Archive for Janeiro, 2014

Kinemasófico: 9 curtas

Janeiro 31, 2014

Neste domingo que capitalisticamente se injeta o dia das crianças a Afin continuou a produção kinemica pois todo o domingo é festa para as crian        ças do Kinemasófico. Além das brincadeiras e do encontro social infantil houveram os curtas de cinema começando com IMG_5204

O HAMSTER DESAFORTUNADO
hapless hamster


Titulo Original: The hapless hamster (Gopher Broke)

Ano: 2004 (Melhor curta Ottawa International Animation Festival)

Diretor: Jeff Fowler

País: Estados Unidos
Duração :04 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um hamster faminto tenta a todo custo derrubar as frutas dos caminhões que passam rumo a fazenda. Porpém o infortunado não é o único faminto.

JONAS E LISA

Jonas and Lisa - Zabelle Coté, Daniel Schorr

Titulo Original: Jonas and Lisa

Ano: 1995 (Melhor filme animado no Animamundi, Festival do Filme Infantil de Chicago e no Festival de Havana)

Diretor: Zabelle Coté, Daniel Schorr

Personagens: Crianças, pai, mãe, rua

País: Canadá

Duração : 9 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Logo cedo uma mãe prepara-se para o novo dia que vai começar. De?

TROCANDO PILHAS

changing batteries

Titulo Original: Changing batteries

Ano: 2013 (Melhor animação Digicon Malaysia)

Diretor: Shu Gi, Casandra Ng, JiaHui and Bahareh Darvish.

Personagens: Robo, senhora…

País: Malásia
Duração :5 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma senhora solitária decide comprar um robô para lhe fazer companhia e ajudar com as tarefas de casa. Toda vez que o robo para suas atividades é hora de trocar a bateria. O robô e a senhora continuarão com suas baterias para sempre?

JOGO DE CONTAS
The Bead Game (Ishu Patel, 1977)


Título Original: The bead game

Ano: 1977 (Melhor curta no BAFTA)

Diretor: Ishu Patel

Personagens: Animais, cores, contas,

País: Canadá

Duração : 06 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma série de contas formam animais e seres que disputam entre si a sobrevivência em um mar de cores e pequenas contas.

O FAROL

the lighthouse

Título Original: The lighthouse

Ano: 2010 ( Melhor animação no Kansas City FilmFest e Real to Reel Film and Video Festival)

Diretor:  Po Chou Chi

Personagens: Pai, filho, farol, barcos

País: Taiwan

Duração : 08 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um pai cria sozinho um garotinho em um farol e sempre apoia os sonhos do filho. Aos poucos o menino cresce assim como as oportunidades pra ele. Porém ele vai ter que partir e deixar o velho farol. Como estará sua luz quando o rapaz voltar?

COMIDA SOBRE VOCÊ

food bout you

Titulo Original: Food bout you

Ano: 2010

Diretor: Alexandre Dubosc

País: França
Duração :01 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Feito como homenagem para os 50 anos de um dos mais importantes festivais de animação, o Festival de Annecy, o diretor mostra através de experimentos uma criação culinária em homenagem ao fest.

ÚLTIMA VEZ EM CLERKENWELL

last time in clerkenwell

Titulo Original: Last time in clerkenwell

Ano: 2008 (Melhor Curta festival de Tribeca)

Diretor:Alex Budovsky

País: Reino Unido
Duração :04 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : A legião dos pássaros da hora do banho aprontam mais uma em uma história cheia de música e humor.

DONA CRISTINA PERDEU A MEMÓRIA
dona cristina perdeu a memoria


Titulo Original:Dona Cristina Perdeu a Memória

Ano: 2002 (Melhor curta no Festival Internacional de Curtas de São Paulo)

Diretor: Ana Luiza Azevedo

Personagens: Menino, Dona Cristina, Cerca, ponte

País: Brasil

Duração : 13 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Antônio, um menino de 8 anos, descobre que sua vizinha Cristina, de 80, conta histórias sempre diferentes sobre a sua vida, os nomes de seus parentes e os santos do dia. E Dona Cristina acredita que Antônio pode ajudá-la a recuperar a memória perdida.

PARA O RESTO

For The Remainder - Omer Ben David, 2011

Titulo Original: For The Remainder

Ano: 2012

Diretor: Omer Ben David

Personagens: Restos de imagens

País: Israel
Duração :9 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : O que nos resta das imagens? Uma vaga e atmosférica animação que nos mostra um velho gato da casa  diz adeus a sua casa nos momentos finais.

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

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Fábula esquizopolitica

Janeiro 30, 2014

Era uma vez um príncipe triste e ressentido que chorava pela perda do trono. Ele e sua corte de desocupados tinha grande inveja de um sapo barbudo que vivia a cantar feliz ao povo e também da nova corte de quem este povo gostava mais. Mas o sapinho em sua sapiência animal, não estava nem um pouco preocupado com os que falavam mal sobre a vida no palácio por que a proba e bela rainha sabia como os sapos andar com facilidade sobre as marolinhas e dar grande saltos junto com o povo que a adorava. Com raiva da rainha, o ressentido príncipe sem trono e sua corja de invejosos, que incluía alguns grandes comerciantes, os desencefalados oradores dos mercados e parte da aristocracia ignara, espalhavam mentiras pelo reino sobre o sapo barbudo e a rainha D. Porém, mesmo com tanto ódio e tanta mentira até os minerais da lagoa, onde morava o sapo barbudo, sabiam que o povo com sua inteligência nunca ia deixar que as mentiras vindas dos afetos tristes afetassem sua liberdade. E assim a rainha D continuou reinando por muito sois enquanto o povo continuou livre em suas escolhas, sem influência das chorumelas e irracionalidade do príncipe e dos sem trono, que cada vez era ouvido menos, até que o dia em que o coaxar dos sapos e a inteligência do povo falavam muito mais alto do que qualquer palavra emitida pelos parentes daquele garoto de nariz grande. Mas esta é outra história. Quem gostou coaxe gostoso e quem quiser que conte outra… Mas sem manipulação

A terra acolhe o enraizado com a luta humana Pete Seeger

Janeiro 29, 2014

http://www.cartacapital.com.br/cultura/lidera-a-gente-ai-pete-4630.html/pete/image_preview

Da Carta Capital

“Lidera a gente aí, Pete.” Foi assim que Bruce Springsteen pediu a Pete Seeger, na véspera da posse de Barack Obama, em uma Washington D.C. gélida, para iniciar a rendição, nas escadarias do monumento dedicado a Abraham Lincoln, de This Land is Your Land, o clássico do amigo, mentor e parceiro de aventuras Woody Guthrie, padrinho honorário da folk music do lado de cá do Atlântico. Guthrie tinha 88 anos e aquele momento foi, ironicamente, o pináculo e a derradeira celebração da combalida esquerda norte-americana. Desta vez, o artista marcado na lista negra do McCarthismo, namorado assumido do comunismo na primeira metade do século passado, estava dentro da Casa Branca. Em 1969, trinta anos antes, ele gritara, depois de entoar Give Peace a Chance com uma multidão de ativistas, “O senhor está nos ouvindo, presidente Nixon?”

Esta terra é sua/esta terra é minha, anunciava Guthrie em 1945. E seguia: De um lado daquela placa/está escrito: propriedade privada/ mas do outro/ não há nada escrito/ esta terra é minha e sua. Seeger e Springsteen entendiam o valor simbólico do encerramento da celebração oficial da eleição do primeiro presidente negro com a letra subversiva. Seeger gostava de contar a história de que a música fora composta em 1940, mas somente gravada em 1945, quando, com melodia de hino batista, já estava na cabeça e no gogó de milhares de norte-americanos. Ele, como Guthrie, jamais dependeu da indústria da música para encontrar seu público.

Apesar de ter gravado uma centena de discos, de todos os formatos imagináveis, era partidário do download de músicas gratuitas, dos shows sem custo para quem não podia pagar por suas apresentações e da crença, quiçá ingênua, desenvolvida ainda quando tocada ukulelê em Harvard e militava na Juventude Comunista, de que a música podia sim mudar a vida das pessoas, das comunidades, das nações, do planeta.

A apresentação com Springsteen, que o homenageara três anos antes com o belíssimo álbum We Shall Overcome: The Seeger Sessions, era a afirmação tardia da chegada da esquerda ao poder nos EUA. E a passagem, mais ou menos oficial, do bastão do violão, ou, vá lá, guitarra do povo, de Guthrie para Seeger para Dylan para Springsteen. No show tributo aos 90 anos de Seeger, em um Madison Square Garden apinhado de gente, Springesteen assim apresentou seu amigo mais velho: “Pete Seeger, um arquivo vivo da música popular americana, mas também de nossas consciências, um testamento do poder da música, das canções e da cultura de empurrar a História adiante”.

Três anos depois, chapéu vermelho à cabeça a fim de se proteger como podia do frio antecipado de uma noite gélida de outubro em Nova York, decepcionado com a quebra da promessa do governo democrata de fechamento da base militar de Guantánamo, inconformado com a contínua ocupação do Afeganistão, enojado por ter de pagar de seu bolso pelo resgate do viciado sistema financeiro, o avô menestrel avançava novamente o cordão da História e se unia aos jovens do Ocupem Wall Street na praça Zuccotti. Apesar da preocupação da (des)organização do movimento, com os líderes propositadamente não ungidos, incluindo seu neto Tao, temerosos com a vontade do nonagenário de marchar por 30 blocos ao som de We Shall Overcome, de Symphony Space, nas imediações da rua 95, até o limite sul do Central Park, em Columbus Circle. Pois não só o senhor de 92 anos andou uma vez mais pelas ruas de Manhattan com uma multidão repetindo seus versos, como deu uma bengalada – uma das duas que carregou, com orgulho, pela caminhada – com gosto em uma escultura de um elefante, símbolo do Partido Republicano, como repetiu palavras de ordem como “Ninguém vai nos parar/um outro mundo é possível” e “Nós somos os 99%”.

Seeger sempre esteve com a maioria, orgulhoso em viver como um dos 99%. Sua encarnação mais recente, a de defensor e promotor incansável da despoluição do rio Hudson, transformou a economia de Nova York de forma decisiva, abrindo toda uma nova área de turismo para o estado, com a possibilidade do uso das praias fluviais triplicando o valor de mercado das – impossível não registrar a trapaça do destino – propriedades privadas em cidades como Hudson e Beacon.

Em seu discurso para os meninos do Ocupem, Seeger foi direto e extremamente generoso, rompendo com a velha esquerda e abraçando a novidade das ruas, seu palco predileto: “Desconfiem sempre dos líderes absolutos. Minha esperança é a de que este movimento signifique o nascimento de centenas, de milhares de pequenas lideranças”. Esta era, além da oposição à ocupação civil-militar do Iraque, a posição política que mais admirava em Barack Obama: o líder comunitário que mostrava querer, honestamente, tocar em problemas jogados para debaixo do tapete no século ianque, como o aumento da desigualdade social, o descaso pelos alijados do sonho americano, o direito civil das minorias, o ataque desumano aos imigrantes não-documentados.

É possível falar do Seeger antinazista dos anos 30. Do parceiro de Guthrie, Lead Belly e Alan Lomax na redescoberta das raízes da música americana e de seu povo nos anos 40. Do simpatizante destacado do Partido Comunista e articulador da cena folk do Village nova-iorquino na década de 50. Do ativista ferrenho contrário à guerra do Vietnã, condenado a um ano de prisão por “atividades antiamericanas” em 1961, banido pelos canais de TV e criador da música-símbolo da luta pelo direito civil dos negros nos EUA, We Shall Overcome (nós marcharemos/de mãos dadas/ e um dia/sinto no fundo de meu coração/ iremos superar estes tempos), nos 60 e 70. Do compositor que viu na Bíblia a resposta para as injustiças sociais de seu tempo, dando aos Byrds o hit Turn! Turn! Turn! profetizando que as mudanças sociais viriam, independentemente da vontade dos poderosos. Do artista denúncia da revolução conservadora de Reagan e de sua aproximação, na época, com um Springsteen irado pela apropriação insidiosa de seu Born in the USA, uma canção inspirada pelas músicas de protesto progressistas e antiguerra (aqui eles colocam um rifle em minhas mãos/me enviam para um terra estrangeira/para matar asiáticos) do repertório de Seeger, pela campanha de Ronald Reagan. Do homem que enxergou na defesa do meio ambiente, em conjunção com a criação de postos de emprego e de proteção para o pequeno agricultor, nos idos dos 90, uma escapatória ao sufoco neoliberal, e forçou a General Electric a limpar toda a porção americana do Hudson.

Mas, especialmente, para milhares de americanos e admiradores dos quatro cantos do planeta, de cinco gerações diferentes, além das muitas composições e recuperações de cantigas populares poderosas como If I Had a Hammer, Where Have All the Flowers Gone?, Jacob’s Ladder e Oh, Mary, Don’t You Weep em sua inigualável voz de tenor, reverbera, hoje, nestes tempos bicudos, mais do que nunca, a deixa de Springsteen: “Lidera a gente aí, Pete”.

Discussão e exibição de documentário sobre grafite com a participação de Criolo no GrajaúEx

Janeiro 25, 2014

O Grajaú(Ex) com sua moçada  espertex receberá amanhã (26x) às 18 hrs, o cinemex “Cidade Cinza”, um documentário que fala sobre a produção do grafite em São Paulo e o movimento pixo/grafite/arte apagado por ordem do poder. No cinema por “engano” a prefeitura apagou um mural na 23 de maio com 700 m2.

O evento acontece na Casa de Cultura Palhaço Carequinha é promovido pelo CineClube da Comunidade contará com uma conversa ao fim da projeção com os diretores do doc. Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, e com um dos autores da trilha, o rapper Criolo. Como o evento é de nois pra nois a entrada é nois.

No cinema vemos um pouco da trajetória também dos grafiteiros Os Gêmeos, Nina e Nunca que são conhecido em galerias, avenidas e becos de todos o mundo.O evento também trará debate com os educadores Mauro e Wellington Neri e o grafiteiro Nunca. É só tomar o trem até a Estação Grajaú onde a artex mostra quem ex.

O amor nos condena: …

Janeiro 25, 2014

demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.

Mia Couto, escritor moçambicano in ” idades cidades divindades”

Ato contra o genocídio de negros e periféricos marca aniversário da cidade onde não existe amor

Janeiro 24, 2014

Enquanto a direitaça, a mídia reacionária e a classe média ignara “comemoram” a morte do molecote  Kaique Augusto Batista não ter sido (será?) um assassinato homofóbico feito por skinheads ou pelos fardados, centenas de jovens estão sendo escorraçados, assassinados, desumanizados pela polícia, pela segregação espacial, pela moral desumana burguesa e pelo engendramento deste holocausto urbano.

Mas sabemos que os manos e minas das quebradas se organizam e não se calarão nunca frente a esta realidade. Por isto, amanhã (25), no aniversário da maior cidade da América Latina ou São Paulo, não há nada a se comemorar e sim criar novos laços e fluxos para que esta realidade constituída há quase meio milênio pelos que se consideram donos da cidade, ditadores de sua realidade (hoje representados pela classe média alienada, pela Fiesp, pela Daslu, a “minoria branca” e pelos novos “barões”) seja dissolvida e possa brotar novas formas de percepção. Ou como diz o rapper Criolo Doido, é a cidade onde não existe amor. É por isto que a periferia organizada pelo Movimento Contra o Genocídio do povo preto organiza um encontro contra o genocídio da juventude preta, pobre e periférica.

AT 25 01

O ato começará às 09 horas, na Praça da Sé, centro de São Paulo, e se estenderá durante todo o dia na luta pelo fim do racismo institucional do estado brasileiro. “Enquanto a PM por meio do Estado e dos playboys agem na calada ou na caruda, muitas mães sofrem, seja pela humilhação da revista vexatória nos presídios ou pela dor incondicional do luto”, diz o documento de convocatória do ato.

O documento ainda responsabiliza o estado pelo contínuo e interminável genocídio dos negros e dos povos autóctones (conhecidos como índios) que representam uma boa parte da nossa matriz cultural: “Porém, juntamente com a elite branca o pagamento e o reconhecimento dessa dívida estão sendo efetivado da pior maneira possível, com a continuação do tratamento colonial, inclusive com TORTURAS e as piores condições insuportáveis para sobrevivência dess@s sofredor@s”.

O ato será até as 18 horas e rappers integrantes do Fórum de Hip Hop H2O SMP de São Paulo também se apresentarão na manifestação.

Leia abaixo ou aqui, a convocatória completa

 

2° ATO: “SP 2014 – 460 ANOS DE GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA”
André Luiz
 
No aniversário da cidade de São Paulo, dia 25 de janeiro vai acontecer o 2° ATO: “SP 2014 – 460 ANOS DE GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA” ele será realizado pelos movimento sociais do comitê Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica. Durante nove horas , 9h às 18 h, em frente a catedral da Praça da Sé, serão apresentadas as pautas de revindicações dos movimentos sociais e também apresentações artísticas de rapper´s do Fórum de Hip Hop MSP. Todas as ações tem como tema a luta contra o racismo institucional brasileiro e suas consequências na juventude preta, pobre e periférica.
A cidade de São Paulo é a capital do Estado onde mais pessoas são presas (174.060 em 2011),ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA 2012, e morrem (4.194 homicídios dolosos) no Brasil, onde temos o maior número de adolescentes cumprindo medida socioeducativa, altíssimos índices de mortalidade infantil, precarização do acesso à saúde, o processo de genocídio tem início com o extermínio em massa das inúmeras comunidades indígenas em nome do dito progresso civilizatório.
Com o avanço da exploração da escravização de africanas(os), foram deixadas sequelas que até hoje sentimos na pele, sendo que a suposta abolição isentou o opressor e jogou a maioria da população aos piores índices de sobrevivência, “..no conjunto da população residente nos 226 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, calcula-se que a possibilidade de um adolescente preto* ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior
em comparação com os brancos” PRVL – PROGRAMA DE REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA LETAL CONTRA ADOLESCENTES E JOVENS. 2010. Disponível em: <http://prvl.org.br/>. O racismo institucional, aquele praticado por governos e órgãos públicos, é uma realidade percebida cotidianamente.
 
As exigências principais do ato são respostas do poder público quanto:
  1. Encarceramento em massa
  2. Ausência de Procedimentos de informação, preservação e guarda de objetos e roupas em hospitais ao receberem pessoas baleadas em conflito com policias.
  3. Ausência de Indenizações e apoio a familiares e vítimas fatais ou não, quando provocadas por agentes do Estado.
  4. Ausência de Investigação, apurações e processar de agentes do estado participantes de grupos de extermínio no estado de São Paulo.
  5. Ausência ao Acesso à informação e produção de dados da segurança pública
  6. Ausência de Elucidação das chacinas e mortes com punição aos policiais envolvidos
  7. Ausência Comissões mistas para desenvolver propostas para a redução da letalidade policial
  8. A não retirada dos autos de resistência (aprovação da PL 4.471/2012)
  9. Falta de garantia de segurança para a denúncia
  10. Ausência de Autonomia do IML
  11. Não Independência e fortalecimento da Ouvidoria da Polícia
  12. Falta Demarcação e homologação das terras indígenas com novos limites
  13. Ausência de Serviços de saúde e água tratada nas terras indígenas.
  14. A não Efetivação dos canais de diálogo com os povos indígenas no que se refere às terras indígenas sobrepostas a parques estaduais ou unidades de conservação.
  15. Não aprovação PEC 215, que transfere do Executivo ao Congresso Nacional a função de demarcar terras indígenas.
  16. PLP 227 que autoriza a exploração em terras indígenas por grupos econômicos privados.
  17. O estado militar e a resistência quanto a desmilitarização das polícias e da política
COMITÊ CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA.
*PRETO, SUBSTUTUÍDO PELO ORIGINAL NEGRO NO TEXTO- Considerando que o Hip Hop difere do movimento negro tradicional e que “O termo ‘preto’, difundido pelos adeptos do Hip Hop, é a adoção traduzida de ‘black’, palavra utilizada por décadas pelo movimento negro estadunidense. Já a rejeição que eles fazem do ‘negro’ deve-se ao fato de que nos Estados Unidos esta palavra origina-se de ‘nigger’, termo que lá tem um sentido pejorativo”, e que esse ‘preto’ é uma categoria que responde por todo ser marginalizado, o que extrapola a fase vanguardista do movimento negro.
 
Serviço:
Rapper Pirata – Fone: 98216 2160
Xico Bezerra – Fone:999099580
Miguel – Fone: 981440473

 

Fazer amor contigo…

Janeiro 23, 2014


É como beber água do mar.

Quanto mais bebo
Mais sedento fico,
 

Até que nada pode abrandar a minha sede
A não ser beber o oceano inteiro.

 
Marichiko

PARTEUM, POTENCIAL 3, RASHID E MC KAMAU EM NOITE DE CULTURA LIVRE. DÊ UM ROLÊ!

Janeiro 22, 2014

1536462_443724292420959_1526057050_nTá afim de dar um rolezinho para curtir a moçada e ainda mostrar o valor de ser favela, de ser das quebradas? Com apoio de mais de 100 entidades como a Uneafro-Brasil e o Círculo Palmarino “à juventude negra, pobre e das periferias da cidade de São Paulo, pelo direito à circulação e a expressão de sua arte e cultura”, a moçada vai mostrando sua cara e ocupando seus espaços.

E neste sábado no Parque Ecológico do Tietê em São Paulo, a partir das 14 horas, o som cabuloso vai rolar com MC Kamau, Potencial 3, Rashid, Max BO, Parteum e Lurdez da Luz. Fiz um role por aí pra saber como é, conhecer, fui a pé, de busão, de avião, a milhão, devagar aprendi… Solto o som família !!!

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÃO DA DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE – AFIN, PARA O BIÊNIO 2014-2015

Janeiro 21, 2014

O presidente da Associação Filosofia Itinerante – AFIN atendendo o que determina o Estatuto Social, convoca a Assembleia Geral para fazer cumprir o capítulo IV – das Eleições; artigo 30º e 31º que reza: durante a Assembleia Geral os candidatos poderão formar chapas para a ocupação da Diretoria e do Conselho Fiscal. As chapas devem ser compostas por associados maiores de 21 anos, presentes à Assembleia Geral. Havendo mais de uma chapa concorrente, deve-se proceder com a votação pelos associados presentes até que uma das chapas obtenha a maior parte dos votos. Em caso de empate, haverá nova votação até que somente uma chapa obtenha a maioria dos votos.

Parágrafo único – Em caso de haver somente uma chapa para a disputa da Diretoria e/ou Conselho Fiscal, a mesma poderá ser aclamada vencedora pela Assembleia Geral.

Dia da Eleição: 08 de fevereiro de 2014 – Sábado

Local: Rua 72, Quadra 149, nº 4– Bairro Nova Cidade, Manaus/AM

Horário: 17 h

Manaus, 21 de janeiro de 2014

O doce forte da música do Sansão Tiago Araripe

Janeiro 19, 2014