosso, claro fica,
Que fico então Pica-Flor.

Gregório de Matos  Guerra


Kinemasófico: O castelo de areia

Março 30, 2011

O CASTELO DE AREIA

 

 

Título Original: Le Château de Sable

Ano: 1977

Diretor: Co Hoedeman

País: Canadá

Duração : 13 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : No deserto o vento cria um homem de areia que começa a criar vários amigos de areia com formas semelhantes há um porco, uma cobra, um caracol,  duas maozinhas, entre outros. Juntos eles vão se divertir nas areias produzindo um castelo de areia. Conseguirão eles montar um castelo no meio do deserto?

 

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Tréplicas, réplicas…

Março 30, 2011

Réplica: Lolita – Stanley Kubrick (1962)

Tréplica- Lolita- Adrien Lyne (1997)

 

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Março 29, 2011
Arles, 23 ou 24 de setembro de 1888
 
  O Semeador (a partir de Millet), PAUL LERAT
 
 
 
    The sower, Amsterdam, Vincent Van Gogh Museum
 

Van Gogh comenta de sua organização no atelier e dos mestres em suas paredes, mostrando sua ansiedade consumista de colecionador:

” Coloquei no atelier todas as japonesarias, os Daumier, os Delacroix, o Géricault. Se você encontrar a Pietá de Delacroix ou o Géricault, eu o exorto a comprar tudo que puder. O que eu gostaria de ter no atelier ainda são os trabalhos do campo de Millet e a água-forte de Lerat de seu Semeador que Durand-Ruel vende a 1,25 francos…

 Paul-Edme Lerat foi um artista acadêmico francês que trabalhou com água-forte e que foi autor de trabalhos interpretativos das obras de outros artistas no meio do sec. XIX. Como a arte também é capturada pela produção de capital é necessário de artistas que sejam habilidosos copistas. Lerat produziu muito neste sentido

Ele nasceu em Paris e foi ensinado por Lecoq de Boisbaldran e L. Gaucherel.Ele exibiu em Paris no Salão de Paris de 1869.

Sua água-forte O semeador ficou bastante conhecida, tendo uma grande influência na época, inclusive no trabalho de Van Gogh que experimentou um quadro do “Semeador” a partir da composição de  Lerat.

Vincent Van Gogh- O semeador

 

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Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

Pura? Como assim?

Março 29, 2011

As línguas do inferno
São sujas, sujas como as três

Línguas do sujo e gordo Cérbero
Que arfa ao portão. Incapaz
De lamber e limpar

O membro em febre, o pecado, o pecado.
A chama chora.
O cheiro inconfundível

De um toco de vela!
Amor, amor, a fumaça escapa de mim
Como a écharpe de Isadora, e temo

Que uma das pontas ancore-se na roda.
Uma fumaça amarela e lenta assim
faz de si seu elemento. Não vai subir,

Mas envolver o globo
Sufocando o velho e o oprimido,
O frágil

Bebê em seu berço,
Orquídea pálida
Suspensa em seu jardim suspenso no ar,

Leopardo diabólico!
A radiação o embarque
E o mata em uma hora.

Engordurando os corpos dos adúlteros
Como as cinzas de Hiroshima que os devora.
O pecado. O pecado.

Meu bem, passei a noite
Me virando, indo e vindo, indo e vindo,
Os lençóis me oprimindo como o beijo de um devasso.

Três dias. Três noites.
Limonada, canja
Aguarda, água me deixe enjoada.

Sou pura demais pra você ou pra qualquer um.
Seu corpo
Me ofende como o mundo ofende Deus. Sou uma lanterna –

Minha cabeça uma lua
De papel japonês, minha pele folheada a ouro
Infinitamente delicada e infinitamente cara.

Meu calor não te assusta. Nem minha luz.
Sou uma camélia imensa
Que oscila e jorra e brilha, gozo a gozo.

Acho que estou chegando,
Acho que posso levantar –
Contas de metal ardente voam, e eu, amor, eu

Sou uma virgem pura
De acetileno
Cercada de rosas,

De beijos, de querubins,
Ou do que sejam essas coisas róseas.
Não você, nem ele,

Não ele, nem ele
(Eu me dissolvo toda, anágua de puta velha) –
Ao Paraíso.

Febre, 40° – Sylvia Plath

Photo graphein: Edward Curtis

Março 28, 2011

Histórias das músicas brasileiras

Março 28, 2011

Chico César nasceu em Catolé do Rocha, na Paraíba, em 26 de janeiro de 1964, “aí pelas cinco e meia da tarde”. Basta pensar em Mama África, quase um hino seu. “Em João Pessoa, tive uma sensação clara de que quando começava a tocar Mama África, bastava dar os acordes e a fisionomia do público mudava. Era como se estabelecesse uma intimidade, uma cumplicidade imediata. Um reconhecimento do público que, ao mesmo tempo que se reconhece na música, me reconhece também”, lembra o cantor.

“Menino ainda, com oito anos de idade, fui trabalhar no lunik. loja de discos, de livros e também um foto. por essa época as freiras bombardearam catolé com flautas doces. por todos os lugares, debaixo dos pés de algaroba, das cajaraneiras e mangueiras, nas praças e nos campinhos de futebol tinha um menino ou menina, pobre ou remediado, fazendo “tuts”. eu era um deles, e a música instalava-se irremediavelmente em mim.”

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Eu penso que é injusto a gente considerar a carreira quando você conseguiu se levantar e correr mesmo. É importante a gente pensar que quando você ainda está se arrastando, quando se é bebê, ali já é o começo da carreira. Porque quando você está correndo é, na verdade, a continuação daquilo que está lá atrás e já o começo de um fim que você não sabe quando vai ser. Tenho foto minha com um grupo de música quando tinha dez anos. Chamava Super Som Mirim ou The Snakes, ou ainda uma versão pequena que se chamava Trio Mirim, eu e mais dois amigos tocando forró. Fiz a primeira música com 12 anos. Não sabia que era minha primeira música. Vim a saber quando ela já estava feita. E pensei: “Eu posso fazer música”. Com 14 anos eu tinha um grupo chamado Grupo Ferradura. Já era bastante sério, ideologicamente identificado com o Quinteto Violado, com a Banda de Pau e Corda. Mas, ao mesmo tempo, também escutava bastante Pink Floyd e Led Zeppelin. A gente juntava tudo e ouvia tudo muito misturado. E isso ia para o trabalho. Depois fui morar em João Pessoa quando tinha uns 16 anos.Fiz Comunicação lá, mas antes tinha já feito o terceiro científico com 16. Com 17 entrei na faculdade e fiz o curso de Comunicação.

Eu entrei na faculdade em 1981 e saí no final de 1984. Quando cheguei em João Pessoa, ainda com essa idade de 16 para 17, comecei um grupo de música chamado Jaguaribe Carne, que tem até duas fotos no encarte do CD dos dois irmãos que compunham o grupo comigo, Paulo Ró e Pedro Osmar. Ali também tem fotos com meus pais e com o Carlinhos Brown. É um pouco para mostrar essa coisa de diversas tribos negras, das minhas tribos. A tribo inicial ali do berço, a tribo que foi a minha adolescência musical com eles, e hoje essa coisa da afirmação do artista negro no mundo do show business, e aí a figura do Carlinhos Brown é bastante representativa. Esse grupo, o Jaguaribe Carne, me ajudou bastante a conceituar o que é meu trabalho hoje. Porque quando cheguei em João Pessoa, em minha visão, o máximo de ser artista era Os Novos Baianos. Essa coisa meio comunitária. Aquele monte de cabeludo bebendo, fumando, dormindo junto. A mulher de um que fica grávida e tem os filhos, mas ao mesmo tempo ela pode aparecer numa foto sentada no colo do outro.

Em 1983. Durante o projeto Pixinguinha eu vim para a música. A gente fez uma abertura para um show do Arrigo (Barnabé) lá em João Pessoa, o Clara Crocodilo. Aliás era um show em que o Passoca abria tocando a viola dele e assobiando. Era engraçado, ele entrava assobiando e dizendo: “Oi, eu sou o Passoca, aquele que canta e toca”, e assobiava (risos). Depois vinha o Arrigo. E antes de todos eles vínhamos nós, o grupo Jaguaribe Carne…

Quando voltei para São Paulo e fiquei pensando nas coisas que acontecem no Carnaval, cenas que vêm a tona. Coisas que a gente vê, que a gente faz, que você se arrepende etc. Veio essa história do show e pensei: “puxa, como foi forte aquele negócio”. E também aquela sensação quando toquei Mama África, em João Pessoa. Fiquei pensando: “os negros trabalham o ano inteiro, lavando carro, carregando água para casa de madame, passeando com cachorro. Aí, quando chega a hora de brincar, vem gente dizer como você tem que brincar?” Entendeu? Veio a lembrança das brincadeiras com meu cabelo, nem sempre engraçadas. Por exemplo, expressões como abacaxi, cebolinha, beterraba, formiga atômica, coqueirinho. Eu pensei sobre isso também. Fiquei pensando a importância que tem um artista como eu, de vir dessa origem, de conhecer muito bem o que é ser preto e pobre e falar para eles. Como o discurso pode ter efeito. Refiro-me ao discurso da música. Falar para eles e, ao mesmo tempo, falar por eles. A música popular brasileira pode ter essa carga de engajamento e não deixar só no ambiente do rap. Reivindicar para si esse compromisso. Inclusive eu já tinha isso em outras músicas, a própria Mama África, Mandela, Dá licença, aquela que fala: “fome, barriga do homem não é sua casa/dor, peito do homem não é seu apart hotel/medo, cabeça do homem não é sua praia/infelicidade, barriga do homem não é seu metrô/sai, sai, sai”. Algumas pessoas até estranharam um pouco esse título “Respeitem meus cabelos, brancos”, a letra da música e tal. Mas tudo, na verdade, tem bastante humor, que é uma peculiaridade do discurso musical. Acho que as pessoas se acostumaram a me associar com canções como À primeira vista, Onde estará o meu amor, Templo. “Ah, o Chico é aquele menino bonzinho que escreve coisas bonitas, como ele é doce, nossa, ele é tão feminino”. Eu sou bonzinho, mas eu não sou bobo (risos). O mesmo cara que escreveu essas letras escreveu: “grisalho/o olho do espantalho/vê as maldades do mundo e diz/caralho”. Fez outra música que diz: “é preciso ter pão/é preciso ter grana…/é preciso dar cu”. Mas as pessoas meio que filtram. Elas querem uma parte do que é você, porque é difícil aceitar o todo. Isso no geral. Tem gente que fala assim: “Ele escreve umas letras tão legais, mas aquele cabelinho dele é tão ridículo”. Ou o contrário: “O cabelo é dá hora, mas a música dá licença”. Me referindo a um outro tipo de público. Porque quando você trabalha com música popular brasileira é, de certa forma, uma coisa muito conservadora. Positivamente e negativamente conservadora, porque tem raízes muitos profundas. Você está trabalhando no terreno de Donga, de Noel Rosa, João Bosco, Aldir Blanc, de Gonzaguinha. Um pouco no terreno da música dos tios, dos pais. É diferente de você fazer rock, quando se está trabalhando no terreno, sei lá, de Dead Kennedy’s, Nirvana, que é uma coisa mais aqui e agora. Quando pensei ‘puxa, sou um artista de música popular brasileira’, eu queria a conciliação desses dois discursos, de uma elaboração que tem a ver com essa coisa do território de você pegar os elementos da cultura brasileira, da cultura nordestina. Juntar Luiz Gonzaga com Arrigo Barnabé e, ao mesmo tempo, ter influência de Lulu Santos, Paralamas. Acho que há sempre um avanço na música popular brasileira que é um pouco impulssionado por esse tipo de artista que eu sou. Que é o cara que não faz o rock’n roll, o pop, a música de rádio pura e simplesmente, que é o material com os quais trabalham as gravadoras. A gente pode olhar aqui nessa parede (Chico aponta para uma parede na gravadora onde estamos) e vocês vão ver Capital Inicial, Falamansa, Frank Aguiar, Rita Lee. De todo mundo que está aí, talvez Rita Lee e Titãs sejam um pouco os artistas dessa linha do rock que se aproximaram da idéia de MPB, que buscaram essa consistência que tem a MPB. Mas a maioria só trabalhou com um lado ou com outro. Acho que isso gera muitas dúvidas do ponto de vista do ouvinte, do receptor: “Quem é esse cara, o que é que ele está fazendo, por que ele não continua fazendo os seus disquinhos voz e violão, cantando a sua mpbzinha?”. Mas o fato é que quando fiz voz e violão, o conceito já era de uma música popular brasileira diferente, com raízes nordestinas, mas, ao mesmo tempo, dialogando com outras coisas.

Transcrição da Entrevista para Página da Música

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chico César é um artista que não se vende a mídias e tem um posicionamento existencial que reflete numa maturidade musical.

 

 

 

 

 

 

 

 

Beterraba como também é chamado é uma criação no palco. Seu cd Aos Vivos é uma demonstração da fruição cênica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chico César ao lado da mãe

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chico ao lado de Tom Zé, Baixinho do Pandeiro e Jarbas Mariz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nelmar, Loli, Francisco e Chico Cesar

Notas revoltas

Março 26, 2011

 

 

 

 

 

  • Tim Maia, um dos grandes cantores da música brasileira, continua a aprontar das suas. Agora após 13 anos depois de estar pro outro lado, seu corpo será exumado para que seja feito um teste de paternidade. Mesmo a família tendo negado, a justiça autorizou. Agora vamos saber se Tim será mais uma vez pai.

  • Quem dizia que David Bowie já estava de pijamas pode esquecer. Pelo menos na internet já vazou o álbum inédito de Bowie após 8 anos, Toy que segundo o NME já espera desde 2001 para ser lançado. O cd tem 14 regravações com novas versões de músicas dos primordios como “Uncle Floyd” e “Afraid”. Quem procura baixa.

  • Em Salvador no teatro Castro Alves será comemorado o Dia Mundial do Teatro. com uma programação especial com produções do teatro baiano. Na programação estão “Pólvora e Poesia”, “O Indignado”, “As Velhas”, “Teatro Nu: O Pedido de Casamento”, “1,99” e “Namíbia, Não!”.

  • Hoje (26) em São Paulo ocorrerá o evento artístico Free Art Fest criado pelo grafiteiro Gejo. Este tipo de festival que já teve outras edições teve origem ne Europa, e os visitantes tem direito de escolher uma obra que lhe agrada e levar para casa gratuitamente. Aos interessados o evento ocorre na galeria Mônica Filgueiras e contará com 200 peças de 200 artistas e a entrada na galeria será por ordem de senha. Obras de Paulo von Poser, Raquel Kogan, Florian Raiss, Lea van Steen, Ozi e o próprio Gejo

 

 

 

As xilografias de Mestre Noza entre outros

 

  • O Memorial da Cultura Cearense do Centro Cultural Dragáo do Mar traz a partir desta quarta-feira (30) a exposição Xilogravura Nordestina – Trajetória e evolução. A mostra apresenta uma síntese de quase um século em que a xilogravura no Nordeste alcançou um notável nível de apuro estético partindo da tradição popular fundada no imaginário do povo pelo pioneiro Mestre Noza, de Juazeiro do Norte, no Ceará. Na exposição temos obras de Samico, J. Borges entre outros.
  • Em comemoração ao Dia do Teatro a cidade de Teresina terá inumeras ações. A festa começa hoje (26) as 8 horas no Teatro 4 onde será pedido a reforma imediata do local.Depois, às 9h, os artistas seguirão em “Cortejo”. A festa será seguida de apresentações de teatro de rua e a festa só termina no domingo.

  • No domingo (27) comemora-se além do dia do Teatro, o aniversário da cidade de Salvador. E em comemoração o grupo Africantar apresenta o show Lamento das Águas, às 17 hrs no Cine Teatro Solar Boa Vista. Neste show, o grupo homenageia a essência feminina do ser humano, entoando cantos às Yabás, deusas do panteão africano e responsáveis por este novo ano que se inicia. O repertório contempla ritmos afrodescendentes como Ijexás, Sambas, Cirandas e que contam com canções dos Tincoãs, de Capinan, de Milton Nascimento e de Edu Lobo, se misturam a textos de Castro Alves, Pierre Verger, José João Craveirinha, Juracy Tavares, Reginaldo Prandi e Jorge Ben Jor.

  • O Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB, abre inscrições começando hoje até dia 25 de maio do CONCURSO PARA PREMIAÇÃO DE OBRAS MUSICAIS-“9º FESTIVAL DE MÚSICA EDUCADORA FM” para Seleção de Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental e Melhor Arranjo. Os interessados poderão obter informações e/ou realizar inscrição das 14:00 às 17:00 horas, na RÁDIO EDUCADORA DA BAHIA.

Obra do pernambucano Derlon

  •  O Rio de janeiro está com diversas exposições inaugurando esta semana. THOMAS HENRIOT NO BRASIL traz obras do artista no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) a partir de quarta (30). Na Galeria Artur Fidalgo, a partir de quinta temos a exposição do artista pernambucano Derlon.
  • Na bela Recife o fim de semana é festeiro e têm a inauguração do Parque Dona Lindu (Boa Viagem) neste domingo as 18 hrs, com concertos de Lenine, Orquestra Sinfônica do Recife.

  • A Microsoft comprou os 666 mil endereços IP que foram colocados em leilão como parte da venda dos bens da Nortel, após sua falência. seria um fator banal caso os blocos de endereço IPv4 serem uma coisa em extinção. Para os leigos os endereços IP são usados para identificar dispositivos individuais na internet e em redes privadas.O acordo ainda precisará ser aprovado em corte, e qualquer um que tiver uma objeção deverá enviar seus comentários antes de 4 de abril. Alguém consente deixar o ouro para Buffalo Bill?

  • Já está em testes o novo serviço de música do Google, chamado de Google Music. Ainda faltam ajeitar as músicas, mas a empresa pretende fazer um teste público. A tecnologia usará streaming pelas nuvens o que preocupa as gravadoras. Com a idéia a Google pretende concorrer com o Itunes.

  • Para os que ainda pensam que Daniel Radcliffe é apenas o nerd Harry Potter estão um pouco desatualizados. Daniel é engajado na luta GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgeneros) americana.Por este trabalho vai receber em junho o prêmio da associação The Trevor Project que com seu trabalho engajado reconhece o apoio de Daniel na luta contra os suicídios.
  • No Centro Cultura Banco do Brasil começa hoje(26) a exposição e mostra ‘SANFONEANDO – 80 anos do Mestre Sivuca” que vai até 17 de abril. Na programação temos este fim de semana a Orquestras de Sopros e dos Flautistas da Pro Arte com a participação do sanfoneiro Kiko Horta. nos dias 02 e 03.04 Marcelo Caldi , Fábio Luna e Quarteto Sivucordas Nos dias 09 e 10 temos Quinteto Sivuca e pra finalizar em 16 e 17 um Encontro dos Sanfoneiros – com participação de Marcelo Mimoso, os sanfoneiros Alessandro “Bebê” Kramer, Marcelo Caldi, Kiko Horta . Há ainda palestra e outros eventos

  • No Centro Cultural Banco do Brasil do Rio, começa esta semana as competições internacionais do É Tudo Verdade 2011 – 16o Festival Internacional de Documentários. A edição conta com 12 títulos de longas e médias-metragens e 9 na de curtas-metragens todos inéditos no Brasil. O festival ocorre de 1º a 10 de abril.

 

 

 

 

  • Ainda no Centro Cultural Dragão do mar temos a comemoração do Dia do Teatro no domingo (27) com a peça Filha da Anistia, de João Otávio da Caros Amigos Cia de Teatro. A peça discute os efeitos da ditadura e ocorre em dois horários às 11 e 20hrs.

  • A islandesa Björk avisou que vai lançar seu novo álbum, Biophilia, inteiramente no iPad e o lançamento será feito por meio de uma série de aplicativos. Biophilia ainda não tem data de lançamento, mas já se pode ver uma versão orquestrada do álbum.

  • A Mostra Rumos Cinema e Vídeo – Linguagens Expandidas chega em Fortaleza esta semana trazendo filmes, performances, documentários e exposição. Ele fica aberta a partir de terça (29) até 10 de abril Auditório e Espaço Mix.

  • E a CAIXA Cultural Rio vai trazer um jeito diferente de almoçar unindo a arte grega da gastronomia com a do cinema. É o festival Curta no Almoço que começa na terça e leva o elemento dionizante do cinema para as mesas. No menu ‘Samba morena” de Cacinho , ‘Três minutos” de Anna Luiza Azevedo , Josué e o pé de macaxeira de Diogo Viegas , Pimenta de Eduardo Mattos , A volta do Trem das Onze de Cacinho. Passa o sal…

 

 

  • Denton, uma cidade do Texas está com um projeto de resgatar os trabalhos de dez compositores que ficaram “perdidos” na história pela ascensão do nazismo na Alemanha. Entre os nomes temos o polonês Paul Kletzki, e o músico Reinhard Oppel.

Enquanto para uns Gisele Bündchen já está ficando para traz frente as novas modelos, para a moda do Oriente Médio Gisele é um furação. Um dos trabalhos que a modelo brasileira fez para uma grife teve que ser editado cobrindo o decote para este poder circular no Oriente Médio. Invejosas te oriente..

 

  • Cuide bem de se computador e eletros… Isto pois a previsão de analistas é que com as castatrofes japonesas a indústria de chips pode se prejudicar e os preços estourarem.

  • Lady Gaga continua nas paradas das lambaças. Ela assumiu à revista “People” que está perdendo cabelo por fazer uso excessivo de tinturas.Seu original castanho está bem longe. A cantora ainda afirmou segundo o NME que só tem tatuagens no lado esquerdo do corpo e isto a faz metade Iggy Pop e metade Marilyn Monroe.

 

  • A cantora que bateu recorde de vendas digitais, Lady Gaga, cumpriu o prometido e trouxe uma segunda versão de “Born this way” agora em rítmo country. As vendas da música no Itunes terá parte do lucro revertida no combate ao bullying. Enquanto isso já pode conferir a versão aqui.

   

 

Que Zé do Caixão salve o viradão

 

 

  • Em Avilés na espanha, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer é um prédio projetado por Niemeyer e que vai ser inaugurado hoje. Com quatro ostentosos edifícios, o prédio já teve uma grande festa com a banda de Jazz de Woody Allen. Este local será um dos maiores centros culturais do mundo.

 

  • Embora a Pinacoteca do estado de São Paulo tem tentado, o promotor e curador de fundações do Ministério Público Estadual Airton Grazzioli negou o pedido de tombamento da coleção Nemirovsky por entender que”obras de arte que pertencem a fundações são inalienáveis”. Na verdade a finalidade disto não é a conservação, mas dissidências internas e autoritarismo. E o que arte-mos a ver com isso… enquanto isso hoje abre a exposiçãao A casa da Rua Guadalupe na Pinacoteca..

 

  • Estão fazendo um abaixo-assinado online com o título «Salvem a TV Cultura». Só se for para salvar da gestão nefasta que administra ela e do Governo de São Paulo que não consegue ajudar em nada para que se concretize um espaço diferente na televisão. Se fosse a rede globo, aí queria ver governador se mexer…

  •  O Virada Cultural 2011 deste ano tenta mais uma vez se virar e esperamos que desta vez se vire totalmente até se perder. E para isso anunciaramas atrações:as bandas de rock pesado Misfits, P.O.D., Steel Pulse; os mexicanos do Straightjackets,os frenêticos do Skatalites, o multi-instrumentista Edgar Winter, Rita Lee, Sepultura, Paulinho da Viola, Marina Lima, Almir Sater, Martn’alia, Erasmo Carlos, Blitz, Plebe Rude e RPM, além de Dominguinhos, que é um grande apoaidor da direita que toma conta do Governo de São Paulo. Tô fora… Ainda estão preparando uma mostra para Zé do Caixão.

  • A cantora Gwen Stefani da banda No Doubt sem dúvida está no mundo. Isto por que ela doou 1 milhão para o fundo de emergência destinado às crianças que sofreram o terremoto-tsunami no Japão. Stefani também preparou o design para algumas camisetas a serem vendidas. Para a contora, isto é sem duvida pouco em relação a tudo que o povo e a cultura japonesa a ensinou todos estes anos. Arigato… You are not just a girl.

 

  •  A partir de segunda estão abertas até 8 de abril as inscrições para oficinas dança e hip-hop na UDAM em Rio Claro, São Paulo. Estas oficinas ocorrerão a partir de 11 de abril.Informações ligue: 3532- 5942.

     

  • Amy Winehouse já está com um novo projeto após lançar seu novo album. O projeto é gravar algumas músicas para o CD com duetos junto com Tony Bennett. O cd em louvação ao americano vai ocorrer em setembro e ainda contará com duetos de Sheryl Crow e Norah Jones . Enquanto isso Amy já quer um novo álbum solo.

 

  • Amy Winehouse sempre escreveu canções sobre sua vida. Mas agora está perplexa com a notícia de que seu ex-namorado, o cantor Alex Clare, vai revelar segundo o NME, detalhes do romance através de canções.Esperamos que a música seja uma produção que siga além de brigas cotidianas.

  • Em comemorações ao Teatro’s Day a cidade paulista de Rio Claro fará hoje(26) a 2a mostra de Teatro Fausto Brunini, com os espetáculos Navalha na carne, A valsa no 6,Lúmina e Performance poética para as mulheres excluidas. Que dionísio inunde vossas apresentações.

 

 

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Março 25, 2011
Arles, 23 ou 24 de setembro de 1888
 
  
O teatro Matsumoro no distrito de prazer de Tóquio (1870), KUNISADA II
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 The Matsumotorō theatre in the Tokyo pleasure district, Amsterdam, Vincent Van Gogh Museum

 
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Esta se trata da obra principal da coleção de gravuras japonesas que pertenceram ao pintor monoauricular holandês durante sua vida e por isso encontra em sua fundação.

Van Gogh comenta de sua organização no atelier e dos mestres em suas paredes, mostrando sua ansiedade consumista de colecionador:

” Coloquei no atelier todas as japonesarias, os Daumier, os Delacroix, o Géricault. Se você encontrar a Pietá de Delacroix ou o Géricault, eu o exorto a comprar tudo que puder. O que eu gostaria de ter no atelier ainda são os trabalhos do campo de Millet ….

 Utagawa Kunisada II (1823 – 1880) foi um de três artistas de Ukio-e a ser conhecido pelo nome de seu mestre, Utagawa Kunisada que teve uma famosa escola com seu nome. Esclarecendo: Toyokuni III foi pupilo de Kunisada e, ao longo de sua temporada com o mestre, acabou por assinar a grande maioria de seus primeiros trabalhos. Daí, portanto, ele passou a ser conhecido por “Utagawa Kunisada II”. Outro fator que contribuiu para que Toyokuni passasse a utilizar o nome de seu mestre foi o enlace com sua filha mais velha, ocorrido em 1846. Após a morte do verdadeiro Kunisada, o artista voltou a utilizar seu nome “Toyokuni III”.

Os trabalhos de Kunisada II são obras de xilogravuras e, em geral, retratam a harmonia simbólica das casas e das cerimônias de chá. É também comum notarmos, em suas obras, a presença de gueixas, que naquela época tinham, entre algumas de suas funções, apenas servir e acompanhar seus “clientes” nas casas de chás.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Xilogravura mostrando o mestre Utagawa Kunisada, aquele que deu nome a uma forte escola e a dois sucessores. Este retrato foi pintado pelo sucessor imediato Kunisada II.
 
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Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.