Archive for the ‘Copa Do Mundo Brasil 2014’ Category

SHAKIRA CANTA HOJE NO FIM COPA DO MUNDO

Julho 13, 2014

Artistas da cerimônia de encerramento posam para foto no gramado do Maracanã (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em tempo de fim de Copa do Mundo 2014, esse Blog Esquizofia também presta sua homenagem ao sucesso que foi o evento do maior torneio de futebol do mundo. E par não sair (sem ser saída esquiza) totalmente de seus passeios esuizos ele trata da parte musical do evento. Ou seja, a participação da cantora colombiana Shakira no encerramento da Copa.

É a terceira vez que ela participa do evento futebolístico. E dessa vez, foi por causa de seu clip “La l ala”, que teve mais de 200 milhões de visualizações e que influenciou em sua escolha. Durante entrevista, ela afirmou que ama o Brasil.

A cantora colombiana terá em sua companhia, no momento da festa futebolística, também os cantores Alexandre Pires, Carlinhos Brown, Wyclef Jean e a cantora Ivete Sangalo.

“É difícil até de entender. Estou agradecida à FIFA, mas os fãs são meus heróis. Isso significa um incentivo muito forte para mim, para continuar com mais garra do que nunca na minha carreira.

Nunca irei esquecer que em 2010 encontrei o amor de minha vida e, se não fosse por causa da Copa do Mundo e do futebol, meu filho não estaria comigo.

Porque esse Brasil é o meu Brasil, que eu amo. Quando comecei minha carreira, os brasileiros foram os que mais me apoiaram. O português é minha segunda língua, aprendi antes mesmo de aprender inglês”, disse a cantora.

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COMUNICADORES DE “LA GARGANTA PODEROSA”, REVISTA POPULAR ARGENTINA, ESTÃO NO BRASIL PARA OBSERVAR AS COMUNIDADES CARENTES DURANTE A COPA

Junho 18, 2014

Hospedados na favela pacificada de Santa Marta, no Rio de Janeiro, 14 membros da revista cultural argentina, La Garganta Poderosa, estão no Brasil aproveitando o período da realização da Copa do Mundo para observar as comunidades carentes. Eles  fazem suas observações e análises através das percepções que eles têm da própria favela.

A revista tem um signo político visível. O conceito ‘Poderosa’ foi tirado da motocicleta de Che que ele junto com seu companheiro Alberto Granado fizeram uso para realizar o percurso do continente sul-americano. Criada em 2011, La Garganta Poderosa tem como conteúdo e forma os temas das classificadas culturas marginalizadas. Durante a Copa eles trabalharam como correspondentes enviando mensagens para rádios e TVs da América Latina.

Entretanto, os comunicadores não chegaram ao Brasil de forma independente. Eles são financiados pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais que forneceram toda a estrutura para as transmissões e os alojaram em casa de famílias no Morro de Santa Marta. Segundo eles, o único jogo que irão assistir é Argentina e Irã.

“Nos instalamos em uma favela no Rio, onde nos sentimos muito confortáveis. Não é que exista ‘outro mundial’ aos olhos da imprensa comunitária: é o mesmo, incluindo os que ficam fora dele.

Queremos aproveitar essa grande plataforma midiática para divulgar nossa causa, que é a causa também das favelas do Brasil e dos assentamentos de outros países.

Apesar de o futebol ser o principal na comunidade, nos interessa contar a experiência para além do esporte, aprofundar na cor e na festa das favelas do Brasil.

O problema não é jamais o futebol, nem os jogadores, nem os estádios. O problema é que vendem tudo. O futebol não é da FIFA nem das grandes marcas.

Assim, como os militares usaram o Mundial para esconder os crimes de lesa humanidade e silenciar os que lutavam por um mundo melhor, nós vamos usá-lo para o contrário”, observou um dos membros da Garganta Poderosa.

Mas há um signo que salta na práxis da Garganta Poderosa. É que as observações seguem um devir-poético. O que para esse Esquizofia surge como um passeio do esquizo.

“Hoje, amanhecemos sonhando que não dormimos,

que a Copa tem silenciador,

que podemos tocar um Cristo Redentor,

 que o turismo se aparta,

que todos são negros em Santa Marta,

 que nos dói as costas do Mundial,

 que o sorteio segue sendo desigual,

 que gritamos de todos os modos,

que certo futebol não é para todos,

 que a pobreza sempre condena”.